<center><a href='conta_click_banner.php?banner_id=15&amp;url=www.carambolaproducoes.com'><img src='http://www.sambapunk.com.br/banner_img/carambanner_15.jpg' alt='Carambola' border='0' /></a></center><?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
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	<title>SAmbaPUNk &#187; Resenhas</title>
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		<title>Duca!</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 21:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pegue um dia infernal, daqueles com dores de cabeça, comida por demais gordurenta, chuva opressora, internet fedorenta e tarefas surgindo em progressão geométrica. Como melhorar esse quadro? Com amor, claro. Aquele que é o grande combustível da música é também o mais capaz – para alguns, o único – de construir. Construir o quê? Qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/do_amor_capa_CD.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1695" title="Do Amor: do caralho!" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/09/do_amor_capa_CD.jpg" alt="" width="395" height="352" /></a></p>
<p>Pegue um dia infernal, daqueles com dores de cabeça, comida por demais gordurenta, chuva opressora, internet fedorenta e tarefas surgindo em progressão geométrica. Como melhorar esse quadro? Com amor, claro. Aquele que é o grande combustível da música é também o mais capaz – para alguns, o único – de construir. Construir o quê? Qualquer coisa, ué. Ah, não está fácil encontrar amor? Então, apele para Do Amor, grupo carioca que acaba de lançar seu primeiro álbum. Produzido por Chico Neves, “Do Amor”, o disco, é uma beleza. Engraçado, enigmático, bem-humorado, simples, direto, provocativo. E muito, muito construtivo.</p>
<p>No início, um detalhe parece ser um problema: a lista de músicas não traz “Cântico”, pérola que havia aparecido num EP lançado pela banda tempos atrás. A esta altura do campeonato, quem conhece minimamente o repertório dos caras sabe – ou deveria pelo menos desconfiar – que Gabriel Bubu (guitarra e voz), Ricardo Dias Gomes (baixo e voz), Marcelo Callado (bateria e voz) e Gustavo Benjão (guitarra e voz) gostam de zoar a gente. Mas precisavam tirar da lista final justamente “Cântico”?</p>
<p>Com o passar do tempo, as 14 faixas que os rapazes selecionaram mostram-se bastante eficazes para mudar o rumo de dias desgraçados. Conte com elas também para coroar períodos de felicidade ululante. “Cântico” é inesquecível, mas, depois do latido inicial (isso mesmo, o disco começa com um “au-au&#8230;”), acabamos enfeitiçados pela sucessão de belezinhas que vem à tona. E aí, beleza.</p>
<p>O disco, assim como havia feito o EP, deixa a gente em dúvida: qual é a desses caras? Eles são corajosos, isto é, se lixam para os padrões e ousam investir numa estética recheada de referências muito próprias? Ou eles estão tirando uma onda com a cara da gente? Refeitas essas perguntas, o negócio é não esperar por respostas. Em vez disso, a onda é mergulhar no álbum.</p>
<p>De cara, “Vem me dar” (Benjão e Callado) surge com uma boa dose de caipirice-de-brincadeirinha. Torcemos para que não seja o anúncio de uma tendência ao morde-e-sopra. Não que a música seja “indefinida”. Ao mesmo tempo em que ela é surpreendemente simples, mostra o que parece um ensaio de complexidade, com um angustiante solo de guitarra, lá pelas tantas. Dois minutos do primeiro tempo e já um golaço. Pouco depois, “Chalé” (Dias Gomes) chega meio à moda Devo, um tanto descarada, pseudo-pornô. E sorrimos diante da possibilidade de uma goleada.</p>
<p>A caipirice ressurge na ótima “Meu corpo ali”. No início, parece a história de um cachorro “emocionado” com a presença do dono. Talvez aquele do au-au-abre-alas. Depois&#8230; Depois, não sobra tempo para análises. Assim como o personagem dessa canção escrita por Callado, somos convidados a embarcar naquela ilusão. Seja ela qual for. Pode haver ali uma alusão a uma cachorra, por exemplo. Ou, mantendo tudo no terreno dos bichos, a uma gatinha. Seja qual for a mensagem, ela vem com uma melodia grudenta, brega-wanna-be, cool à beça.</p>
<p>Às vezes, o disco parece uma verdadeira liquidação, onde encontramos departamentos de reggae, de oitentices, de coisas cantadas em inglês. Mas chamar um álbum com essa complexidade de “coletânea de estilos” seria além de simplismo uma maldade odiosa.</p>
<p>Bastante claras e eficientíssimas são duas feitas só por Dias Gomes: “Shop chop” e “I picture myself”. Praticamente emendadas, elas surgem como que vinhetas de desenho animado de antigamente. Contundentes. Esporrentas. Em “I Picture&#8230;”, uma voz esganiçada parece querer perfurar nossos tímpanos, fazendo a gente se perguntar se aquilo é mesmo necessário.</p>
<p>(Suspiro) Ah, as necessidades de cada um&#8230; É possível que muita gente pergunte também se era preciso eles fazerem aquilo que ousaram em “Lindo lago do amor”, de Gonzaguinha, que fecha o álbum. No início, ela se mostra sombria; depois, vira uma celebração e uma grande piada. É preciso destacar a coragem dos caras de cutucar – com vara curta – ícones da nossa música. Eles fazem isso, aqui nessa faixa, dando à luz um esquema quase no-wave, uma gana barulhenta e por vezes incômoda mas sem dúvida divertida. Essa disposição também fica evidente na muito, muito bem-humorada “Pepeu baixou em mim” (Benjão e Callado), uma das melhores do disco.</p>
<p>Na mesma ordem de grandeza de “Pepeu&#8230;” está  “Isso é carimbo” (Benjão). Poucos versos, muito suingue. Hahahaha, muito suingue&#8230; Isso é ótimo.</p>
<p>Quem quer muitos versos deve avançar até “Dar uma banda” (Bubu e Benjão). Cheia de efeitos, de piadas, de referências. Nela, ensopada de sarcasmo e provocações, os caras dizem entre outras coisas: “Eu também gostaria de ser da Umbanda/ E fazer um batuque de fim de semana/ Degolar a galinha, tomar uma cana/ Mas tô mais pra galinha que cisca e se engana”. Incorreção política? Falta de sensibilidade? Pode ser, para alguns, mas&#8230; No geral, o disco do Do Amor é&#8230; É do caralho!</p>
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		<title>Maquinado: mais Spectreman, impossível</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 18:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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&#8220;Mundialmente anônimo – o magnético sangramento da existência&#8221;, segundo álbum que o guitarrista Lucio Maia lança sob a alcunha Maquinado, de cara faz a gente pensar: título grande, não é mesmo? Ao longo das dez faixas, essa pretensão de nos fazer usar o cérebro é reafirmada, com “mensagens” capazes de soar bastante razoáveis aos ouvidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Maquinado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1623" title="Maquinado: &quot;Mundialmente anônimo&quot;" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Maquinado.jpg" alt="" width="250" height="250" /></a><br />
