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	<title>SAmbaPUNk &#187; Resenhas</title>
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		<title>Calma, Jack!</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 21:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
&#8220;Blunderbuss&#8221;, o novo álbum de Jack White, já tem data de lançamento: 24 de abril. A Third Man Records anunciou ainda mais: que vai colocar na praça, agora em 7 de fevereiro, um sete polegadas (vinil!) com &#8220;Love interruption&#8221;, primeiro single do disco. O compacto terá no lado B &#8220;Machine gun shilhouette&#8221;, faixa que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2012/01/jack-white-blunderbuss.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2017" title="&quot;Blunderbuss&quot; é o nome do novo álbum de Jack White. Traduzindo: &quot;garrucha&quot;, &quot;bacamarte&quot;" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2012/01/jack-white-blunderbuss.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>&#8220;Blunderbuss&#8221;, o novo álbum de Jack White, já tem data de lançamento: 24 de abril. A Third Man Records anunciou ainda mais: que vai colocar na praça, agora em 7 de fevereiro, um sete polegadas (vinil!) com &#8220;Love interruption&#8221;, primeiro single do disco. O compacto terá no lado B &#8220;Machine gun shilhouette&#8221;, faixa que não fará parte do LP &#8211; para qualquer blueseiro estadunidense, malandragem pouca é mesmo bobagem.<br />
.<br />
O próprio White produziu &#8220;Blunderbuss&#8221;. E através de sua assessoria declarou que este álbum só poderia ter surgido mesmo agora: &#8220;Adiei por muito tempo isso de lançar um disco com o meu nome, mas essas músicas tinham que ser mostradas assim, com o meu nome. Elas foram escritas a partir de rascunhos, não têm nada a ver com qualquer outra pessoa ou qualquer outra coisa que não seja a minha própria expressão, minhas próprias cores na minha própria tela de pintura.&#8221;<br />
.<br />
Nesse quadro, parece que não há vermelho. Só preto e branco. O som? Cool-bluesy-pop-rock. E você aí que gosta de expressões em inglês deve estar sorrindo de prazer. Sobre White, que tem toda essa onda blueseira das antigas, melhor mesmo valer-se de termos assim.<br />
.<br />
Dando uma olhada na letra e, atento à interpretação do cara, você pode facilmente coçar a cabeça e pensar: aquilo tem um princípio-&#8221;Canto-de-Ossanha&#8221;, de que &#8220;o amor só é bom se doer&#8221;. Clique aí embaixo para sofrer um pouco ou festejar seu amorzinho.<br />
.<br />
Um dicionário e São Google explicam que “blunderbuss” significa “garrucha” ou “bacamarte”. Aquelas armas antigas, sabe? Será que se trata de um disco “chamando pra briga”? Com uma capa (Do single ou do álbum?) que mostra uma navalha na mão do sujeito e um título assim, parece que o cara está preparado para encarar qualquer crítica.<br />
.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fD12wH9En6s?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/fD12wH9En6s?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>&#8220;Vamos matar nossa sede&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 18:44:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começar um disco com um colorido psicodélico-garageiro, espancando os tambores e ligando a massa com riffs simples pode ser como dizer “Se liga aí que a gente não tá de brincadeira, não, mano”. Às vezes, é caô. Não é o caso dos Bonnies. No registro “Rock and roll sem nome”, é isso/assim que eles fazem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1982" class="wp-caption aligncenter" style="width: 408px"><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Os-Bonnies.jpg"><img class="size-full wp-image-1982" title="Os Bonnies" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Os-Bonnies.jpg" alt="&quot;Rock and roll sem nome&quot;" width="398" height="297" /></a><p class="wp-caption-text">DETALHE DA CAPA DE &quot;ROCK AND ROLL SEM NOME&quot;</p></div>
<p>Começar um disco com um colorido psicodélico-garageiro, espancando os tambores e ligando a massa com riffs simples pode ser como dizer “Se liga aí que a gente não tá de brincadeira, não, mano”. Às vezes, é caô. Não é o caso dos Bonnies. No registro “Rock and roll sem nome”, é isso/assim que eles fazem, com “Ela foi embora (vestida de giz)”. Com um título capaz de levar neguinho para o fundo de um poço, bem como tirar de lá qualquer pobre sofredor, a música comprova a capacidade da banda natalense de provocar sensações. É. Isso. Os Bonnies não fazem música analgésica.<br />
.<br />
Depois, vem “Leve”, um flertezinho indiano-instrumental. “Vamos correr, meninas, vamos tirar nossas roupas nesse dia de frio, aproveitando que estamos aqui isolados. E vamos correr. Tem um rio aqui perto. Vamos matar nossa sede.” De leve&#8230; É isso que parece estar por trás daquela tranquilidade-à-Pixies que há em “Leve”. Embarque! Hora do embarque!<br />
.<br />
“Rock and roll sem nome”, faixa-título do “álbum”, começa anunciando country e antes de você completar uma frase – “Parece com o Velvet Un&#8230;” – ela termina. “Perdi a cabeça” é à sua maneira meio jovem-guardista. “Nos meus sonhos” é mais divertida. “Não aqui não agora” não é a melhor do disco.<br />
.<br />
“Amanheceu” nos leva de volta ao clima de abertura e a última faixa chega como uma espécie de confirmação conceitual.  É que ela não é “Sem nome”. Ela não tem nome e pronto. Um cyber-far-west. Sem nome.</p>
