02/07/2009 às 15:46

Agenda - RJ, SP, PE, CE, MG

Karla Oldane

ARTISTA/BANDA: VOLVER
QUANDO: Quinta,02 de Julho
ONDE: Cinemathèque Música Contemporânea - Rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo, Rio, RJ
HORÁRIO: 22h
PREÇO: R$ 20,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Depois de terem figurado pelos principais festivais independentes brasileiros, os pernambucanos da Volver baixam no Rio com o disco “Acima da chuva” (Senhor F Discos, 2008) mostrando aos cariocas - e a quem mais quiser ver - a qualidade instrumental que projetou a banda no cenário independente.
MAIS INFORMAÇÕES: (21) 2286-5731 | www.matrizonline. com.br

ARTISTA/BANDA: PELVs
QUANDO: Sextas de julho
ONDE: Drinkeria Maldita - Rua Aires Saldanha, 98, Copacabana, Rio, RJ
HORÁRIO: 21h
PREÇO: A partir de RS 10,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: A Pelvs é uma das bandas independentes brasileiras com mais tempo de estrada. Eles prometem um clima descontraído e um repertório bem sortido, fazendo com que cada show da temporada seja realmente único.
MAIS INFORMAÇÕES: www.mmrecords.com.br

ARTISTA/BANDA: RRM Apresenta: Projeto Secreto | 8mm | DJ UNO
QUANDO: Sexta, 03 de Julho
ONDE: Cinemathèque Música Contemporânea - Rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo, Rio, RJ
HORÁRIO: 21h
PREÇO: A partir de R$ 10,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Chegou a vez de os niteroienses do Projeto Secreto e do 8mm, destaque na cena hardcore, detonarem os amps. O DJ Uno ajuda a animar a noite.
MAIS INFORMAÇÕES: www.rederiomusica.blogspot.com e rederiomusica@yahoo.com.br

ARTISTA/BANDA: Bande Ciné
QUANDO: Sexta, 03 de Julho
ONDE: Club Berlin – Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda, São Paulo, SP
HORÁRIO: 23h
PREÇO: R$ 10,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: A festa semanal com clima de vanguarda inteligente La Noche Cool traz o quinteto pernambucano que faz releituras tropicais da música pop francesa da década de 60 e 70. Abertura do Suíte, para esquentar a noite. Discotecagem: DJennipher.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 3392-4594 | www.clubeberlin.com.br

ARTISTA/BANDA: VIVO MIXER D | DJs Raul Boesel (PR), João Lee (SP), Kevin Barnett (EUA), Bruno V (PE), Zé Pedro (SP), Elias Cabuzz (PE) e Fabrício Peçanha (RS)
QUANDO: Quintas de Julho
ONDE: Metrópole – Rua das Ninfas, 125, Boa Vista, Recife, PE
HORÁRIO: 23h
PREÇO: R$ 30,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: A idéia do projeto é desmistificar a música eletrônica no Recife, mostrando que o som vai além do “bate-estaca”. Buscando inovação, o Mixer vai funcionar como um clube de associados: cada convidado terá um cartão magnético que o credencia como membro do Mixer Label. O cartão isenta o convidado de pagar a entrada nas festas.
Programação - Vivo Mixer:
02/07 – DJ Zé Pedro (SP)
09/07 – DJ Bruno V (PE) e DJ Fabrício Peçanha (RS)
16/07 – DJ Kevin Barnett (EUA)
23/07 – DJ Raul Boesel (PR)
30/07 – DJ João Lee (SP)
MAIS INFORMAÇÕES: euvou@labelmixer.com.br

ARTISTA/BANDA: Mostra de Videodança com Súbito (Coletivo Lugar Comum / Cia Etc - PE) e Butterfly (República Cênica – SP) no projeto “Conexões Criativas”
QUANDO: Sexta,03 de Julho
ONDE: Sala João Cardoso Ayres/Fundaj - Rua Henrique Dias, 609, Derby, Recife, PE
HORÁRIO: 20h
PREÇO: R$ 0,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: O Coletivo Lugar Comum (PE) convida para participar das atividades do evento Conexões Criativas. A iniciativa propõe um encontro de coletivos e grupos não convencionais em dança, com uma programação de debates, apresentações artísticas e uma mostra de videodança. Participam desta edição: Coletivo Couve-flor (Curitiba), Dimenti (Salvador), Núcleo do Dirceu (Teresina), Sua Cia de Dança (Salvador) e República Cênica (Campinas-SP).
MAIS INFORMAÇÕES: Carminha (produção) – (81) 8754.5406 / (81) 9627.4393|Renata Muniz (produção) – (81) 9226.6979