&#8220;Mundialmente anônimo – o magnético sangramento da existência&#8221;, segundo álbum que o guitarrista Lucio Maia lança sob a alcunha Maquinado, de cara faz a gente pensar: título grande, não é mesmo? Ao longo das dez faixas, essa pretensão de nos fazer usar o cérebro é reafirmada, com “mensagens” capazes de soar bastante razoáveis aos ouvidos de qualquer pessoa que caia mais para a esquerda do que para a direita. Política, mano, estamos falando de política. Mais do que posicionar-se como um artista ligado-consciente-e-com-opinião, no entanto, LM parece preocupado em investir também na manutenção da estética que ajudou a construir, a do mangue beat. O ouvinte passa por certas faixas e fica certo de que poderiam ter sido perfeitamente interpretadas/defendidas por um outro representante daquele movimento pernambucano, tamanho é o cuidado conceitual do negócio. Fidelidade é isso aí.</p>
<p>Lucio Maia teve a preciosíssima ajuda de Lurdez da Luz. É ela quem canta “Tropeços tropicais”, a melhor do álbum. Lurdez faz a festa com uma interpretação ao mesmo tempo delicada e revoltada-nervosa: &#8220;&#8230;Palestina/ tô só no contra-ataque/ mas me chamam de assassina&#8221;. A base sonora que a cantora do Mamelo Sound System percorre com a voz é um tapetinho muito confortável e colorido, adequado para revelar uma voz firme e um agradável pontilhado de detalhes de produção. Lurdez soa às vezes meio como uma rapper bem invocada e enfezada, de saias; mas ao mesmo tempo com grande capacidade de transmitir um certo entusiasmo. Parece dispor de uma “sem-vergonhice” típica das intérpretes de samba: descontraída, “sofredora”, alegre e mergulhada num redemoinho de poesias com nuances – nesse caso – até-meio-rodrigueanas. No fim das contas, ela nos hipnotiza com sua manha ao versar. E ficamos todos atentos à mensagem que ela tem. Lurdez parece ter sempre uma “mensagem”, uma luz.</p>
<p>“Mundialmente anônimo”, o álbum, nos faz gastar neurônios e, ao mesmo tempo, nos presenteia com uma boa dose de música bem fácil de digerir, isso é, pop. Está aí outra mangue-reafirmação: a brincadeira deve ser popular. Ou flertar com isso, no mínimo. Como “Pode dormir”, um mangue-beat-à-Roberto-Carlos ou algo assim, capaz de fazer velhinhos saudosos lembrarem também de Soup Dragons e Stone Roses. “Então me abrace/ o sol já pode dormir”, diz um verso. Se essa música aparecesse no rádio e alguém dissesse que é do Skank, você teria motivos sonoros de sobra para acreditar. Mas isso não faz dela uma ave estranha no ninho musical de LM. Ela prova, isso, sim, que por mais que o sujeito se coloque à esquerda – a política, mano, a política&#8230; – ele pode se divertir. E divertir a massa que o prestigia.</p>
<p>Surge a jorge-beniana “Girando com o sol”, na medida para um Patife da vida dar à luz um DB. “Bem vinda ao inferno” é tão cool que você se apaixona de cara. Os apitos espantam as velhas fórmulas em “Zumbi”. Enquanto, em “Dandara”, prevalece um clima “S.W.A.T.” colorindo uma crônica bem à moda mundo livre s/a – coisa que se repete em “Provando a sanidade”. Por falar neles, há no disco uma versão de &#8220;Super homem plus&#8221;.</p>
<p>&#8220;SP&#8221;, para terminar. Talvez seja um título um pouco óbvio para uma música que tem sons de sirenes. Bom, pelo menos não é &#8220;NY&#8221;, o que talvez não soasse bem num disco meio de esquerda. A despeito da ranzinzice, é preciso dizer que o título acaba sendo o de menos. A música pode transformar a pista numa bela bateção de cabeças, no bom sentido: diversão, mano, diversão. É um clima meio como aquele do início do &#8220;Spectreman&#8221;. Alguém aí ainda lembra do Spectreman? Diz um trechinho da música, já no fim, parecendo ser um recorte de reportagem de rádio ou TV: “Quando o dia termina em São Paulo, o formigueiro humano corre para baixo da terra&#8230; Todo dia é assim&#8230; O metrô leva e traz quase três milhões de passageiros em cinco linhas&#8230;” Bem contemporâneo. Mais Spectreman&#8230; impossível!</p>
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		<title>Um amor de álbum</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 18:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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O amor é o grande combustível da música pop. Você já ouviu essa história. Aqui e noutras plagas. Ouve de novo, agora, porque está na área, rodando sem parar, um disco repleto desse “sentimento”. E &#8220;Plano de fuga pra cima dos outros e de mim&#8221;, do Letuce, ainda vai rodar por um bom tempo. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Letuce_capa-cd.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1529" title="Letuce" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Letuce_capa-cd.jpg" alt="" /></a></p>
<p>O amor é o grande combustível da música pop. Você já ouviu essa história. Aqui e noutras plagas. Ouve de novo, agora, porque está na área, rodando sem parar, um disco repleto desse “sentimento”. E &#8220;Plano de fuga pra cima dos outros e de mim&#8221;, do Letuce, ainda vai rodar por um bom tempo. O grupo é formado pelo casal Letícia Novaes (voz, escaleta) e Lucas Vasconcellos (guitarra, violão, pianos, synth, baixo) mais uma cabeçada de gente que prepara a cama para eles. Quase não é exagero falar dessa maneira, já que o disco é exagerado, num certo sentido. É cheio de descompromisso e, ao mesmo tempo, dele escorrem panfletos. Tudo em nome da música e do amor. Então, beleza.</p>
<p>Das 12 faixas, dez foram compostas por Letícia e Lucas. As outras duas são &#8220;Acontecimentos&#8221; (Marina Lima e Antonio Cícero) e &#8220;Sérieuse affaire&#8221;, versão para o francês de &#8220;Caso sério&#8221; (Rita Lee e Roberto de Carvalho). Completam o time: Rodrigo Jardim (baixo), Thomas Harres (bateria), Iky Castilho (programação). Estão ainda lá nos créditos, como participantes cada um numa faixa específica: Erik Scratch (scratch), Alexandre Garnizé (percussão), Leandro Joaquim (flugelhorn). O amor deve ter contagiado toda essa galera.</p>
<p><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Letuce_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1530" title="Letuce" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Letuce_1.jpg" alt="" width="300" height="338" /></a></p>
<p>O álbum começa com &#8220;De mão dada&#8221;, um divertido jogo de palavras envolvido numa melodia grudenta e conduzido por uma voz às vezes lânguida mas, sem dúvida, adequada. Testemunhe uma interpretação que acaba dando muita vida à letra. O piano completa bem a brincadeira que quase chega a ser jazzy mas, no fim das contas, acaba optando por não se comprometer e fica na gaveta das músicas &#8220;ingênuas&#8221; e leves. Com amor, isso pode.</p>
<p>A versão em francês complementa o conceito do disco com uma carga dramática impressionante. E termina criando o clima ideal para a entrada de uma das melhores canções da dupla L&amp;L: &#8220;Êxodo lunar&#8221;, um quase-sambinha às vezes quase-nonsense. Ficar no quase, aqui, não soa mal porque é como se eles não quisessem se comprometer com algo muito rígido. É como se precisassem do espaço da dúvida para evidenciar aquilo que é mais importante. O amor sugere mesmo liberdade.</p>