<p><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Os-Bonnies_bilhete.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1984" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Os-Bonnies_bilhete.jpg" alt="" width="396" height="296" /></a></p>
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		<title>The Baggios&#8230; E 2012 começa com &#8230;Blues</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 17:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O álbum do The Baggios rodou, rodou muito até revelar-se uma bolacha com&#8230; altos e baixos. Júlio Andrade (guitarra e vocal) e Gabriel Carvalho (Bateria) não revelam uma reinvenção do Blues. Mas, OK, oito anos de estrada e eles também não se encaixam na pasta Duplas-ingênuas-demais ou tampouco na Perdidas-em-algum-lugar-de-Sergipe. Perdidos é que eles não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1980" class="wp-caption aligncenter" style="width: 396px"><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2012/01/the-baggios.jpg"><img class="size-full wp-image-1980" title="The Baggios" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2012/01/the-baggios.jpg" alt="Para começar 2012 com Blues" width="386" height="342" /></a><p class="wp-caption-text">THE BAGGIOS</p></div>
<p>O álbum do The Baggios rodou, rodou muito até revelar-se uma bolacha com&#8230; altos e baixos. Júlio Andrade (guitarra e vocal) e Gabriel Carvalho (Bateria) não revelam uma reinvenção do Blues. Mas, OK, oito anos de estrada e eles também não se encaixam na pasta Duplas-ingênuas-demais ou tampouco na Perdidas-em-algum-lugar-de-Sergipe. Perdidos é que eles não estão mesmo. Dá para sacar uma certa objetividade ali nas 14 faixas do álbum. Coisa que precisa ter mesmo quando se quer começar a percorrer o tal circuito dos festivais. Umas músicas convencem e outras, não. Aproveitando o início do ano para ser, hm, bem direto, é isso. Umas convencem.<br />
.<br />
Esse primeiro álbum foi batizado com “The Baggios” só, mesmo, e pode ser baixado na página oficial dos caras: http://www.thebaggios.com.br.<br />
.<br />
“Em outras” confirma um quê de gauchice agarrada ali: um rock com proposta clássica. Funciona. “Aqui vou eu”, mais animada, é ainda mais convidativa, talvez a melhor do álbum: uma faixa para ser comemorada nos shows mesmo por quem não é amigo da banda. Mantendo um bom flow, na cola vem “Pare e repare”, também sugerindo um bom pique logo no início. Serve bem para um miolo de apresentação, parecendo resumir o conceito da banda.<br />
.<br />
J.A. e G.C. parecem sonhar com um clima de arena em “Não estou aqui”. E sendo assumidamente copo-meio-vazio, transformam-se por isso em copo-meio-cheio em/com “Oh cigana”. É quando eles mais nos fazem lembrar de White Stripes. “Seu Cristóvão”, começando, seguindo e terminando garageira, deixa a gente com vontade de ouvir mais. E “Morro da saudade”, com suas gaitinhas doces, na partida, traz bastante do que deve haver de aura aventureira num som que se pretende um bluesão. Boa levada.<br />
.<br />
“O azar me consome”, usada como faixa de abertura, pode dar aos mais supersticiosos – pelo menos a estes – a impressão de que é algo muito baixo-astral para um abre-alas. Depois vem “Quanto mais eu rezo”, mas, aí, não adianta mais ajoelhar.<br />
.<br />
“Get out now!” mostra que nem sempre uma exaustiva repetição é suficiente. E de volta ao português, com “Meu eu”, eles fazem uma confissão pública. “Candango’s bar” parece esconder uma essência pop-farofa-hard-oitentista, assim como também acontece com “Josie Magnólia” e “You never walk anole”. Umas convencem. Outras, não.</p>
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		<title>A história de um amigo do Homer Simpson</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 16:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“A morte de Bunny Munro”, de Nick Cave, já é “velho”; ok. Foi publicado aqui pela Record em 2010. Mas vale falar desse romance, ainda agora, no mínimo, por causa de uma assustadora sensação que este velho australiano acaba por dividir com a gente: nesse mundo de meu Deus, o que não falta é gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A morte de Bunny Munro”, de Nick Cave, já é “velho”; ok. Foi publicado aqui pela Record em 2010. Mas vale falar desse romance, ainda agora, no mínimo, por causa de uma assustadora sensação que este velho australiano acaba por dividir com a gente: nesse mundo de meu Deus, o que não falta é gente vivendo à moda Homer Simpson.</p>
<p>Percorrendo trezentas e tantas páginas, mergulhamos num universo americano-pop-decadente. E caminhamos cambaleando e sofrendo com um personagem, quer dizer, um mané que trata todas as mulheres como se fossem coelhas achadas no lixo.</p>
<p>O livro carrega um baita potencial cinematográfico. Já está quase tudo lá, até um otário topetudo que usa Zippo e camisas coloridas. São várias e sutis as preparações que o escriba faz, deixando todos os detalhes bem ligados e dando uns aos outros uma boa sustentação.</p>
<p>Nick Cave aproveita a oportunidade para falar um pouco de música. E faz isso de uma maneira “assustadora”. Tanto que, lá no fim, ele além de agradecer pede desculpas a Kylie Minogue e Avril Lavigne. Leitura divertida.</p>
