<center><a href='conta_click_banner.php?banner_id=15&amp;url=www.carambolaproducoes.com'><img src='http://www.sambapunk.com.br/banner_img/carambanner_15.jpg' alt='Carambola' border='0' /></a></center><?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
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	<title>SAmbaPUNk &#187; Pausa para falar de moda</title>
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		<title>Vai um casaquinho aí?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 11:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Glauco Mattoso, o poeta-pornô do rock, já mais de uma vez explicou: no universo musical, mais especificamente o roqueiro, símbolos foram criados para realçar a força masculina e a fragilidade feminina. Mattoso tem várias outras teorias, além dessa. Ele aponta no rock uma tendência sadomasô. Fala dos vestidos e dos saltos altos, que tornam a (imagem d)a mulher mais frágil. E das calças jeans, botas e casacos de couro que compõem o &#8220;uniforme&#8221; masculino &#8211; adereços que &#8220;protegem&#8221; o corpo dos machos.</p>
<p>Vamos pegar um desses símbolos de &#8220;proteção&#8221;, o casaco. Vivemos num país tropical. Abençoado por Deus, ok, mas tropical. Mas apesar do calor cruel, o casaco ganhou papel de destaque no caldeirão estético-musical-artístico.</p>
<p>Outro dia, um amigo, o artista/grafiteito Vagner Donasc, contava orgulhoso que tem quase tantos casacos quanto camisetas. O cara se esforça para usar peças de mangas compridas, mesmo morando no Rio de Janeiro. Quando rola um &#8220;friozinho&#8221;, é uma festa só.</p>
<p>Veja os shows de rap, por outro lado, cenário em que é fácil encontrar sujeitos com casacos munidos de capuz. Glauco Mattoso, até onde sabemos, não tem nenhuma teoria sobre capuz. Fica a sugestão.</p>
<p>Essa paixão por casacos pode ter a ver com aquela nossa &#8220;frustração&#8221; pela quase total ausência de neve em território nacional. Isso mesmo. As pobres crianças tropicais crescemos vendo filmes de Papai Noel, com bonecos de neve etc.</p>
<p>Ficam com isso na cabeça. Quando crescem e viram músicos, aproveitam que esse símbolo de pop-masculinidade está aí de bobeira e&#8230; e se apropriam disso.</p>
<p>Publicitários, com suas marquetices, não estão alheios ao poder das mangas compridas. O poder de sedução de um modelinho Nike, Adidas ou Puma parece que não deve ser desprezado nunca.</p>
<p>Tudo bem. Mas veja essa peça publicitária da MPB FM. O cantor e apresentador Marcello Silva aparece vestindo um casaco verde. Está lá, no Largo do Machado, Zona Sul do Rio.</p>
<p>Em dias de calor infernal, uma imagem assim soa (ou sua?) no mínimo esquisita. Ok, casaco pode ser tudo&#8230; Mas dizer que esse calor não é nada&#8230;</p>

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		<title>Sorria, você está numa stand-up comedy. Hein!?</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 02:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Palavras de moradores de Niterói, a cidade vizinha ao Rio e que é famosa pela &#8220;qualidade de vida&#8221;. Calma, Chris, não entenda as aspas como piada, por favor&#8230;  
Bom, moradores de Niterói disseram que aquele é atualmente o lugar onde reina o formato stand-up comedy. Um profissional da Secretaria de Cultura de lá teria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palavras de moradores de Niterói, a cidade vizinha ao Rio e que é famosa pela &#8220;qualidade de vida&#8221;. Calma, Chris, não entenda as aspas como piada, por favor&#8230; <img src='http://www.sambapunk.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bom, moradores de Niterói disseram que aquele é atualmente o lugar onde reina o formato stand-up comedy. Um profissional da Secretaria de Cultura de lá teria dito: &#8220;Quer ganhar dinheiro, em Niterói? Vai produzir stand-up comedy!&#8221;</p>
<p>Um velho conhecido nosso &#8211; Ramon, cantor do The Feitos &#8211; foi apontado como um dos grandes expoentes da onda.</p>
<p>Luiza Bittencourt, colaboradora do &#8220;Sambapunk&#8221;, disse que o cara faz mesmo a plateia rir. Veja o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões. E, quando for a Niterói, além da stand-up comedy, vale a pena conferir também o rissole de camarão da padaria-posto Glamour. Esse é de chorar&#8230; De tão bom que é.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/fvVzrsXC6V0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fvVzrsXC6V0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Ditadura adolescente?</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 19:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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		<description><![CDATA[Outro dia, numa entrevista, o escriba aqui deu de cara com um sujeito que tinha uma teoria sobre idade, informação, formação de opinião e mercado. O entrevistado achava que &#8220;hoje em dia quem sabe das coisas é o cara de 16 anos e é esse jovem que deve ser ouvido e deve mandar na indústria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, numa entrevista, o escriba aqui deu de cara com um sujeito que tinha uma teoria sobre idade, informação, formação de opinião e mercado. O entrevistado achava que &#8220;hoje em dia quem sabe das coisas é o cara de 16 anos e é esse jovem que deve ser ouvido e deve mandar na indústria da música&#8221;. A frase saiu depois de uma reclamação a respeito dos &#8220;sujeitos de 40 e poucos&#8221;, que ainda estão controlando os esquemas de gravadora e comunicaçao. Faz algum sentido o que disse o entrevistado. Mas faz sentido também tomar cuidado com essa teoria.</p>