ARTISTA/BANDA: Lançamento do Ponto.CE com Cordel do Fogo Encantado
QUANDO: Sexta,03 de Julho
ONDE: Praça Verde do Dragão do Mar, Fortaleza, Ceará, CE
HORÁRIO: 21h
PREÇO: A partir de R$ 20,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Festa de lançamento do Festival Ponto.CE com show inédito de comemoração pelos 10 anos da banda Cordel do Fogo Encantado.
MAIS INFORMAÇÕES: (85) 3254-2993 | www.pontoce.com.br

ARTISTA/BANDA: mundo livre s/a | Dom Capaz | DJ Koyrana | VJ Sal Dias
QUANDO: Sexta,03 de Julho
ONDE: Avenida Floriano Peixoto, 12, Centro, Uberlândia, Minas, MG
HORÁRIO: 22h
PREÇO: A partir de R$ 12,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Apesar de o evento ter o nome de Goma Apresenta, a principal atração dispensa apresentações.
MAIS INFORMAÇÕES: (34) 3224 7047 | contato.goma@gmail.com

FESTA: Maracangalha + Rapte-me Camaleoa
Quando: Sábado, 04 de Julho
ONDE: Casa Rosa Cultural - Rua Alice, 550, Laranjeiras, Rio, RJ
HORÁRIO: 22h
PREÇO: A partir de R$ 12,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: “Música brasileira para adeptos do livre dançar”. A mistura das duas festas aumenta o repertório do melhor da música popular brasileira, passando por samba, samba-rock, soul Brasil, bossa nova, frevo, coco e maracatu… com pitadas de salsa, reggae/ska, jazz e outras maravilhas dançantes.
Pista 1 – Maracangalha - DJs Fukô e Aroldo | VJ Debora Gam | Pista 2 – Rapte-me Camaleoa - DJ Gau | VJ Copiadacopia | Auxílio luxuoso: DJ Tuta
MAIS INFORMAÇÕES: (21) 2557-2562 / (21) 9428-2743 | euvoupramaracangalha@gmail.com | www.festamaracangalha.com

ARTISTA/BANDA: No Olho Da Rua convida Carlos Malta
QUANDO: Terça, 07 de Julho
ONDE: Centro Cultural carioca – Rua do Teatro, 37, Praça Tiradentes, Rio, RJ
HORÁRIO: 20h
PREÇO: R$ 15,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: O belíssimo sambajazz do No Olho Da Rua com participação do “escultor dos ventos” Carlos Malta. Uma jóia para os ouvidos.
MAIS INFORMAÇÕES: (21) | www.centroculturalcarioca.com.br


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02/07/2009 às 14:54

No tempo das cavernas # 8

Larry Antha - colunista


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29/06/2009 às 18:53

O último a sair, por favor, apague as luzes: Megastore da Virgin, Michael Jackson e o fim de uma era na indústria da música

Leonardo De Marchi - colunista

Como todo o resto da humanidade, neste 25 de Junho, fui pego de surpresa pela lamentável notícia do falecimento de Michael Jackson. Depois de ser invadido por certa incredulidade seguida de nostalgia (afinal, cresci ouvindo e vendo este artista, como todos de minha geração), fiquei lembrando de minhas conversas com meu amigo Tiago Velasco (pesquisador dos ídolos da música pop) e, finalmente, entendi a profundidade simbólica do acontecimento. Não, esta não é mais uma coluna dedicada ao artista – ainda que não me furte a observar que, diante de vida tão tumultuada, o desejo de “descanse em paz” é de todo sincero e apropriado. Esta é, na verdade, uma coluna sobre o crepúsculo dos ídolos pop e da indústria de música que os criou.