<div id="attachment_1970" class="wp-caption aligncenter" style="width: 398px"><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2011/12/IMG_0512.jpg"><img class="size-full wp-image-1970" title="&quot;A morte de Bunny Munro&quot;" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2011/12/IMG_0512.jpg" alt="&quot;A morte de Bunny Munro&quot;" width="388" height="519" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;A morte de Bunny Munro&quot;</p></div>
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		<title>Presentinho</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 14:37:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito legal a performance do The Gift, ontem, no Teatro Odisséia (Rio). Grávida, a cantora Sónia Tavares ganhou a gente da plateia. A banda salpicou nossos ouvidos com português de Portugal, New Order e Legião Urbana. Nesse caso, a brincadeira não foi além duma passagem rapidíssima por &#8220;Índios&#8221;, mas que mereceu aplausos entusiasmados das cento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Muito legal a performance do The Gift, ontem, no Teatro Odisséia (Rio). Grávida, a cantora Sónia Tavares ganhou a gente da plateia. A banda salpicou nossos ouvidos com português de Portugal, New Order e Legião Urbana. Nesse caso, a brincadeira não foi além duma passagem rapidíssima por &#8220;Índios&#8221;, mas que mereceu aplausos entusiasmados das cento e poucas pessoas que estavam lá. Ok, 200 pessoas e não se fala mais nisso. Muita coisa foi cantada em inglês, deixando a gente com vontade de ouvir mais da nossa língua com aquele sotaque dos manos do outro lado do Atlântico. Pelo menos era esse o comentário entre alguns sujeitos, na fila do caixa. Este escriba aqui engrossa o coro.</div>
<div id="_mcePaste">E por falar em The Gift, um presente pro camará Alceu Melício:</div>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FPxNT2JbtFo?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/FPxNT2JbtFo?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Mar batendo</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 17:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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A gente já sabia que “o mar quando quebra na praia é bonito”. E também que “quem samba na beira do mar é sereia”. Mas sempre temos algo – bom – a aprender/sentir sobre isso aí. O Eskimo dá a entender que compartilha desse sentimento, no que mostra em letras, melodias, arranjos e brincadeiras. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Eskimo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1914" title="Eskimo" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Eskimo-300x273.jpg" alt="" width="300" height="273" /></a></p>
<div id="_mcePaste">A gente já sabia que “o mar quando quebra na praia é bonito”. E também que “quem samba na beira do mar é sereia”. Mas sempre temos algo – bom – a aprender/sentir sobre isso aí. O Eskimo dá a entender que compartilha desse sentimento, no que mostra em letras, melodias, arranjos e brincadeiras. E em seu álbum de estreia, “Felicidade interna bruta” (depois de um EP de 2006), nos convida a uma série de mergulhos. O disco não é exatamente sobre o mar. Mas as alusões são frequentes, convidativas e envolventes.</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div>Molhamos prazerosamente o pé com a instrumental “Flango xadlez”. De cara, uma vinhetinha boa para uma trilha de filme de Woody Allen. A água parece quentinha em “Bipolar”, música capaz de nos mostrar uma onda, digo, um vigor às vezes rolling-stoniano. Coisa que se estende até a faixa seguinte, “Cavalo de fogo”, mais tomada por um certo abatimento. Medo de se afogar, sabe? Se existe isso, nesse álbum, está aqui nessa faixa. Convida e assusta, ela. “Eu peço ‘altos’/ pra quem só mal me quer”, canta Cauê Nardi. A boa letra é de Patrick Laplan e tem ainda um caixote garantido: “Eu só te quero bem&#8230; bem longe”.</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div>Seguindo na correnteza e&#8230; Ah, finalmente uma faixa que traz no título a palavra mágica. Encharcada com a sutileza das teorias de mesa de boteco, “No fundo do mar” fica melhor a cada audição. Confessional, intimista. “Homem ao mar” e “Botões” seguem a mesma onda, sendo um pouco mais “duras”. “Forte apache” e “A curva” são rocks, “A las mujeres  les queda mal torear” é um “tango”, “Canção para os amigos” tem uma aura bluesy.</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div>“Harbolita”, meio sambinha, é um oceano de máximas: “Você deixou de ser a Brastemp da minha vida”, “Só nos blocos eu esqueço que sou planilha de Excell”, “O poder do eu duvido é tiro e queda com você”. Pode mergulhar.</div>
<div></div>
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		<title>O sempre divertido Tom Zé</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 19:29:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quem foi ao Circo Voador no fim de semana passado divertiu-se muuuuito&#8230;

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem foi ao Circo Voador no fim de semana passado divertiu-se muuuuito&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kmNwCxYGscg?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/kmNwCxYGscg?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Um brinde, Babies</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 01:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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Que mané-raio não cai no mesmo mané-lugar duas manés-vezes mané-o-quê! Na mesma semana em que chegou o disco do Strume, apareceu também o do Bang Bang Babies. “Natural”, o compacto, rodou intensamente no toca-discos deste escriba enquanto o resto do mundo parecia estar completamente entretido com o vídeo de “Eduardo e Mônica” – isso mesmo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Bang-Bang-Babies_Natural.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1867" title="Bang Bang Babies_Natural" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Bang-Bang-Babies_Natural-296x300.jpg" alt="" width="296" height="300" /></a></div>