<p>&#8220;Binóculos&#8221; faz o mesmo papel daquela versão em francês: prepara o terreno para o que vem em seguida. É &#8220;Potência&#8221;, que começa com a voz de Lucas. Letícia ressurge cantando, evidenciando um entusiasmo que joga luz sobre uma outra característica do álbum: o bom humor. Um groove quase &#8211; olha o descompromisso de novo aí &#8211; quase setentista que eleva a voz da moça a um nível no qual a languidez já não cabe mais. Ela abre a garganta para declarar: &#8220;A gente não tem química/ Tem biologia/ Tem geografia/ A gente tem história e religião (&#8230;)&#8221; Assim como é ótimo celebrar o amor, é inevitável soltar uma risada depois disso. O casal faz associações simples, alusões que qualquer mané pode entender. O amor que está no disco não é recheado de DRs e questionamentos. É intenso e simples. É uma celebração. Em &#8220;Seresta quentinha&#8221;, que fecha o álbum, chega a ser possível imaginar uma lareira.</p>
<p><a href="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Letuce_capa-de-janeiro-da-NOX.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1531" title="LETUCE / GRUPO MATRIZ" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Letuce_capa-de-janeiro-da-NOX.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Tornar possível, para os ouvintes, a compreensão de um universo muito íntimo, de forma simples, não é o maior mérito de L&amp;L. Eles também foram capazes de usar, de forma original, referências universais. Como quando Letícia encaixa, em &#8220;Ballet da centopéia&#8221;, aquela frase. Aquela&#8230; &#8220;Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora.&#8221;</p>
<p>Uma letra assim acompanhada de uma generosa incursão instrumental pode fazer o ouvinte parar e pensar: &#8220;Ei, além de amor, tem outras viagens nesse negócio&#8230;” Exatamente isso, viagens&#8230; Será que há alguma inspiração alavancada por substâncias alteradoras da percepção da realidade?&#8221;</p>
<p>Noutras palavras, numa mesa de bar, a mesma pergunta sairia assim: &#8220;Será que eles tomaram um ácido, mano?&#8221; Tanto faz. O amor (suspiro) prevalece, no fim.</p>
<p>&#8220;Horizontalizar&#8221; é um daqueles panfletos, além de contribuir com uma boa dose para a carga dramática contida no repertório. A parte instrumental é meio música de motel. Motel-ambient-lounge. Ao mesmo tempo, há um tom &#8220;sério&#8221; que a cantora assume na interpretação de &#8220;Horizontalizar&#8221;. Desnecessário. Mas o amor também tem dessas coisas.</p>
<p>Fica por conta do ouvinte aí decidir se &#8220;Piscina haikai&#8221; fica no conjunto das panfletárias ou das engraçadinhas. Diz um pedaço da letra: &#8220;O peito cai/ O pinto cai/ A bolsa cai.&#8221;</p>
<p>&#8220;Tuna fish&#8221;, embalada em inglês, é capaz de fazer neguinho lembrar de Belle And Sebastian. Assim como &#8220;Darwin´s  fairy tale&#8221; traz seus vestígios de Beatles. &#8220;Acontecimentos&#8221;, a da Marina Lima, ficou legal, sóbria.</p>
<p>Um amor de álbum.</p>
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		<title>O peixe fica!</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 12:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Show]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>São vários os motivos capazes de fazer uma frase ficar na cabeça de alguém. &#8220;O peixe fica&#8221;, por exemplo: pode ser um pedacinho de uma conversa sobre o amor ou uma piada a respeito do temporal de sábado, no Rio. Naquela noite, muita coisa podia ter acontecido. Mas, felizmente, candidatos a netuno e sereia cumpriram seus papéis e foram ao Circo Voador para ver 3 Na Massa e Otto. Correram o risco e foram recompensados: voltaram para casa molhados, sim, mas de suor. Foram muitas as boas músicas que surgiram no Circo, novas e antigas. E com certeza muitas daquelas frases ficaram na cabeça do pessoal.</p>
<p>Veja alguns trechos:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tEH0FB48lu8&#038;hl=pt&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/tEH0FB48lu8&#038;hl=pt&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CrVNSCdCjQE&#038;hl=pt&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/CrVNSCdCjQE&#038;hl=pt&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/X0vtvtGN51c&#038;hl=pt&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/X0vtvtGN51c&#038;hl=pt&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hPTOVRlTjtg&#038;hl=pt&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hPTOVRlTjtg&#038;hl=pt&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iBPdEZWQOag&#038;hl=pt&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/iBPdEZWQOag&#038;hl=pt&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uT3WMoSW1oU&#038;hl=pt&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uT3WMoSW1oU&#038;hl=pt&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>5</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 17:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Para começar, uma dúvida: a primeira música, diz o meu computador, se chama &#8220;4 cabeças&#8221;. A capa do álbum discorda. Ali, a parada é &#8220;4 cabeça&#8221;. Seja como for, estamos falando de um quarteto de figurinhas conhecidas na área: Baia, Luis Carlinhos, Gabriel Moura e Rogê. Seja qual for o nome, a faixa de abertura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para começar, uma dúvida: a primeira música, diz o meu computador, se chama &#8220;4 cabeças&#8221;. A capa do álbum discorda. Ali, a parada é &#8220;4 cabeça&#8221;. Seja como for, estamos falando de um quarteto de figurinhas conhecidas na área: Baia, Luis Carlinhos, Gabriel Moura e Rogê. Seja qual for o nome, a faixa de abertura resume um clima bluesy-praiano-violeiro que se estende pelas outras dez. Lembra um pouco o El Niño, sabe? Aquele projeto de &#8220;surf music&#8221; de Christian Oyens e Teco Padaratz. E talvez seja um pouco do que o falecido Renato Russo quis dizer com a expressão &#8220;música para acampamentos&#8221;.</p>
<p>Fico imaginando o que o seu Nelson Motta vai achar de &#8220;TV Cultura&#8221;, a música dois. É que ele sempre escreve contra a TV do Lula. Na música composta por Baia e Moura, fica a dúvida: eles gostam ou não daquele canal, concordam ou discordam de Motta? Não vai ser essa discussão a que vai esquentar o disco do quarteto. Ele segue morno por um bom tempo.</p>
<p>Até há uma certa carioquice, ali. Nos títulos e no flerte com a simplicidade, por exemplo, como acontece na eduardo-dussekiana &#8220;Copacabana&#8221;. Pena que apesar das &#8220;verdades&#8221; que dispara e da animação, ela como crônica não decola/funciona.</p>
<p>Mesmo repletas de lugares-comuns, &#8220;Lembrei&#8221;, &#8220;O poeta&#8221; e &#8220;Fulano, Beltrano e Sicrano&#8221; chegam para dar algum ânimo à pátria. Não salvam, mas sugerem um sorriso ao ouvinte. A primeira, com um sofrimentozinho ensaiado. As outras, convidando para uma folia de &#8220;sotaque&#8221; quase nordestino.</p>
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		<title>Superguidis: novo single</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 13:10:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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Chegou por e-mail um link a partir do qual você pode baixar um single novo do Superguidis. A banda gaúcha está programado para março, pela Senhor F Discos, um álbum cheio.