<p>Talvez ela, a teoria, tenha causado incômoco ao escriba porque, ao longo do tempo, foi comum ver em redações velhos profissionais experientes sendo substituídos por outros mais novos e mais baratos (para não dizer &#8220;mais manés&#8221;). Mas não é só isso.</p>
<p>Não há dúvida de que os jovens de 16 anos estão antenados. Ou deveriam estar. Por causa desse papo de internet, a intimidade com o computador etc. Mas&#8230; esperar que o &#8220;mercado&#8221; opte pelo que sugere um jovem de 16 anos é mais do que apostar no conhecimento de alguém antenado. É escolher o ponto de vista de alguém que, por mais que esteja conectado, ainda não amadureceu. Defina &#8220;amadurecimento&#8221; do jeito que quiser, mas não venha dizer que, no geral, os navegantes internéticos de 16 anos estão &#8220;maduros&#8221;. Não se ganha experiência e sensibilidade apenas ficando em frente a uma telinha de computador.</p>
<p>Ah, ok, aí podemos desdobrar nossa conversa por vários terrenos. Podemos falar de conservadorismo, de ousadia&#8230; Mas vamos tentar ficar na questão da idade, da &#8220;sabedoria&#8221; e da intimidade com a www. Optar exclusivamente pelo conhecimento e pela perspectiva dos mais jovens é tão tolo quanto se deixar pautar somente pela estética dos corpos extremamente sarados e com gordura zero &#8211; que andam ditando o padrão televisivo de hoje em dia.</p>
<p>Vale tomar cuidado, na hora de catar argumentos que derrubem este ou daquele obstáculo na hora de um artista mostrar &#8211; e vender &#8211; seu trabalho. Acreditar que são os moleques que devem ditar a moda, daqui para frente, é ingenuidade.</p>
<p>Uma regra que estava valendo há muito pouco tempo, a de que quem tem dindim para consumir está na casa dos 20 e poucos ou 30 e poucos, não parece ter mudado. A não ser que isso aí que andam chamando de crise seja, na verdade, o dinheiro mudando de bolsos: indo das mãos de quem trabalha para a dos adolescentes.</p>
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		<title>Pisando em fitas</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pausa para falar de moda]]></category>
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As fitas cassete fizeram a alegria de muita gente. Era comum trocar esse tipo de coisa pelo correio, quando ainda não existia CD. Assim, a música circulava. Era a saída para compartilhar sons, numa época em que arquivos digitais não passavam de um sonho distante. As fitinhas fizeram a alegria de tanta gente que até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/havaianas-reduzida.jpg"/></p>
<p>As fitas cassete fizeram a alegria de muita gente. Era comum trocar esse tipo de coisa pelo correio, quando ainda não existia CD. Assim, a música circulava. Era a saída para compartilhar sons, numa época em que arquivos digitais não passavam de um sonho distante. As fitinhas fizeram a alegria de tanta gente que até hoje há quem continue declarando seu amor por elas. Isso sem falar na historia de usá-las para declarar o amor por outrem. Sim, sim, com as mix tapes: aquele negócio em que o cidadão colocava músicas e dava para a menina, na esperança de que a menina desse para ele. Agora, há uma nova maneira de dar fitas. Elas estão impressas em sandálias Havaianas. Aquelas que não descolam, não soltam as tiras e não têm cheiro. Para saudosistas de plantão, é um chinelo, digo, um prato cheio.</p>
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		<title>Pausa para falar de moda#1: &#8220;O palco não pode ser pouco &#8211; Uma análise audiovisual do Grito Rock Cuiabá 2008&#8243;</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 21:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaboração especial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bárbara Rosa
Carnaval em Cuiabá. Pela segunda vez consecutiva, nessa época do ano, a cena local de música independente se une para promover o Festival Grito Rock no palco do Clube Feminino, clube de shows e também sede da Secretaria Municipal de Cultura. Além de uma série de ações em conjunto com a CUFA MT (Central [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bárbara Rosa</p>
<p>Carnaval em Cuiabá. Pela segunda vez consecutiva, nessa época do ano, a cena local de música independente se une para promover o Festival Grito Rock no palco do Clube Feminino, clube de shows e também sede da Secretaria Municipal de Cultura. Além de uma série de ações em conjunto com a CUFA MT (Central Única das Favelas), o grupo Confraria dos Atores e a Próxima Cena, frente de audiovisual do idealizador do projeto, o Instituto Espaço Cubo, o festival trouxe para a capital mato-grossense bandas dos quatro cantos do país em cinco dias de um evento que só terminou com o enterro dos ossos no dia 9 de fevereiro.</p>