<div>Que mané-raio não cai no mesmo mané-lugar duas manés-vezes mané-o-quê! Na mesma semana em que chegou o disco do Strume, apareceu também o do Bang Bang Babies. “Natural”, o compacto, rodou intensamente no toca-discos deste escriba enquanto o resto do mundo parecia estar completamente entretido com o vídeo de “Eduardo e Mônica” – isso mesmo, aquela versão “fofa” encomendada por uma operadora de celulares, batizada no YouTube de “Eduardo e Mônica – O filme”.</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div id="_mcePaste">Enquanto “Nico e Duda”, isto é, “Eduardo e Mônica” açucaravam este mundão-de-meu-Deus-conectado, praticamente chamando formigas para dentro do computador, “Pepper spray” surgia para cair como um pranchão turbinado na cara de um curtidor de surf-garage. Coisa para quer dançar, em vez de ressuscitar as discussões sobre haver ou não razão no amor. Uma porrada divertida e pronto, porque a gente já sabe que razão não existe, né?</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div id="_mcePaste">Com um som assim, um sujeito bêbado pode dançar ainda mais do que sugere a cartilha dos bons cachaceiros roqueiros. Ao que o(a) nobre leitor(a) pode perguntar: “E um não-bêbado?” Uma boa resposta é: “Ah, esse aí vai ouvir o compacto e pensar seriamente em tomar uns gorós para balançar o esqueleto mais descontraidamente&#8230;”</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div id="_mcePaste">Esse mesmo sujeito bêbado poderá “relaxar” em seguida, com a jazzy-cory-rocky “Untitled”. Vendo elefantinhos cor-de-rosa, o cidadão poderá achar que chegou a hora de pedir a conta, porque já é demais lembrar da performance do falecido Lux Interior durante “Watch me fall &lt;&lt;Uberlândia version&gt;&gt;”. A faixa começa já estapeando o ouvinte desavisado. Dói dobrado: 1) você duvida da sua capacidade de avaliação das coisas; 2) cinco segundos depois e pra que preocupar-se mais; vá sacudir a cabeça. Essa belezinha foi produzida e gravada por ninguém menos que Joe Strume, em dezembro de 2010. O encartezinho do compacto informa também que isso tudo foi feito no quintal do cara.</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div id="_mcePaste">Tanta acabação do primeiro lado para, depois, as coisas parecerem mais ingênuas. Ingênuas mesmo, não é possível pensar agora noutra palavra, portanto, fique com “ingênua” – e pronto – para “entender” o lado B, por onde se espalha “Smoke in my room &lt;&lt;dub version&gt;&gt;”. Ingenuidade num disquinho que em alguns momentos é capaz de fazer a gente lembrar de psychobillies garageiros enfezados? Vai entender, cara, vai entender&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div id="_mcePaste">No mesmo período em que foi feito o registro dessas faixas, outras foram também gravadas e estão por aí, soltinhas na web, para quem quiser ouvir: <a href="http://www.myspace.com/bangbangbabies" target="_blank">http://www.myspace.com/bangbangbabies</a>.</div>
<div id="_mcePaste">.</div>
<div id="_mcePaste">“Natural” é um lançamento da Tosco Brasil (toscobrasil@bol.com.br). Neste caso, a tiragem é de 270 disquinhos. O que chegou aqui foi o número 27. Um brinde!</div>
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		<title>Camelo e a aceitação</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 17:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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Percebendo o pacotinho na caixa de correio, o olhar foi já de satisfação. Assim, não havia dúvidas, desde aquele instante: “Toque dela”, o álbum novo de Marcelo Camelo, contaria com a boa vontade deste escriba aqui. Descascando o plástico que envolvia aquele quadrado encarnado, um primeiro sinal de que a coisa merecia mesmo cuidado: colado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2011/05/marcelo-camelo-toque-dela.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1839" title="&quot;Toque dela&quot;, novo álbum de Marcelo Camelo" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2011/05/marcelo-camelo-toque-dela.jpg" alt="Capa de &quot;Toque dela&quot;" width="300" height="272" /></a></div>
<div>Percebendo o pacotinho na caixa de correio, o olhar foi já de satisfação. Assim, não havia dúvidas, desde aquele instante: “Toque dela”, o álbum novo de Marcelo Camelo, contaria com a boa vontade deste escriba aqui. Descascando o plástico que envolvia aquele quadrado encarnado, um primeiro sinal de que a coisa merecia mesmo cuidado: colado lá havia um pequeno adesivo em que se podia ler o nome do disco. Foi quando vieram à cabeça as palavras do velho mestre Jamari França. Jama, supercascudão entre os cascudos da crônica musical, ensina(va): melhor guardar esses adesivos, porque com eles nossos discos podem valer mais ao serem negociados. É que jornalista que escreve sobre música, a certa altura do campeonato, tem mania de vender, dar ou jogar fora bolachas que não prestam. Ou pelo menos as que achamos que não prestam (nunca dá para guardar tudo). Longe de ser este o caso do novo do Camelo. Estamos falando de um álbum que é para ser repetidamente ouvido/sentido.</div>