Na música &#8220;Não fosse o bom humor&#8221;, dá para dizer que eles estão um pouco psicodélicos, um pouco mais maduros e pretensiosos do que antes. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1367" title="Superguidis: nono single" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2010/01/superguidis_single_capa-reduzida.jpg" alt="Superguidis: nono single" /></p>
<p>Chegou por e-mail um link a partir do qual você pode baixar um single novo do Superguidis. A banda gaúcha está programado para março, pela Senhor F Discos, um álbum cheio.</p>
<p>Na música &#8220;Não fosse o bom humor&#8221;, dá para dizer que eles estão um pouco psicodélicos, um pouco mais maduros e pretensiosos do que antes. Há momentos flaming-lipianos, assim como um flerte com uma &#8220;gosma&#8221; power-progressiva. A guitarrada toma conta dos nossos ouvidos, quase não deixando espaço para sacar a letra que carrega um dispensável momento de confusão/licença poética. Saldo positivo, no fim das contas.</p>
<p>A bolachinha virtual, produzida por Philippe Seabra, tem ainda “Visão além do alcance” e, como faixa-bônus, “Malevolosidade”.</p>
<p>&#8220;Visão além do alcance&#8221; é mais sóbria, mas sem fugir daquele universo musical visitado na primeira faixa. Talvez possamos dizer que ela é mais oitentista. Mais uma vez, deleite garantido para os que curtem guitarras bem presentes.</p>
<p>Muito legal é a versão acústica de &#8220;Malevolosidade&#8221;, que vai integrar também um DVD que eles pretendem lançar ainda este ano. A música é de um álbum deles de 2006. Ficou ótima, essa versão. Primeiro, é a plateia que canta&#8230; Depois, entra a banda. Comovente. É sempre bom ver/ouvir isso acontecendo. Saldo bem positivo, no fim das contas.</p>
<p>Baixe e ouça:</p>
<p>http://www.senhorf.com.br/mp3/Superguidis-Single_Nao_fosse_o_bom_humor.rar</p>
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		<title>Mallu mulher</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 14:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Já se falou muito sobre o &#8220;público&#8221; e o &#8220;privado&#8221;. E por conta disso também já subverteram demais esses conceitos. Pessoas de todos os tipos sempre se envolveram na discussão. Ainda bem, pois trata-se de assunto demasiado importante para ficar fechado numa academia isso ou assado. Mas por que diabos falar de tal coisa, agora, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já se falou muito sobre o &#8220;público&#8221; e o &#8220;privado&#8221;. E por conta disso também já subverteram demais esses conceitos. Pessoas de todos os tipos sempre se envolveram na discussão. Ainda bem, pois trata-se de assunto demasiado importante para ficar fechado numa academia isso ou assado. Mas por que diabos falar de tal coisa, agora, quando deveria bastar ir em frente comentando as faixas do álbum novo de Mallu Magalhães? Porque há um detalhe da vida pessoal dessa moça que, para o ouvinte minimamente atento, saltará como &#8220;ingrediente&#8221; determinante na construção &#8211; e posterior análise &#8211; de &#8220;Mallu Magalhães&#8221;, o disco (Sony Music). E esse detalhe é ninguém menos do que o namorado de MM, o também cantor e compositor MC, Marcelo Camelo (leia-se Los Hermanos).</p>
<p>Para começar, é um disco de peito aberto, sem medos aparentes a lhe congelarem/atrapalharem o flow. Ou isso ou uma grande marketice está por trás de toda a &#8220;brincadeira&#8221;. Vamos ficar com a primeira opção. Mallu Magalhães, com produção de Kassin, aparece em 13 faixas dizendo (ainda mais em inglês do que em português) que é mulher e que está apaixonada. Faz isso nas letras, no modo de interpretar, na escolha de uma determinada estética. Ótimo. Dá alma ao trabalho. Nós que estávamos acostumados a enxergar nela uma criança, uma menina, tal a delicadeza com que sempre se mostrou, temos que admitir a &#8220;transformação&#8221;. Dá para notar uma riqueza de informações com a qual o produtor Kassin, certamente, contribuiu. Mas percebe-se também uma alusão aqui e outra ali, uma maneira de cantar e investimento num vocabulário que só não fica artificial na voz dessa menina porque&#8230; porque ela, esperta, descobriu uma maneira de interpretar que é bem dela. Criança ou adulta, tanto faz. Boba é que com certeza MM não é.</p>
<p>Até quando &#8220;cola&#8221;, Mallu vale-se de um certo charme. Ela pode aceitar a possibilidade de pegar uma trilha (ou cartilha), de cantar/mostrar-se segundo a fórmula X ou Y + 2, de adotar essa ou aquela mania do século passado. Mas sempre encaixa a voz de maneira bastante convincente, comovente, delicada e precisa. De uma maneira bastante pessoal, enfim. Björk, Siouxsie Sioux, Iggy Pop, Isobel Campbell, Bob Dylan, Elba Ramalho, Damon Albarn, Suzanne Vega, estão todos lá, misturados (bem Kassin, o homem das muitas informações). Mallu Magalhães pode estar fazendo o que todo mundo quer que ela faça, para transformar-se definitivamente num duradouro fenômeno de massa. Mas está também fazendo o seu lance, a sua parada. Como diriam os gringos, &#8220;she´s doing her thing&#8221;.</p>
<p>Ah, sim, os gringos e seu inglês. Se fizermos as contas, ela se dedica mais ao idioma &#8220;deles&#8221; do que ao &#8220;nosso&#8221;. Claro que o inglês não estraga músicas. Não no caso dela. No repertório, há por exemplo a ensolarada &#8220;Shine yellow&#8221;, que se para ser daquele jeito tem que ser em inglês, OK, que seja. O fato de este álbum ter (mais do que o anterior) mais faixas em português sugere que MM está protagonizando um &#8220;teste&#8221;. Para ver se funciona. Não parece ter havido divisão sobre que tipo de tema seria adequado para este ou aquele idioma. É em inglês, por exemplo, que está um título que entrega muito daquele detalhe &#8220;privado&#8221; mencionado no início desse texto (Camelo). Estamos falando de &#8220;My home is my man&#8221;, em que ela mistura Punk e Peanuts, estilos e atitudes.</p>
<p>Em &#8220;Nem fé nem santo&#8221;, liquidificando Suzanne Vega, Belle &amp; Sebastian, psicodelia e um negócio tipo-música-de-roda, já podemos sentir os primeiros vestígios daquela influência Marcelo-Cameloense. Vamos aproveitar o inglês, esse santo idioma a que cantores sempre recorrem, para criar duas etiquetas: MC-On e  MC-Off. A primeira define as faixas em que sentimos com facilidade uma influência, digamos, conceitual e estética por parte do namorado de Mallu. A segunda, obviamente, vai no sentido contrário. Marcelo Camelo participa oficialmente de quatro faixas.</p>
<p>O disco, em sua essência, é MC-On total. Na história da música pop, amor é o grande combustível, a grande &#8220;inspiração&#8221;. E é isso que acontece aqui. Não dá para imaginar esse repertório, essas letras, essa delicadeza, sem um amorzão por trás. Em valores relativos, esse é um disco que tem a mesma ordem de grandeza de um trabalho sertanejo, tão amoroso é o recheio. Tem a mesma dose de amor que escorre dos álbuns de Zezés e Lucianos da vida. É tão MC-On que nos créditos ela agradece a &#8220;aquele que faz bater meu coração (Marcelo)&#8221;. Nesse sentido, é um troço corajoso, firme naquela história de peito aberto.</p>
<p>&#8220;Versinho de número um&#8221;, com um quê bossa-novista-retrô, é MC-On demais. Chega a soar erudita. Com &#8220;Compromisso&#8221;, é a mesma coisa: um instantâneo da cantora dando explicações ao pai. Ela dá satisfações à mãe também, na bluesy &#8220;Make it easy&#8221;: &#8220;Love is no problem&#8221;, diz um dos versos. A mensagem é mais escancarada, isto é, mais MC-On, em &#8220;Te acho tão bonito&#8221;. Está rindo? É sério, o nome da música é esse mesmo. Para entender, um pedaço já chega: &#8220;Quando eu conto d&#8217;um sujeito/ Cê logo encolhe o peito/ Supondo uma intenção/ Acha qu&#8217;eu queria ter/ Um homem de tevê/ Que veste a perfeição// Se pedir eu ainda grito/ Até d&#8217;olhos fechados/ Eu&#8230; te acho o mais bonito!&#8221;.</p>
<p>Tem aquela piada de que não vale a pena &#8220;pegar&#8221; a Sharon Stone se for proibido falar sobre isso aos amigos. Aqui, (um)a pessoa que poderia proibir qualquer falação a respeito do seu amor é justamente quem fala/grava/registra. Isso é de nos deixar comovidos. É o que aqui no Rio a gente chama de &#8220;pagar paixão&#8221;.</p>