<p>Neste ano, um público de cerca de quatro mil pessoas assistiu ao que acontece apenas em Hell City há cinco anos e que em 2008 se tornou um projeto que integra 47 cidades da América do Sul, já que os hermanos argentinos e uruguaios entraram na bolada junto com estados brasileiros como Goiás, Minas Gerais, Acre, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros.</p>
<p>Pata de Elefante, Ludovic, Charme Chulo e a “filha da terrinha” Vanguart encabeçaram a linha de encerramento das grandes noites do festival. Conhecidas principalmente pela renovação lingüística e estética em seus shows e músicas, as bandas chamam a atenção nacional principalmente pelos diferenciais adotados em cima do palco. Explico-me: Jair Naves, vocalista à frente da paulistana Ludovic, é conhecido por suas performances explosivas que se adequam muito bem ao figurino de menino rebelde bem alinhado e às letras irônicas sobre dor de amor perdido e frustração. Com um misto entre guitarras possantes e a atmosfera nebulosa com ares de um expoente Joy Division brasileiro, o cenário está armado. Jair sabe cativar o mais desavisado ao deixá-lo vidrado em frente ao que está se passando em cima do palco, música a música, como todo bom entertainer.</p>
<p>Charme Chulo deve ser a mais – por que não? – i ovadora das headliners do festival. Assumidamente o “patinho feio” da cena curitibana por seu grande número de psychobillies, o estilo rock caipira da banda flui maravilhosamente bem através das camisas quadriculadas e xadrezes e dos chapéus, ora de caubói interiorano na cabeça do baterista hard rocker, ora de palha no peito do vocalista tímido, mas de imensa personalidade. E esse figurino apenas dá corpo ao prato principal da banda: a mistura do que alguns costumam chamar de rock oitentista pós-punk com a música caipira. No palco, de viola caipira empunhada trazendo mais um adendo, o universo estético está firmado e funcionando muito bem, diga-se. Não é de se estranhar que com tamanha coesão entre o que se vê e o que se ouve Charme Chulo venha galgando seu espaço, fiel entre vários, tendo rodado por três cidades apenas neste carnaval.</p>
<p>Pata de Elefante e Vanguart não ficam atrás. Responda rápido: como segurar um público rocker altas horas da madrugada para assistir a uma banda instrumental? Os gaúchos do Pata parecem saber a receita certa para esse feito, seja com o motivo do nome da banda, ou seja, o peso de suas canções, seja pelo bom uso das suas influências setentistas nas mesmas, com muita elegância e irreverência. Ou será que camisas estilizadas e trocas constantes de instrumentos têm algo a ver com a resposta? No caso desses gaúchos, o domínio do palco é evidente, menos é mais, e o que fica é o zunido no ouvido. Já a cuiabana Vanguart vem traçando um caminho inverso, já que um terno tweed e uma gaita no pescoço há um bom tempo não fazem mais parte do visual do grupo. Desconstruindo a imagem folk, os garotos vêm se reciclando como é normal em uma banda com tão pouco tempo de estrada e muita bagagem dividida por cinco. No último dia de festival, os cuiabanos encontraram uma Vanguart mais amadurecida no palco e ainda que existam indícios de mudanças na sonoridade da banda, a performance da mesma parece não se abalar mais.</p>
<p>Por entre as coberturas feitas para o podcast do Circuito Fora do Eixo pela equipe de comunicação da Volume (coletivo de bandas local e parceiro de produção do evento), podemos encontrar o fotógrafo Renato Reis tecendo críticas a respeito da falta de preocupação visual das bandas apresentadas. O paraense Renato vêm cobrindo com exclusividade vários festivais do Circuito Fora do Eixo há alguns bons três anos e neste Grito cuiabano coube a ele a façanha de fotografar as cerca de 40  bandas da programação. Segundo o fotógrafo, esta é uma situação que se repete em todos os festivais e na qual as bandas têm de ter mais atenção.</p>
<p>Quarenta bandas e entre elas fica fácil citar expoentes que realmente se prontificam a tentar entender do que um palco deve ser feito. Mr. Jungle, de Roraima; a já badalada Montage, do Ceará; a paulistana Garotas Suecas e a mineira Monno são algumas. Além do já consagrado power trio instrumental Macaco Bong, entre as cuiabanas, Rhox, Aoxin e Venial conseguiram tirar elogios dos olhares mais críticos, cada uma dentro de suas vertentes.</p>
<p>Renato Reis apontou a falta de grana para investimento das bandas independentes nas questões visuais. Além de todo o aparato básico e instrumental e todos os valores monetários exigidos para uma manutenção dos mesmos, ter que se preocupar com roupas, por exemplo, pode parecer luxo. Mas nada que uma boa dose de criatividade ao olhar dentro do guarda-roupa não resolva. Mais: nada que uma boa dose de criatividade no guarda-roupa e no que se mostra em cima do palco não resolva. De nada adianta o conjunto incompleto. Elementos como a sonoridade, o visual e a performance devem andar de mãos dadas e criar estéticas coesas demonstrando do que são feitos os profissionais. Pode parecer um bicho-de-sete-cabeças, mas não passa de diversão mais completa para qualquer banda que entende que o palco não pode, nunca, ser pouco para sua performance.</p>
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