Há alguns dias, li uma notícia sobre o fechamento da última das grandes lojas de discos da Virgin. Admito que esta nota não me deixou chocado, pois não chegava a ser uma novidade – era, aliás, a crônica de uma “morte” anunciada. Mas, ao associar à efetiva morte de Michael, percebi algo sintomático acontecendo.

Os grandes agentes da indústria fonográfica não se cansam de colocar a culpa do fechamento de lojas especializadas em discos na conta das novas práticas de consumo de gravações sonoras, muitas das quais eles insistem em nos fazer acreditar que são atos transgressores da lei ou de “pirataria”, em seu jargão. Já disse, ao longo desta coluna, que isto se deve, na verdade, a uma série de fatores. Todos dos quais tratei versavam, porém, sobre a estrutura da própria indústria fonográfica. Tive outra perspectiva do assunto, neste 25 de Junho. Notei que, de fato, não é apenas a tradicional estrutura da indústria fonográfica que caduca; é a própria cultura de massas que apresenta seu esgotamento.

Há uma década, pelo menos, todos os moleques ainda viam na TV e ouviam no rádio determinados artistas para, logo depois, saírem para comprar os discos. Mais tarde, quando já queriam se impor como especialistas da música pop, iniciavam discotecas com títulos selecionados – nada muito conhecido, pois isto queimava o filme, mas de qualquer maneira o que pautava a seleção era o conceito algo difuso de “cultura pop”. Hoje, muitos moleques continuam a realizar ritual semelhante, mas algo está profundamente modificado: os artistas pop já não vendem tantos discos e, o que é pior, não têm o mesmo impacto na história da música pop. Talvez seja pelo fato de os meios de comunicação de massa não ocuparem sozinhos o mesmo espaço de antes, talvez por haver muitos artistas competindo pela posição de “novo rei do pop” a cada semana – talvez, ainda, eu esteja ficando velho e desantenado demais para entender corretamente este universo paralelo. Seja como for, tenho a impressão de que a cultura pop, baseada em grandes artistas que pareciam figuras míticas, está deixando de existir. E é nisto que reside um dos aspectos mais instigantes do falecimento de Michael Jackson.

A meu ver, Michael Jackson não era mais um simples homem. Creio que sua grande realização e sua maior tragédia são, a um só tempo, ter vivido em sua plenitude a cultura pop. Quero dizer, quem viveu e morreu não foi Michael Joseph Jackson; foi o ícone Michael Jackson – pois havia apenas este, nada mais. E tal simulacro foi construído por uma indústria da música que, apoiada na comunicação de massa, emitia uma cultura pop para os vários cantos do globo. O sucesso da vendas de seus discos lhe garantira o rótulo de “rei do pop” – e ele se agarrou neste título moderno de nobreza até as últimas conseqüências. Hoje, as incríveis demonstrações espontâneas de comoção desde os Estados Unidos, Brasil, França ou Japão até Papua Nova Guiné, Burkina Faso ou Java nos confirmam a força deste fenômeno. Mas a minha pergunta é: será que veremos outros eventos semelhantes a este no futuro próximo?

É claro que há artistas que vendem muitas cópias de discos e são queridinhos dos meios de comunicação de massa e de nicho (penso, neste momento, em Ivete Sangalo e em Beyoncé Knowles). São populares neste sentido, sem dúvida. Entretanto, não se candidatam a ser tão marcantes em nossas vidas quanto o foram Jimmy Hendrix, os Beatles, Madonna e, claro, o próprio Michael Jackson. Isto pode se dar por falta de carisma ou de qualidade (sinto-me muito inclinado a sustentar tal hipótese!), porém é seguramente algo mais: é o fim de um modelo de cultura que animou o século XX. É mais que o declínio de um modelo econômico de produção de bens simbólicos; é uma maneira de pensar e fazer cultura que se esvai. Pese nisto uma série de distintos fatores, como o deslocamento da hegemonia da cultura de massas, a comunicação em rede, a sociedade pós-industrial ou da informação (o termo fica à escolha ideológica de cada um), o declínio do poder norte-americano, o diabo sabe mais o quê, enfim. O fato é que, hoje, aquela indústria da música sustentada pela fantástica venda de poucos grandes artistas parece estar morrendo, em momentos como este, literalmente.