<p>Por falar em pagar paixão, ouça &#8220;É você quem tem&#8221;. Que coisa&#8230; sóbria, séria e sei lá mais o que começando com &#8220;S&#8221;. Muito MC-On, veja só: &#8220;É você que é/ O homem meu/ Meu grande amor da minha vida/ é tão teu/ O gosto da minha mordida&#8230;&#8221; Contribuindo com o climão, violinos&#8230; Legal.</p>
<p>&#8220;O herói, o marginal&#8221;, mesmo retumbante, carrega algo que denota um pouco de tristeza. Também é MC-On. Mas surge como uma música até &#8220;estranha&#8221;, nesse ninho de comemoração de amor. &#8220;Soul mate&#8221; e &#8220;You ain&#8217;t gonna loose me&#8221;, para fãs de Hank Williams e dos desenhos do Pica-Pau, também são MC-On: boas doses de descontração e &#8220;descompromisso&#8221; e leveza. MC-Off: &#8220;Ricardo&#8221;, que é a &#8220;Eduardo e Mônica&#8221; de Mallu Magalhães. Também MC-Off: &#8220;Bee on the grass&#8221;, catártica, capaz de ficar ótima ao vivo se, além de muito amor, ela tiver gogó.</p>
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		<title>Tudo bem com Kurt</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 13:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
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		<description><![CDATA[Sabe que a filha do Kurt Cobain vai fazer 18 anos, daqui a pouco? Frances Bean Cobain. Esse cara do Nirvana morreu há quanto tempo mesmo, hein? Foi em 1994. Ele volta sempre à pauta. Agora, é graças ao&#8221;Nirvana live at Reading&#8221;, vídeo gravado durante a edição de 1992 daquele festival inglês de música. Visto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1325" title="Nirvana_&quot;Live at Reading&quot;" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2009/12/nirvana-live-at-reading-220x300.jpg" alt="Nirvana_&quot;Live at Reading&quot;" width="220" height="300" />Sabe que a filha do Kurt Cobain vai fazer 18 anos, daqui a pouco? Frances Bean Cobain. Esse cara do Nirvana morreu há quanto tempo mesmo, hein? Foi em 1994. Ele volta sempre à pauta. Agora, é graças ao&#8221;Nirvana live at Reading&#8221;, vídeo gravado durante a edição de 1992 daquele festival inglês de música. Visto com atenção, o registro &#8211; lançado aqui agora em DVD pela Universal &#8211; ganha ares de um documentário comovente. Mesmo numa época de &#8220;banalização&#8221; do &#8220;consumo&#8221; de sons e vídeos, é capaz de revelar não apenas um artista inquieto, mas também incomodado e sensível, forte o suficiente para tirar da platéia &#8211; de forma aparentemente sincera, ingênua e simples &#8211; retumbantes declarações de amor.</p>
<p>As imagens em muitos momentos são comoventes. E contundentes, já de cara. Cobain aparece no palco de cadeira de rodas. Com um camisão de hospital por cima de sua roupa &#8220;normal&#8221;, ele se agarra ao microfone, no início, e depois de pronunciar algumas palavras&#8230; cai! Usa uma peruca loura que o faz ficar um pouco parecido com cientistas loucos de filmes de ficção e aventura. Cobain levanta-se em seguida e vai até os fundos do palco para pegar uma guitarra. O show começa com &#8220;Breed&#8221;. Alta velocidade, logo na largada.</p>
<p>Um momento precisa ser descrito/destacado. É quando o cantor e guitarrista anuncia &#8220;All apologies&#8221;. Ele diz que aquela música é dedicada à sua filha de 12 dias e também à sua esposa, Courtney Love. Ele segue no diálogo com a plateia, comenta que aquele espetáculo está sendo gravado e pede que as pessoas mandem uma mensagem para sua patroa. Cobain conta até três e recebe como resposta um tsunâmico &#8220;Courtney, we love you&#8230;&#8221; Deve ter feito muito, muito bem a ela.</p>
<p>Álbuns sempre são capazes de provocar, no ouvinte-fã, pensamentos a respeito dos detalhes que envolvem sua produção. Com os vídeos, temos um ingrediente a mais − imagens − para despertar nossa curiosidade. O &#8220;problema&#8221; é que elas são capazes de provocar uma corrida desenfreada da nossa mania de julgamento. No &#8220;Nirvana live at Reading&#8221;, somos capazes de experimentar enorme prazer com as músicas e, observando o desempenho daqueles caras, principalmente Cobain, claro, vamos ao encontro de momentos de desconfiança. Mas&#8230;</p>
<p>Mas isso passa. Às vezes, nos distraímos com o &#8220;maluco&#8221; que durante praticamente todo o show fica pulando/dançando no palco. É maneiro, aquilo. Assim como o &#8220;thanks&#8221; que Cobain endereça à plateia, depois da declaração de amor que a multidão oferece à sua Love. Courtney Love. Também são impressionantes os takes em que Dave Grohl e Novoselic aparecem. Cada um à sua maneira, eles &#8220;elouquecem&#8221;; no palco.</p>
<p>Em &#8220;Smells like teen spirit&#8221;, é assustador ver aquele monte de gente pulando. O álbum do qual saiu esta música, &#8220;Nevermind&#8221;, tinha sido lançado oficialmente menos de um ano antes e experimentado um ritmo de vendas que progredira geometricamente. Essa faixa, especificamente, entupia (ou desentupia?) os ouvidos de muita gente &#8211; naqueles idos de 1991, 1992&#8230; Todos sedentos por mergulhar na sonoridade dos rapazes que vestiam camisas de flanela. Era o que se falava que eles usavam. Eles começam &#8220;Smells&#8230;&#8221; com uma brincadeira, como se fosse outra música. Mas o público sacou.</p>
<p>Lá pelas tantas, a gente se pergunta: o que é isso, uma versão do hino ianque? Exatamente. Mais do que isso: o hino dos caras sendo executado enquanto ali no palco os instrumentos são destruídos. Isso sem falar na seqüência final, em que depois de dar um autógrafo ele troca umas palavras com um garoto e o adverte: &#8220;Não fume!&#8221;</p>
<p>Em cada acorde, em cada declaração de amor, em cada verso: um grande documento, um espetáculo. Um registro que merece muito mais atenção do que o monte de lixo que anda hoje em dia abarrotando nossas caixas de e-mail. Que saudade de 1992.</p>
<p>P.S.: Esperamos que esteja tudo bem com você por aí, Kurt.</p>
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		<title>Direto de Madri</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 00:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo De Marchi - colunista</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>

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		<description><![CDATA[Crítica de show
Taylor McFerrin: Club Tempo, Madri, Espanha (12 de Novembro de 2009)
Ao ouvir o primeiro convite, admito que fiquei reticente. Imagine aquela situação na qual alguém vira para você e diz: “Vamos ao concerto do filho de Bob McFerrin?!” Ah, cabem algumas explicações contextuais: em virtude de meu doutorado, passarei seis meses na Espanha, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Crítica de show</p>
<p>Taylor McFerrin: Club Tempo, Madri, Espanha (12 de Novembro de 2009)</p>
<p>Ao ouvir o primeiro convite, admito que fiquei reticente. Imagine aquela situação na qual alguém vira para você e diz: “Vamos ao concerto do filho de Bob McFerrin?!” Ah, cabem algumas explicações contextuais: em virtude de meu doutorado, passarei seis meses na Espanha, baseado em Madri, com o apoio de bolsa da CAPES. Claro que o objetivo central é estudar, mas isto não me impede de realizar incursões culturais pela cidade, pelo país e, claro, pelo Velho Continente. Dito isto, logo em meu primeiro fim de semana in town, fui convidado por meus amigos locais a assistir Taylor McFerrin, filho do grande vocalista de jazz Bob McFerrin (que canta &#8220;Don’t worry be happy&#8221;, música que seguramente você já a ouviu em algum lugar, pode crer), num literalmente pequeno clube local, o Club Tempo. Bem, os problemas com a pergunta que me foi feita são os seguintes: (a) você chega a uma nova cidade e não quer sair gastando a (pouca) grana que tem; (b) essa coisa de ir ao show do “filho de alguém” quase sempre é uma furada (imagine se você chega a um lugar e alguém te convida para ver o jogo do filho do Pelé&#8230; entre a expectativa e a realidade pode haver uma distância irreconciliável e, pior, traumática); (c) eu não tinha a menor ideia do que esse rapaz tocaria e a explicação do release do clube gerava o máximo de suspeitas (dizia textualmente: “misturando a (música) eletrônica contemporânea mais elegante (?!) com ritmos quebrados.” Deu para entender?!). Mas, beleza, queria conhecer a cidade e as pessoas que nela habitam – é preciso dizer que fui incluído na lista de VIP graças a Fernando Roqueta, um amigo, DJ espanhol, grande conhecedor de jazz, música latina, brasileira, jamaicana, funk &#8230;</p>