<div>.</div>
<div>Mais do que uma agradável continuidade em relação ao álbum anterior, “Toque dela” apresenta sinais de amadurecimento do artista. Principalmente no que diz respeito à interpretação dele nessa onda mais amorosa-delicada-intimista-pós-Hermanos. O “discurso” manteve-se “fofo”, mas está também mais “firme”. Talvez mais corajoso. Há também a confirmação de um certo jeito – estilo? – de construir música/letra. São dez faixas que a gente pode comparar com cobranças de pênaltis – quando a responsabilidade é toda de quem chuta. Camelo não faz dez gols, mas pode comemorar uns sete ou oito. Nenhum tiro para fora. Motivo de celebração para a torcida.</div>
<div>.</div>
<div>Dá para chamar no mínimo de muito acertada a participação do Hurtmold (banda que o acompanha) e dos outros craques escalados. Em “Tudo que você quiser”, por exemplo, a interpretação de Marcelo Camelo é boa. Ele toma cuidado com o que faz com a voz, soa ingênuo, determinado e sério nos momentos mais graves. Mas o que garante uma coisa bem bonita nessa terceira faixa é um esquema instrumental muito responsa. Entre os craques-da-cozinha está Marcelo Jeneci, que armado de acordeom contribui muito para fazer com que soe sutil e bela aquila que parece ser uma alusão à cidade de São Paulo.</div>
<div>.</div>
<div>Lá pelas tantas, mais precisamente nas duas últimas, pronto, o negócio funciona por completo. Ali, há Camelo e banda em dois grandes instantes. “Despedida” é serena, tocante, comovente. É mesmo. Surge para nos fazer supor tanto uma “resposta” a “Marinheiro só” quanto uma referência a(os amigos que o dono do álbum fez/faz por) Sampa. Letra linda. Instrumental lindo. Interpretação linda. “Meu amor é teu”, com um título que nos faz recordar uma personagem agora já óbvia, ganha força graças a um clima marcial-circense-colegial. Nela, quando o cara canta que “dava pra sentir o teu perfume”, é bem capaz – beeem capaz – de você lembrar de um bom perfume. Está aí uma música de fim de filme cor-de-rosa; ou de início de clipe vermelho-amorzinho. Detalhe: maneiríssima, a tuba tocada por Eliezer Rodrigues – faz o perfume se espalhar-se ainda mais.</div>
<div>.</div>
<div>Uma frase salta, nessa brincadeira: “Saudade é pra quem tem”. Você tem? É bom se perguntar. E é bom preparar-se. Porque o verso surge com uma intensidade capaz de provocar “dor” em quem ouve. Há quanto tempo você não percebe uma música capaz de provocar dor, mano? E você, menina? Diga! Sinta. E divirta-se/descubra-se lembrando/sentindo suas próprias saudades.</div>
<div>.</div>
<div>Há pelo menos dois momentos em que oitentistas de plantão podem reconhecer traços echo-and-the-bunnymescos. Isso acontece no primeiro single, a dançante “Ô ô”. Culpa, quer dizer, graças às cordas. Pois é, nesse repertório novo, está justamente aí nesse momento – insistindo – oitentista o potencial para fazer as pessoas dançarem. Outra bunny-incidência (ou oitentice) se revela em “Pra te acalmar”. Aí, em menor escala. E com a desvantagem de numa primeira audição&#8230; Numa primeira audição, essa música pode parecer cerveja meio choca. Na terceira chance dada à canção, ela fica parecendo cerveja gringa. Dessas com sabor “diferente”. Dessas que nos ensinam a beber sem que estejam muito geladas. Vivendo (dando chances) e aprendendo. Beleza.</div>
<div>.</div>
<div>“Acostumar” fica bonita por causa da interpretação, hm, digamos, mais manhosa. Sílabas que se prolongam e viram outras coisas. Um outro convite, dessa vez para que você visualize alguém dançando. Pronto! Está aí! Esse disco é um pouco cinematográfico, é capaz de fazer o ouvinte-passageiro viajar: ir a uma nova cidade, reconhecer novos amigos, cultivar um já declarado amor.</div>
<div>.</div>
<div>Na única parceria do álbum, “Três dias” (Camelo e André Dahmer), a letra é malandra. Perceba como fica legal ele cantando o verso “Se faltar a paz Minas Gerais”. Alguns versos, aliás, destacam-se muito. Parecem estar afiados, como o que fecha “Vermelho”. Ali, Camelo parece confirmar uma maneira bastante própria de escrever. É quando ele declara: “E eu que já perdi a hora e o lugar, aceito”. Está mais do que certo. Às vezes, não há mesmo outro jeito&#8230;</div>
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		<title>Sei lá, de novo, mano</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 19:12:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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Primeiro single de &#8220;Toque dela&#8221;, álbum novo de Marcelo Camelo. O nome da música é &#8220;Ô ô&#8221;: http://www.youtube.com/watch?v=yfX9TFE9ZRk&#38;feature=player_embedded
A capa do álbum é obra de Biel Carpenter, artista nascido em Marília (SP) e que hoje mora em Curitiba (PR). Camelo conheceu o trabalho de Carpenter pela internet. Leia entrevista com Biel no blog KA_KAOS (http://kakaos.wordpress.com). Veja a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">
<div id="_mcePaste">Primeiro single de &#8220;Toque dela&#8221;, álbum novo de Marcelo Camelo. O nome da música é &#8220;Ô ô&#8221;: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yfX9TFE9ZRk&amp;feature=player_embedded" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=yfX9TFE9ZRk&amp;feature=player_embedded</a></div>