Michael foi o grande símbolo dessa indústria da música. Sua morte e o fechamento das gigantescas lojas da Virgin atestam o fim de uma era, ou, pelo menos, o fim da festa desse modelo de produção da música. Àqueles que ficam, um pedido: o último a sair do salão, por favor, apague as luzes.


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29/06/2009 às 10:29

Os discos que recebo # 2

Felipe Gurgel - Colunista

Passei cinco dias em Recife (PE), a pretexto do Porto Musical, e algo do que eu trouxe na bagagem vai estar nas próximas colunas. Hoje, falo da revelação Nublado, de João Pessoa (PB), e do “barulho fino” do AMP, de Pernambuco. Boa leitura.
 
Nublado – “Vôo livre” (EP, Independente, 2009)

Antes de o disquinho começar a circular por aí, o lançamento virtual deste “Vôo livre” já repercutia bem. Não é por menos. A novíssima Nublado, banda de João Pessoa (PB), traz quatro hits absolutamente grudentos neste EP. Se com o primeiro trabalho o quarteto já revelava um bom potencial para a composição de melodias fáceis, agora, com o segundo, apresenta outros diferenciais: boa produção, qualidade e peso da gravação. O processo se deu fora de casa, nos domínios de Anderson Foca (estúdio DoSol – RN).

E qual foi a surpresa deste trabalho? Tudo parece mais bem resolvido e as referências – do novo rock ao Radiohead – se encontraram de forma que a moçada consegue impor personalidade nas músicas novas. Da primeira à última faixa, é difícil não cantar junto, com destaque para o bom refrão de “Desse lado”. A pegada pop se mantém linear em “No ar” e “Sobre o caos”; já “Suas asas” arrisca efeitos e um pique mais nervoso, a reboque do ritmo quebrado da bateria de Rayan Lins – melhor músico do quarteto.

“Vôo livre” não poderia ter um nome mais adequado para as circunstâncias da carreira do Nublado, pois indica um caminho aberto para o quarteto crescer, corrigindo inclusive algumas limitações (sobretudo vocais) de seus shows em um passado recente. No entanto, Rayan Lins (bateria e backing vocals), Fábio Viana (voz/guitarra), Andrei de Ferrer (baixo/voz) e Lucas Moura (guitarra) já sabem do que podem se orgulhar neste EP – o melhor cartão de visitas do Nublado até então.
  
Mais sobre ele: http://www.popup.mus.br/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?id=29 (Link direto para baixar) / www.myspace.com/bandanublado (Informações)

AMP – “Pharmako dinâmica” (CD, Monstro Discos, 2009)

Anda complicado falar sobre o AMP sem cair em redundância. Já é quase um clichê colocar o trabalho desta banda de Recife (PE) em patamares de excelência rocker. Afinal, Djalma Rodrigues (voz/guitarra), Capivara (voz/guitarra), Dudu Sat (baixo nervoso) e Crika (bateria) começaram a aloprar desde os primeiros shows e o reconhecimento da mídia especializada veio antes ainda do lançamento de “Pharmako dinâmica”.
 
O primeiro álbum confirma a qualidade que se vê nos shows. Um stoner pesado cujo DNA o mainstream do rock nacional não projeta e talvez nunca o faça, dadas as transformações do mercado e as letras politicamente incorretas do grupo (“Acidez”, por exemplo). O que não é ruim: o AMP parece muito bem onde está e parece não se importar em soar similar às suas principais referências (Queens of The Stone Age, rock 90 e afins), já que as composições respondem por si próprias. Ouça a ótima “Effectlast try” e entenda por que não existem crises de identidade no repertório, embora a maior parte das músicas seja cantada em inglês. 

“Pharmako dinâmica” teve uma engenharia sonora privilegiada. Iuri Freiberger assinou a produção com a banda e deixou tudo nos conformes: as guitarras dialogam falando a mesma língua, sem um contraste desnecessário de arranjos, defeito recorrente em bandas novas. O baixo com distorção é o fio condutor de toda a parede sonora do AMP, acompanhado pela pegada de bateria que se ouve, nitidamente, dos pratos à marcação do bumbo.