<p>A sala de espetáculo era, digamos, demasiado aconchegante, mas parecia que não haveria muito público (aliás, descobri que os madrilenos são como os cariocas, chegam a tudo com 30 minutos de atraso), mas com um sistema de som de dar inveja a qualquer casa brasileira (tudo bem, neste caso não se precisa fazer muito esforço) e acabou sendo perfeita para o espetáculo. Afinal, Taylor é uma banda de um homem só (na verdade, está iniciando esta sua “carreira solo”, ainda que tenha um grupo bem interessante de jazz, o The Cell Theory, que mistura Jazz com drum&#8217;n'bass, rap e outros ritmos contemporâneos – algo muito semelhante ao trabalho do trompetista suíço Erik Truffaz, em seu disco &#8220;The dawn&#8221;, de 1998). Está no palco com um Fender Rhodes, um notebook Mac, um teclado de comando para sintetizador virtual e um sampler – e o que faz com esta mínima parafernália é incrível.</p>
<p>Como seu pai, conhecido por emular o som de instrumentos de jazz com a voz, Taylor faz o mesmo, mas misturando com a prática do beatbox, isto é, sons de batidas de bateria com a voz. Mas não é somente isto: canta e toca o teclado. Claro, para isto utiliza o sampler para gravar cada imitação de instrumento que faz (primeiro o bumbo, depois a caixa, em seguida o contratempo, um prato e, depois, outro e assim sucessivamente), transforma isto em um loop que segue, enquanto toca suas composições e improvisa jazzisticamente. Em outras oportunidades, toca o sintetizador e, sobre cada sample, improvisa no beatbox.</p>
<p>A idéia é simples, mas poderosa se bem feita. E este é o caso: perfeita interação entre a voz e a máquina – McFerrin pai deve estar mesmo orgulhoso e feliz com a continuidade dada a seu trabalho.</p>
<p>Por mais que estivesse, digamos, abstrato em uma primeira avaliação, o release do show estava bastante correto, na verdade. Taylor conjuga melodias simples, mas muito bonitas e fortes com a estética da música eletrônica atual, ou seja, poucos acordes, samples e loops, variações de intensidade e andamentos, tudo isto mesclado harmonicamente com batidas fortes e dançantes de funk, R&amp;B, rap, drum&#8217;n'bass (quebradeira total), acidjazz e até mesmo house (bem, não estou seguro que tenha sido mais esclarecedor que o texto de apresentação do concerto, mas, enfim &#8230;). A própria figura de Taylor faz com que as músicas funcionem bem ao vivo (o que nem sempre acontece neste tipo de proposta estética). É carismático e simpático, além de ter um groove invejável. A galera (que acabou chegando e lotando a pequena sala) saiu mais que satisfeita.</p>
<p>O melhor de tudo é que o cara é muito gente fina. Depois do concerto, ficou bebendo e conversando com todos no clube. Inclusive me disse que está muito a fim de chegar ao Brasil, especialmente ao Rio. Alguém se candidata a trazer esta banda de um home só?!</p>
<p>Quem quiser conhecer um pouco do trabalho de Taylor McFerrin, ouça em:</p>
<p>http://taylormcferrin.com/</p>
<p>http://www.myspace.com/taylormcferrinmusic</p>
<p>Crítica de show: Funk Como Le Gusta</p>
<p>Club Tempo, Madri, Espanha (13 de novembro de 2009)</p>
<p>Nada melhor para se aclimatar rapidamente em uma nova cidade do que encontrar bons e velhos conhecidos. Tive a felicidade de, estando pouco tempo em Madri, assistir a uma das bandas brasileiras de que mais gosto, o excelente Funk Como Le Gusta. O concerto era no mesmo clube, o aconchegante e intimista Tempo, e no mesmo palco do que se apresentara na noite anterior Taylor McFerrin. Se você leu a crítica anterior, perceberá que, de cara, havia um problema em potencial: como colocar aquela magnífica orquestra de dez músicos (desculpe-me se esqueço de contabilizar alguém) em um cubículo sem que ela perca a intensidade de seu espetáculo?! A dúvida era de todos que me acompanhavam. “Vão colocar todos estes homens aqui neste palco?” perguntou-me minha amiga Isabelle Sakena, na noite anterior. “Bem, sim, claro”, respondi convicto (na verdade, ainda tinha dúvidas. Pensava que, talvez, tivessem trazido apenas uma pequena parte do grupo, sei lá). Para tirar a dúvida, cheguei cedo ao clube. Todos os instrumentos estavam lá, um sobre o outro. Sobrou para as estantes com as partituras, obrigadas, coitadas, a ocupar parte da área reservada ao público. Mas a dúvida continuava: como iriam se sair?!</p>
<p>Esta dúvida demorou a ser sanada. Afinal, houve um considerável atraso (uns 40 minutos, talvez) para o início do show. Então, entraram os membros do Funk Como Le Gusta no pouco palco que lhes restava e logo se viu que a compressão de espaço faz a banda funcionar ainda melhor. Nada intimidados por uma platéia que estava não apenas muito próxima como também extremamente apreensiva, a fim de saber que tipo de som faz uma banda brasileira com nome em castelhano (quantos não me perguntaram “por que eles têm este nome?!”), estes experientes músicos deixaram seu funk rolar como se estivessem em casa. Na verdade, foi um típico concerto dos caras: sons clássicos e dançantes, simpatia a dar e vender. &#8220;Somos do funk&#8221;, &#8220;Agente 69&#8243; e, claro, &#8220;16 Toneladas&#8221; não faltaram no repertório – como manda, aliás, o figurino. Covers também não. Destaque para as de Sandra de Sá e Gerson King Combo. Ah, e as coreografias da banda são mesmo empolgantes. Não basta ser um grande músico para tocar ali; tem de saber cativar. Talvez isto explique o êxito deste pessoal.</p>
<p>Agora, a melhor parte do concerto é, sem dúvida, quando os músicos saem do palco e invadem a pista, junto ao público, tocando percussão. Isto surpreendeu e impressionou os europeus, que não tardaram em aprovar e a bater palmas.</p>
<p>A grande decepção da noite foi descobrir que os caras não sabem falar espanhol! Com este nome, sempre imaginei que tivesse alguém na banda que fosse hispano-americano ou coisa que valha. Mas que nada. ¡Joder! (que é como se diz aqui p.q.p&#8230;)</p>
<p>Bem, de toda forma, isto em nada interferiu na conexão com o público. Pelo contrário. Todos, espanhóis, brasileiros, argentinos e demais nacionalidades que ali se encontravam dançaram da mesma forma. Como? “Daquele jeito”, parodiando uma das frases de suas músicas. Enfim, foi muito bom me sentir em casa. Valeu, FCLG!</p>
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		<title>Uma cerveja, antes do almoço&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 13:34:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Show para comemorar 15 anos de lançamento do álbum &#8220;Da lama ao caos&#8221;, no Circo Voador, sexta. Jorge Du Peixe disse no palco que ele não sairia de casa naquele calor para ver um show da Nação Zumbi. A multidão que lotava a casa tinha opinião/princípios diferentes. Além de ter ido, pulou e cantou junto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Show para comemorar 15 anos de lançamento do álbum &#8220;Da lama ao caos&#8221;, no Circo Voador, sexta. Jorge Du Peixe disse no palco que ele não sairia de casa naquele calor para ver um show da Nação Zumbi. A multidão que lotava a casa tinha opinião/princípios diferentes. Além de ter ido, pulou e cantou junto praticamente todas as músicas. Uma noite de celebração, sem dúvida. A participação de Fred 04 tinha sido já anunciada. O cantor do mundo livre s/a apareceu para esquentar uma versão de &#8220;A praieira&#8221;. Surpresas: Pitty (em &#8220;Quando a maré encher&#8221;) e Seu Jorge (ao lado de 04 em &#8220;Manguetown&#8221;). A pista estava selvagem. A discotecagem do DJ Lencinho animou a rapaziada, antes e depois do show.</p>