<div id="_mcePaste">A capa do álbum é obra de Biel Carpenter, artista nascido em Marília (SP) e que hoje mora em Curitiba (PR). Camelo conheceu o trabalho de Carpenter pela internet. Leia entrevista com Biel no blog KA_KAOS (<a href="http://kakaos.wordpress.com" target="_blank">http://kakaos.wordpress.com</a>). Veja a imagem lá também porque aqui não rolou de fazer upload.</div>
<div id="_mcePaste">A assessora de imprensa de MC mandou uma frase dele, por e-mail, explicando como aconteceu de um conhecer o trabalho do outro: &#8221;(&#8230;) Ele fez antes do CD e de eu tê-lo chamado. Eu o conheci navegando na internet, mais especificamente no blog da Katia Lessa, o Kakaos. Foi por causa desta pintura que resolvi chamá-lo. Coloquei a imagem no meu computador e ela foi ganhando força e significado à medida em que aprontava o disco. Depois o chamei para</div>
<div id="_mcePaste">cuidar de toda parte gráfica do CD.&#8221; Você já deve ter lido por aí, 500 vezes.</div>
<div id="_mcePaste">Quantas vezes mesmo? Na página do You Tube em que está o &#8220;vídeo&#8221; com &#8220;Ô ô&#8221;, há gente dizendo que ouviu o negócio 25 vezes. Foram mais de 50 mil cliques nesse arquivo, pelo que está registrado lá até o fechamento dessa nota.</div>
<div id="_mcePaste">O que dizer da música? Que ela começa parecendo caipira, nos engana, e depois ganha ares de Echo and The Bunnymen. Que aquela imagem lá no You Tube em que se lê a palavra &#8220;amor&#8221; não deve estar ali à toa. E que Camelo caprichou na delicadeza, ao interpretar essa história.</div>
<div id="_mcePaste">Que história? De uma noite que pode ser a última ou a primeira, que fica ainda mais importante por poder guardar uma verdade qualquer. De olhos que devem ser os que conduzem os pensamentos desse cara hoje em dia e que o convidam pra dançar até&#8230; até&#8230; Sei lá, mano.</div>
</div>
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		<title>Radiofest</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 13:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante algumas horas, naquela sexta-feira, tudo que as pessoas falavam parecia ter a ver com o álbum novo do Radiohead. Foi quando surgiu o convite para participar de uma audição de “The king of limbs”, com três manos. Noite de sexta-feira, sabe como é, né? Aquela obrigação de achar na cidade alguma diversão. Neguinho te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante algumas horas, naquela sexta-feira, tudo que as pessoas falavam parecia ter a ver com o álbum novo do Radiohead. Foi quando surgiu o convite para participar de uma audição de “The king of limbs”, com três manos. Noite de sexta-feira, sabe como é, né? Aquela obrigação de achar na cidade alguma diversão. Neguinho te cobra. Ok. Urca. Convite aceito, mas não sem alguma culpa. É que havia uma dose de “malandragem” do escriba aqui: contar com comentários de três especialistas no assunto Radiohead para, com isso, construir uma crônica. Claro. Um desses caras já foi a Amsterdã “só” para assistir a um show do Cabeça-de-rádio. Além disso, era a chance também de fazer um texto em que os personagens seriam tratados como em “Cães de aluguel”. Meus amigos viraram White, Orange e Blue.</p>
<p>“Bloom”, a primeira faixa, já chegou “causando”. Interrompida aos 15 segundos de execução, quando Mister White mexeu no monitor do Mac e o bagulho parou, ela voltou com força. Dava para sacar bem a força de CADA música, nessa audição. Por algum motivo, White não conseguira fazer o computador executar as músicas em sequência. O que no início foi visto como um problema revelou-se algo muito produtivo. Os intervalos ficaram cheios de comentários e histórias. “The king of limbs”, o álbum, havia se transformado numa festa – em que era o personagem principal.</p>
<p>Mister Blue, o que já atravessou o mar para ouvir a banda e havia me convidado para a festa, ficou calado. Parecia preocupado, querendo mesmo mergulhar no som. Confessou depois que já tinha ouvido o disco. Radiohead, pra ele, deve estar associado a qualquer coisa que tenha a ver com grandes distâncias. Meu amigo havia “provado” o álbum num voo entre Brasília e Rio, na manhã daquela sexta. Quando terminamos a segunda faixa, “Morning Mr. Magpie”, comentou: “Por enquanto, ainda dá para ouvir o que o Thom Yorke canta.” Não dava para saber se Blue estava lembrando de uma experiência terrível no avião ou se aquilo era preocupação com o efeito que a cerveja seria capaz de provocar na nossa festa-audição.</p>
<p>Mister Orange comparou “Morning Mr. Magpie” a um xaxado. Depois, amenizou, dizendo que tinha apenas sido debochado. Não tinha. Todo mundo acabou concordando mais tarde que a aquela música carrega uma aura cangaceira. Orange disse que o zumbido no fim da faixa dura 20 segundos. Blue riu e confessou que no avião tinha achado que o zumbido era só o barulho da turbina.</p>
<p>O que este escriba, num momento de “maldade”, diria sobre “Little by little”, que veio em seguida, é que tem guitarrinhas meio Matchbox Twenty. A rapaziada continuou enxergando um flerte forrozeiro. Ou, como deve ser mais apropriado para uma análise radioheadiana, um flerte for-all-zeiro. “Nessa faixa, eu curto me ligar na zabumba”, detalhou Orange. “HOJE, NO BALLROOM, RADIOHEAD, O REI DO FORRÓ!” Esse foi Blue, num momento de entusiasmo.</p>
