10/10/2008 às 19:10

Viva o viral

Adilson Pereira

Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


Crônicas, Literatices, WWW


3 respostas

  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

  3. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    ops, INSTIGAR!!! ai…


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Viva o viral

Adilson Pereira

Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

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Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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  2. Pê
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    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
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Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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  1. Tiago Velasco
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    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
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    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
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Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
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    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
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Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

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Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

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    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

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  1. Tiago Velasco
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    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

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    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

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  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
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    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
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Adilson Pereira

Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


Crônicas, Literatices, WWW


3 respostas

  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

  3. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    ops, INSTIGAR!!! ai…


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10/10/2008 às 19:10

Viva o viral

Adilson Pereira

Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


Crônicas, Literatices, WWW


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  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

  3. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    ops, INSTIGAR!!! ai…


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Viva o viral

Adilson Pereira

Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

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Viva o viral

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Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

  3. Pê
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Viva o viral

Adilson Pereira

Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

  3. Pê
    10/10/2008 às 19:10

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Viva o viral

Adilson Pereira

Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


Crônicas, Literatices, WWW


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  1. Tiago Velasco
    10/10/2008 às 19:10

    Pô, velhinho… Tenho pensado em mkt viral, comunidades etc e tal ultimamente. Mas como fazer isso de forma bacana?

  2. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    Não poupo meus dedos e tempo pra te escrever. Bom manter contato com vida inteligente.
    E ai, só pra estigar: hoje 100 anos de Cartola… não te inspira a escrever sobre ele?
    Beijos, parabéns pelo blog, cada dia melhor. Cada dia mais com a sua cara.

  3. Pê
    10/10/2008 às 19:10

    ops, INSTIGAR!!! ai…


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Viva o viral

Adilson Pereira

Definitivamente, vivemos a era do marketing digital. As pessoas não precisam mais ser amigas, elas precisam de graaandes listas de contatos; precisam mostrar ao mundo que são bem relacionadas. Hoje, um “amigo” entrou em contato - pela internet, claro - para perguntar sobre empresas que se oferecem para aumentar a visitação de perfis do My Space e do Orkut. Diante da resposta negativa, o cara nem teve o trabalho de agradecer. Vai ver estava com os dedos ocupados. Digitando outra coisa, digitando para outrem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Ontem, a noite vinha se aproximando quando uma menina entrou em contato - também, óbvio, via www. É uma dessas moças que a gente conhece em reuniões de cooperativas mas que nunca se mostram simpáticas. “Olá menino!”, diz ela. Ao que o escriba aqui, em frente ao computador, reage com espanto: “Olá.” Ela poupa seus dedos, deixa de digitar cinco ou seis frases e vai direto ao que parece ter sido o motivo da abordagem: “olha essa promo que massa: http://www…” O prêmio, ela informa, é uma viagem para NY, para ver um show da banda…” A moça que ficou simpática da noite para o dia está agora trabalhando num departamento de marketing. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

A banda… a banda a que ela se referiu é um grupo de roqueiros velhos que eu até acho simpático. Mas fico imaginando de onde a garota viral tirou que eu gostava deles. Fico imaginando isso para em seguida celebrar o poder do marketing digital, do viral e qualquer outro “…al” que sirva para “aproximar” pessoas. Sim, porque para engrossar o caldo de participantes daquela promoção, a moça parecia a minha mais íntima amiga dos últimos dez anos. E conseguiu isso em duas ou três frases. Sumiu em seguida, como as amigas íntimas às vezes fazem mesmo. Normal, normal. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.

Mas este fértil universo digital gera não apenas reclamações. Gera também boas perspectivas. Um outro amigo, dos que de vez em quando ainda aparecem para um chope, comenta que os chefes dele acham que “o último grito” é o “conceito de comunidade” na www. Resumindo: os caras demoraram, pegaram o bonde andando e não sabem para onde estão indo. Agora, só falta aquela corporação que adora usar a palavra “colaborativo” como sinônimo de “economia na folha de pagamento” descobrir os chefes do meu amigo. Vai ser contratação imediata. E mais alguns idiotas vão ganhar dinheiro com o que não sabem. E viva o marketing viral, comunidades etc e tal.


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