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		<title>Amigo punk</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 13:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um passeio rápido pelo &#8220;Volume 3&#8243;, revisitanto o som de Frank Jorge. &#8220;Obsessão anos 60&#8243;, &#8220;A historiadora&#8221;, &#8220;Não espero mais nada&#8221; e &#8220;Não pense agora&#8221; servem para matarmos saudades de grafo-hits de antigamente, com boas doses de humor e acidez. E &#8220;A imagem&#8221; e &#8220;Não sou como vocês&#8221; (duas belezas de &#8220;sofrimento&#8221;), assim como &#8220;Pilha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um passeio rápido pelo &#8220;Volume 3&#8243;, revisitanto o som de <a href="http://www.myspace.com/frankjorge" target="_blank">Frank Jorge</a>. &#8220;Obsessão anos 60&#8243;, &#8220;A historiadora&#8221;, &#8220;Não espero mais nada&#8221; e &#8220;Não pense agora&#8221; servem para matarmos saudades de grafo-hits de antigamente, com boas doses de humor e acidez. E &#8220;A imagem&#8221; e &#8220;Não sou como vocês&#8221; (duas belezas de &#8220;sofrimento&#8221;), assim como &#8220;Pilha de livros&#8221;, são umas séries de verdades esfregadas impiedosamente nas nossas caras. O disco tem ainda um &#8220;tango&#8221; com essência nelson-rodrigueana (&#8220;Eu demiti um amigo&#8221;) e um momento Ramones+surf (&#8220;Alice&#8221;). Muito bom. No mesmo pacote da Monstro veio o &#8220;Shescience&#8221;, do <a href="http://www.myspace.com/wrymusic" target="_blank">Wry</a>. Em poucas palavras: bem rock, com conceito amarradinho, firme. Firmão.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/105jpV_oMNo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/105jpV_oMNo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Lenine no cine</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 17:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Pausa para falar de cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje, no Rio, só se fala dessa história de a cidade ter vencido a disputa para abrigar as Olimpíadas de 20016. Mas neste outubro de 2009 rola também mais uma edição do Festival do Rio. E foi como parte da programação deste importante evento que ontem à noite o filme &#8220;Continuação&#8221;, do jornalista Rodrigo Pinto, ganhou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, no Rio, só se fala dessa história de a cidade ter vencido a disputa para abrigar as Olimpíadas de 20016. Mas neste outubro de 2009 rola também mais uma edição do Festival do Rio. E foi como parte da programação deste importante evento que ontem à noite o filme &#8220;Continuação&#8221;, do jornalista Rodrigo Pinto, ganhou a grande tela do tradicional Cine Odeon. O &#8220;Sambapunk&#8221; esteve lá para conferir a fita dedicada ao trabalho de Lenine, e acabou contribuindo no fim com as ondas de aplausos.</p>
<p>O documentário de estreia de Rodrigo Pinto registra o processo de produção/criação do disco &#8220;Labiata&#8221;. Na noite de sexta, jornalistas abriram mão de seu esporte favorito, a virada de copos de cerveja, para assistir ao filme. Mas a plateia não tinha apenas coleguinhas. Havia também &#8220;gente comum&#8221;. O que prova a força do personagem principal do filme, sua capacidade de atrair e divertir a massa. Coisa que, aliás, é uma das perspectivas condutoras da narrativa. A certa altura do campeonato, o pernambucano aparece num show na (gigantesca) Fundição Progresso, na Lapa (Rio). O (tamanho do) espetáculo impressiona.</p>
<p>Rodrigo Pintou manteve o foco. O registro se concentra no trabalho do pernambucano. Por mais que ele por exemplo apareça em seu sítio, lugar em que cultiva variadas espécies de orquídeas, é o trabalho que está sempre em evidência. O diretor soube fugir da tentação de falar da vida pessoal do artista. O pessoal que está interessado em música &#8211; e não na marca de xampu que fulano usa &#8211; agradece.</p>
<p>Foco não é sinônimo de frieza e notícia não rima com dureza: o documentário tem momentos comoventes. O cantor e compositor aparece grudado a seus pais, numa seqüência que joga luz sobre a decisão de sair de Pernambuco para morar no Rio.</p>
<p>A experiência na redação, como repórter de jornal e editor de internet, sem dúvida foi determinante para que Pinto soubesse valorizar a &#8220;notícia&#8221;. Ou as notícias. A edição preservou divertidas imagens de Lenine brincando de cantar aquele funk que fala sobre &#8220;cada um no seu quadrado&#8221;. Isso é notícia. Isso é uma prova da sintonia, da grandiosidade e da abertura do artista. Merecia mesmo um documentário.</p>
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		<title>Sorria, vagarosamente</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 16:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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Mesmo lá atrás, naquelas épocas em que a informação não circulava tão velozmente, um intervalo de cinco anos entre dois álbuns era coisa demais. Hoje, já se enxerga outro lado nessa moeda aí: meia década continua significando um intervalo bastante grande e, numa era em que surgem cantoras a torto e a direito, essa “demora” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1203" title="Céu_&quot;Vagarosa&quot;" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ceu_vagarosa.jpg" alt="Céu_&quot;Vagarosa&quot;" width="400" height="357" /></p>
<p>Mesmo lá atrás, naquelas épocas em que a informação não circulava tão velozmente, um intervalo de cinco anos entre dois álbuns era coisa demais. Hoje, já se enxerga outro lado nessa moeda aí: meia década continua significando um intervalo bastante grande e, numa era em que surgem cantoras a torto e a direito, essa “demora” pode dar a alguns a impressão de que fulana sumiu, desapareceu, escafedeu-se. Mas 1825 dias podem não significar muita coisa se, entre um projeto e outro, a artista soube manter-se em evidência divulgando seu potencial e marcando presença junto a um público formador de opinião. Com Céu, foi isso que aconteceu. E no ressurgimento dela, agora, com “Vagarosa”, parece que foi outro dia que ela apareceu para nos impressionar. Tal sensação, no entanto, mais do que confirmar qualquer teoria sobre o significado do tempo na sociedade contemporânea deixa claro – isso, sim – que estamos diante de um belo álbum.</p>
<p>Céu soube viajar por sonoridades, sem abrir demais o leque. E foi capaz de escolher bons parceiros, gente talentosa. “Espaçonave”, por exemplo, é dela com o celebrado Fernando Catatau. Uma música capaz de fazer o ouvinte ter a impressão de estar diante da obra de dois velhos conhecidos. Feita em parceria com Siba, “Nascente” é usada por Céu para provocar uma certa estranheza no início. Depois, ela aproveita os grooves e sopros suingados para brincar com a voz. “Bubuia”, feita por Céu com Thalma de Freitas e Anelis Assumpção, rende uma espécie de crônica lânguida, num tom confessional e intimista. De trio a quinteto: “Sonâmbulo” é um flerte com o rap feito por ela com Serginho Machado, Bruno Buarque, Lucas Martins, DJ Marco e Guilherme Ribeiro.</p>
<p>Com Beto Villares, a associação rendeu mais frutos. Ele não apenas é parceiro de Céu em três músicas como também aparece nos créditos como um dos produtores do disco. Também figuram nesta lista Gustavo Lenza e Gui Amabis, além da própria Céu. As três com Beto Villares são “Comadi”, “Grains de beauté”, “Cordão da insônia”. A primeira subverte um pouco o samba-reggae e é uma das várias músicas em que o baixo (neste caso, tocado por Lucas Martins) faz uma diferença danada, isto é, se sobressai. A última, que vem com vocais adicionais de BNegão, é para o(a) amigo(a) aí chegado(a) num reggaezinho.</p>
<p>Villares foi fundamental, tocando contrabaixo, para dar vida a “Cangote”, uma das cinco faixas compostas somente por Céu. Na verdade, o parceiro-produtor cuida também da guitarra e dos scratches em “Cangote”, ajudando a criar uma cozinha tango-soul-psicodélica ideal para a interpretação “manhosa” da dona do disco. Outra só dela, “Vira-lata”, ficou na medida para um interessante diálogo com Luiz Melodia, que participou da gravação que resultou num sambinha bem melancólico. Quer dizer, sambinha bem sambinha. Outro figurão que “participa” é Jorge Ben, de quem ela pegou “Rosa menina rosa”, única regravação do disco – que, com presença de Los Sebosos Postizos, começa meio psicodélica para depois descambar para uma espécie de samba-espacial. Isso aí, samba-espacial.</p>