<p>Primeiro grande intervalo. Depois de um trecho de western espaguetão e de um vídeo desses com milhões de acessos, um em que um tiozinho é assaltado, começamos a ouvir “Feral”. Todos tínhamos rido demais com a programação de vídeos de Mister White, durante o grande intervalo, mas não tivemos dificuldade para mergulhar de volta no álbum. Depois dessa “Feral”, surgiu uma espécie de regra: cada um teria direito de pedir o repeteco de uma das oito faixas. Quando “Feral” acabou, o que aconteceu foi que começamos uma discussão para ver quem pediria aquela ali de volta.</p>
<p>“Lotus flower” assusta. Significa que o disco já passou da metade. A festa vai acabar. Uma voz meio que do Além diz: “Vocoder&#8230;” E Mister Orange completa, aqui desse mundo mesmo: “Ele canta em falsete. Essa é mais pop, né?” Mister Blue e eu concordamos noutra coisa: “As músicas não parecem longas. São, isso, sim, pesadas. Não tristes. Pesadas!”</p>
<p>“Codex” traz de volta a história de detalhes que precisam ser percebidos, esteja ou não você do lado da turbina de um avião. Orange pede que White volte, repita. “Bota isso aí de novo, que é uma bobagem mas a gente não pode perder&#8230;”, diz, referindo-se ao iniciozinho de “Codex”.  E comove-se: “Essa música tem um nome bonito.” Silêncio absoluto. Mister Blue: “Parece música religiosa. ‘Radiohead acaba de anunciar que houve um erro nos downloads&#8230;’ Eu ia gostar, se eles fizessem isso.”</p>
<p>Estava acabando&#8230; “Give up the ghost”, a sétima. Caramba, estava acabando. Uma provocação do cara aqui que ficava anotando coisas: “Bicho, isso é uma viagem ao passado, como que a hora de acender velas.” Ao que Mister Orange respondeu: “Esse é um final brega, mas eles&#8230; U2, Queen, Nirvana&#8230; Falta uma música, né? ‘Separator’&#8230;”</p>
<p>White: “‘Separator Tabajara&#8230;’”<br />
Orange: “É&#8230;”<br />
White: quieto, devia estar bolado com alguma coisa.</p>
<p>Orange aposta que em “Separator” a banda usou um contrabaixo sem trastes. “Não são notas precisas”, explica. “E tem um piano agudinho que não dá pra saber se é de verdade&#8230;” Ok.</p>
<p>Ouvimos de novo “Feral”, “Little by little”, “Give up the ghost” e&#8230; de repente&#8230; uma da Nação Zumbi. Mister White cata o mouse rapidamente e pede desculpas: “Errei na dimensão do shuffle.” Quando ele consegue fazer o que queria, a máquina sorteia “Separator”. Esse cara não se entendia mesmo com o computador, mas no fim das contas a festa foi muito boa.</p>
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		<title>Wander Wildner em &#8217;sit-comedy&#8217;, no Rio</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 19:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Solar de Botafogo, você assiste aos shows sentado numa confortável poltrona. Climinha de teatro/cinema. É legal, mas&#8230; para uma aparição de Wander Wildner, será? Pois é, a primeira lembrança, ao entrar na casa que fica perto do cemitério de Botafogo (Zona Sul do Rio), foi a de um show que Os Replicantes &#8211; antiga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Solar de Botafogo, você assiste aos shows sentado numa confortável poltrona. Climinha de teatro/cinema. É legal, mas&#8230; para uma aparição de Wander Wildner, será? Pois é, a primeira lembrança, ao entrar na casa que fica perto do cemitério de Botafogo (Zona Sul do Rio), foi a de um show que Os Replicantes &#8211; antiga banda de WW &#8211; fizeram no Cine Íris, no centro da cidade, anos atrás. Naquela ocasião, neguinho arrancou poltronas da parte da frente da plateia. Agora, com WW no papel de baladeiro/punk-brega, é como se esse risco não existisse mais. Com risco ou sem, com poltrona ou sem: tanto faz. WW continua showman.<br />
No pequeno espetáculo de lançamento do seu mais recente álbum, “Caminando y cantando”, ele inicialmente parecia pouco à vontade. Ensaiou piadas, como uma zoação ao esquema stand-up comedy que hoje em dia parece reinar no Rio. “Eu faço <em>sit-comedy</em>”, brincou, querendo dizer que é capaz de nos entreter mesmo estando preso a uma cadeira. WW agradeceu ao veterano companheiro Jimi Joe por sua fundamental presença no papel de guitarrista-acompanhante, homenageou Tom Capone como que pedindo bênção a uma boa alma, e declarou no palco que Rodrigo Barba (bateria) e Melvin (baixo) são os dois mais novos “amigos”, leia-se parceiros-de-palco-pra-quando-ele-vier-ao-Rio.<br />
Isso &#8211; dois caras que tornam a produção possível &#8211; não adiantaria nada sem uma boa dose daquelas músicas falando de amor, sofrimentos, (des)encontros, mulheres, cerveja barata, masturbação. Coisas velhas e coisas novas. Wander temperou o <em>sit-comedy</em> com histórias como a que contou sobre a velha “Sandina”, pérola ainda da época d’Os Replicantes.<br />
A plateia que se juntou no refrigerado teatro parecia ser de antigos fãs. As “novas” músicas que WW cantou pareciam reafirmar suas escolhas estéticas. Dá para imaginar um grande caderno de rascunho, no qual o artista vai (re)trabalhando referências e temas. Detalhe fundamental: por mais que esse repertório atual possa ser tocado num esquema “acústico”, ainda há rebeldia, paixão e vigor em suas interpretações. Tudo embalado por um portunhol safado que deixa a brincadeira ainda mais divertida. Hasta la vista, comanchero.