No mais, além de alguns petardos de riffs marcantes (“Ataque dos aliens”), faixas como “Black Grass” trazem ecos de Soundgarden e de outras referências do rock noventista, sem soar datado. Um barulho fino. Sabe então um novo clichê sobre os pernambucanos? Disco para constar nas listas de melhores do ano, sem dúvida.

Mais sobre ele: www.monstrodiscos.com.br (Vendas) / www.myspace.com/amprockrecife (Informações).
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Coluna, Música Um comentário



29/06/2009 às 9:43

Boa noite

Adilson Pereira

Stereologica e Luisa Mandou Um Beijo tocaram sexta no Cinematheque. Mais uma noite promovida pela Rede Rio Música.

Stereologica:

Luisa Mandou Um Beijo:


Música, Show, Vídeo Comente



25/06/2009 às 16:31

Moptop: show de sexta reafirma caso de amor com Fortaleza

Colaboração especial

Felipe Gurgel

Numa engrenagem de mercado em que os “nichos” se fortalecem a cada dia, o mundo da música tem revelado fenômenos curiosos Brasil afora. Os cariocas do Moptop vivem com um pé fincado no suporte tradicional – vinculados ao cast da Universal – e outro no meio independente, circulando pelo Brasil em bares e pequenos galpões. A fórmula trouxe conquistas atípicas para o grupo. Uma delas é a fidelidade do público de Fortaleza – cidade que, embora seja a quinta maior do País em população, não costuma ser generosa com o rock nacional calcado em referências alternativas. O Vanguart, por exemplo, até hoje nunca se apresentou pela capital cearense. É oito ou oitenta. 

“Realmente, nossos shows em Fortaleza foram inesquecíveis. Tocamos algumas vezes por aí e, além dos fãs comparecerem em peso, fizemos boas amizades que duram até hoje”, observa o baixista Daniel Campos, em curta entrevista por e-mail ao “Sambapunk”. A fala dele resume o histórico local de uma banda de médio porte no país, mas que na capital cearense se agiganta: lá, o Moptop ajudou a lotar desde espaços em que o rock não tem tanto assento na programação (Amici´s, em 2008), até um anfiteatro para 800 pessoas (Centro Dragão do Mar, em 2007).

Moptop (Divulgacao/Lucas Bori)

Não à toa, a banda carioca faz seu quinto show em Fortaleza, nesta sexta (26), pela 58ª edição do projeto Noise 3D, no Hey Ho Rock Bar. É a única apresentação do Moptop pelo Nordeste, o que simboliza a força do público cearense com a banda. “O lance é que o Brasil é muito grande: viajar pelas capitais do país sai caro e exige muito tempo. Mas acho que conseguimos manter certa rotina de turnês com o novo disco (‘Como se comportar’), além de conquistar outros espaços também. Tocamos em Manaus, esse mês, por exemplo”, lembra Daniel.

Pela Internet é notória a expectativa pelo encontro. Enquanto boa parte dos internautas comuns migra para o twitter e deixa seus perfis no orkut às moscas, os fãs do Moptop fazem o contrário: o tópico do show em Fortaleza já ultrapassava os 170 comentários até esta quinta (25). E para não dizer que o famoso micro blog ficou de fora desse affair, uma fã cearense criou uma conta especialmente para o show: www.twitter.com/moptopinfortal


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24/06/2009 às 17:46

Primeira maratona-gravação

Adilson Pereira

Aconteceu ontem, no Circo Voador, no Rio, a primeira maratona-gravação organizada pela “Sambapunk”. A idéia era juntar bandas para que o pessoal confraternizasse e, ao mesmo tempo, garantir entrevistas com os artistas que estivessem lá.

Nervoso E Os Calmantes, Luisa Mandou Um Beijo, Lettuce e Big Trep estiveram presentes. Em breve, os vídeos começam a ser exibidos aqui e também no site (além de no telão de projeções, antes dos shows) do Circo Voador. A próxima gravação deve acontecer a daqui um mês, mais ou menos.


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