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		<title>Moby</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 13:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado/Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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Se um disco precisa ser ouvido mais de dez vezes e da ajuda de sete páginas de anotações – faixa a faixa – para mudar de categoria (de &#8220;deprê&#8221; para &#8220;maneiro&#8221;), ele com certeza não é um disco &#8220;fácil&#8221;. Foi o que aconteceu com &#8220;Wait for me&#8221;, de Moby. Se você é daquelas pessoas suscetíveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1131" title="Moby_&quot;Wait for me&quot;" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2009/08/moby_cd_wait-for-me.jpg" alt="Moby_&quot;Wait for me&quot;" /></p>
<p>Se um disco precisa ser ouvido mais de dez vezes e da ajuda de sete páginas de anotações – faixa a faixa – para mudar de categoria (de &#8220;deprê&#8221; para &#8220;maneiro&#8221;), ele com certeza não é um disco &#8220;fácil&#8221;. Foi o que aconteceu com &#8220;Wait for me&#8221;, de Moby. Se você é daquelas pessoas suscetíveis demais, se o tempo está nublado aí na sua cidade, cuidado. O álbum, de cara, por causa dos desenhozinhos, pode ser encaixado na categoria &#8220;fofo&#8221;. Mas até os desenhos feitos por ele – um personagem/bicho/ET-com-anteninhas – traduzem um clima inicialmente meio down e&#8230; e aí, repetindo: cuidado com este disco, nos dias nublados.</p>
<p>No texto que acompanha a bolachinha, escrito pelo próprio Moby, ficamos sabendo que o negócio foi gravado no estúdio caseiro dele, no Lower Eats Side, em Manhattan. O cara brinca ao dar umas informações: “‘Estúdio’ me parece uma palavra exageradamente grandiosa para descrever um monte de equipamentos adaptados em um quarto de dormir.” E não brinca na hora de chiar. Citando David Lynch, que aponta como seu diretor de cinema favorito, Moby argumenta que a criatividade pode ser maravilhosa quando não há pressões de mercado. É um daqueles releases confessionais: “Decidi fazer algo que eu amasse, sem realmente me preocupar em como ele seria recebido pelo mercado. Como resultado, é mais suave e melódico, mais triste e pessoal do que um bocado de discos que criei no passado.”</p>
<p>Em tempo: estas frases aí no parágrafo anterior são de uma versão em português do release, que veio na sacola da EMI.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1132" title="Moby" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2009/08/moby.jpg" alt="Moby" /></p>
<p>A tristeza a que o artista/produtor se refere surge, às vezes, num formato meio “canto gregoriano descolado”. Se não sacou, ouça a faixa de abertura, “Division”. Dali, partimos para o que é o verdadeiro chill in do álbum: “Pale horses”. Graças à voz de Amelia Ziria Brown, a faixa é candidata a melhor do conjunto de 16, com ares bluesies que se misturam a trip-hopeamentos que de tão agradáveis passam rápido demais.</p>
<p>Moby, ainda no release, faz piada sobre a música que vem em seguida, escolhida para ser o single do disco. “Se é que você pode chamar uma música instrumental, sem vocais, que estamos dando gratuitamente de ‘single’”, diz/escreve sobre “Shot in the back of the head”. Já que vem sem a mulher-de-verdade-Amelia, a faixa teria todas as chances de passar mesmo batida. Mas eis que entrou em cena David Lynch com a missão de fazer um clipe e&#8230; E ele deu uma essência/história à música, algo que ela não tinha. Por mais esquisitas e caóticas que sejam as imagens, numa seqüência de animação capaz de fazer par com qualquer desenho estranho de festival vanguardista de animação, elas trazem uma louvável essência-consistência para a música.</p>
<p><object width="400" height="270" data="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4146911&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ED8B1C&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4146911&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ED8B1C&amp;fullscreen=1" /></object></p>
<p>Como se não bastasse o “canto gregoriano descolado”, Moby parece valer-se também de um clima igrejinha de interior. Os acordes iniciais de “Study war” bem que poderiam ser sinos tocando, num domingo. Esqueça Amelia. Agora, a parada é com Starr Blackshere, uma voz black. Não, não, vozes não têm cor, isso é sabido, mas Starr imprime um climão black – quase funky – à sua interpretação. Aí, o fato de não escapar da sonoridade dos templos até é legal, porque o canto se assemelha a uma pregação, mas sem ser rap. Benza-o Deus.</p>
<p>Antes que alguém reclame a falta de algo mais “sensual” no repertório, Leela James nos abençoa com sua interpretação rouca. Ela consegue se sobrepor a um clima quase new-age, em “Walk with me”. Depois disso, uma seqüência incômoda de alguns segundos, “Stock radio”, e é a vez de o próprio Moby soltar o verbo. Soltar o verbo é o modo de dizer. O que ele solta mesmo é um “Tum&#8230; Tum&#8230; Tum&#8230;” que faz a gente ter a impressão de que a festa vai finalmente começar. A música funciona como um grito. Dá a impressão de que até ali tudo tinha sido só uma preparação. Amelia, a mulher de verdade, por pouco não vira uma dúvida.</p>
<p>Com cheiro de década retrasada, “Scream pilots” dá um salto cérebro adentro. E como que para reafirmar o climão espacial-fofo do encarte, há “JLTF – 1”. Ela emenda em “JTLF”, com um novo toque new-age. Assim como há quem diga que o homem nunca pisou na Lua (e que tudo não passou de um espetáculo de manipulação), aquilo que parece um coral em “A sealed night” pode não ser mais do que um efeito. Acredita quem quer.</p>
<p>Moby diz que este é um disco feito por amigos. Quando vem lá pelas tantas a faixa que dá título ao disco, “Wait for me”, é como se o papel dela fosse nos convencer de que ele tem amigos realmente especiais. Ou que cantam bem, pelo menos. A voz é de Kelli Scarr, uma das pessoas que ele diz que você só conhece se for morador de Fort Greene ou Washington Heights. Tem mais daquela coisa new-age. Uma pitada, mas está lá. Assim como em “Hope is gone”, cantada por outra mulher, Hilary Gardner, rola um climão ainda mais introspectivo que quase faz a bolachinha ficar hermética demais.</p>
<p>Muitas vozes, foco no umbigo, cabeça no mundo da lua, camaradas dizendo presente, bonequinho com cara de triste, efeitos e texturas, descompromisso, desafio, um new-agismo meio chato às vezes, um exercício de resistência. Pode levar um tempo – e muitas anotações – até que surjam todas as nuances que fazem deste um disco espacial/especial. Mas elas surgem.</p>
<p><object width="100%" height="185" data="http://a1.soundcloud.com/player.swf?g=wi&amp;url=http%3A//soundcloud.com/thelittleidiot/sets/moby-com" type="application/x-shockwave-flash"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://a1.soundcloud.com/player.swf?g=wi&amp;url=http%3A//soundcloud.com/thelittleidiot/sets/moby-com" /></object></p>
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		<title>FF no CV</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 18:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sábado, o Circo recebeu Brollies &#38; Apples e Copacabana Club. Eram as bandas de abertura do show do Friendly Fires, atração principal da noite. Juntas, as três formavam o Pop Load Gig &#8211; do jornalista-showman Lúcio Ribeiro, que discotecou. O FF surpreendeu. Misturando oitentices talking headianas e maneirismos quase à la Smiths, o cantor do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado, o Circo recebeu Brollies &amp; Apples e Copacabana Club. Eram as bandas de abertura do show do Friendly Fires, atração principal da noite. Juntas, as três formavam o Pop Load Gig &#8211; do jornalista-showman Lúcio Ribeiro, que discotecou. O FF surpreendeu. Misturando oitentices talking headianas e maneirismos quase à la Smiths, o cantor do grupo inglês conquistou a platéia e fez um show em que aquela história de escola de samba foi só um minúsculo detalhe. Veja um trecho. Procure por aí algo do Copacabana Club, que também foi bem legal.</p>
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