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/afc2XwrOM_I?hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/afc2XwrOM_I?hl=pt&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pHaZOdsVVFM?hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/pHaZOdsVVFM?hl=pt&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Atenda ao chamado</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Feb 2011 16:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O tempo passa. Mas parece que sempre vai ser legal ouvir o Lobão cantando &#8220;Me chama&#8221;. No Circo, ontem à noite, todo mundo comprovou isso. Plateia mais do que cúmplice&#8230; Volume do som no talo, geral cantando junto. Nem parecia que rolava um calor dos infernos. Ou melhor: parecia, sim. Nossos cérebros e corações estavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tempo passa. Mas parece que sempre vai ser legal ouvir o Lobão cantando &#8220;Me chama&#8221;. No Circo, ontem à noite, todo mundo comprovou isso. Plateia mais do que cúmplice&#8230; Volume do som no talo, geral cantando junto. Nem parecia que rolava um calor dos infernos. Ou melhor: parecia, sim. Nossos cérebros e corações estavam assando. Só que ninguém se importava. Bater numa tecla como essa, isto é, música antiga, é um exercício que não agrada muito ao velho lobo. Quem mandou fazer essa pérola? Agora, aguenta.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/AUycfIoX1u0?hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/AUycfIoX1u0?hl=pt&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Do Humor e VW</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 17:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Vendo o Do Amor no palco do Circo, ontem, deu a impressão de que os caras podem mesmo ser chamados também de Do Humor. Showzão, na pressão. E uma hora era um zoando: &#8220;Sai do chão, Circo Voador!&#8221; Noutra, o Benjão balançava os braços, como que convidando a plateia para uma daquelas noites de axé-de-academia. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vendo o Do Amor no palco do Circo, ontem, deu a impressão de que os caras podem mesmo ser chamados também de Do Humor. Showzão, na pressão. E uma hora era um zoando: &#8220;Sai do chão, Circo Voador!&#8221; Noutra, o Benjão balançava os braços, como que convidando a plateia para uma daquelas noites de axé-de-academia. O Vampire Weekend, atração principal da noite, entrou cedo, fez um show também na pressão e deixou todo mundo satisfeito. Bem satisfeito. Noite tão boa que até deu vontade de fazer uma crônica. Mas o calor era muito e a vontade passou logo. Videozinho com o celular é mais fácil. Bem mais fácil.</p>
<p>DA:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Oz2LBISPxYQ?hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Oz2LBISPxYQ?hl=pt&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>VW:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZZR_FfzFDcQ?hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ZZR_FfzFDcQ?hl=pt&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Ah, se o Elmiro pega ela&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 01:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Já era finzinho de 2010 quando Joe Strume escreveu, preocupado, querendo saber do pacote. &#8220;Pacote, cara?&#8221;, perguntei, sem obter dele qualquer explicação posterior. De repente, surge um daqueles troços que entopem nossas caixas de correio, nos obrigando a recorrer ao porteiro para conseguir tirar de lá o objeto sem querá-lo&#8230; Ainda mais que, olhando de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já era finzinho de 2010 quando Joe Strume escreveu, preocupado, querendo saber do pacote. &#8220;Pacote, cara?&#8221;, perguntei, sem obter dele qualquer explicação posterior. De repente, surge um daqueles troços que entopem nossas caixas de correio, nos obrigando a recorrer ao porteiro para conseguir tirar de lá o objeto sem querá-lo&#8230; Ainda mais que, olhando de fora, parecia um disco! &#8220;Ah, então o pacote que o Elmiro mandou é um LP!&#8221; Não era. Era um zine. Daqueles feitos em papel jornal, recheado de imagens e textos sobre discos de vinil etc. Um título chama a atenção: The Sell Outs &#8211; &#8220;Songs for a knife fight&#8221;. Pois é, o espírito do &#8220;Rock de Plástico&#8221;, o zine/blog do Elmiro, é esse aí. Um tosqueira da qual ele se orgulha muito. Obrigado, Elmiro, digo Joe.</p>
<div>Ele construiu um envelope no formato de um LP. Porque o zine tem o formato de um encarte de LP. A relação desses caras do &#8220;Rock de Plástico&#8221; com os vinis é &#8220;doentia&#8221;.</div>
<p>Conheci um jornalista que escreve sobre automóveis antigos. Um cara que, me mostrando a foto de um Chevrolet 40 e poucos, vermelho, ele comentou: &#8220;Isso é pra tocar uma punheta, né!?&#8221; Minha melhor resposta foi uma risada respeitosa. A gente nunca sabe com o que está mexendo. Assim como carros, os discos parecem ser ícones bem capazes de preencher com prazer o universo masculino. Elmiro e os caras que fazem o zine/blog com ele comprovam isso o tempo todo.</p>
<div>O zine não é exatamente cheio de novidades. Passeia por discos até bem antigos. E também por isso fica divertido para quem frequenta o universo das bolachinhas.</div>
<p>Enquanto esses caras se matam para conseguir novidades, tem gente que não está nem aí para os disquinhos. Dia desses, num café em Laranjeiras, um compacto repousava abandonado na estante, com o nome da ganhadora de uma promoção. Dois meses depois de ter vencido a disputa, ela mantinha o pobre compacto abandonado na loja. Gente sem coração. Ah, se o Elmiro pega ela&#8230;</p>
<div>Clique: http://rock-de-plastico.blogspot.com</div>
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