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	<title>SAmbaPUNk</title>
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	<description>SAmbaPUNk.com.br</description>
	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 23:40:07 +0000</pubDate>
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		<title>Santo disco</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 23:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[
A primeira vez que aqui no &#8220;Sambapunk&#8221; se ouviu falar de Jam da Silva foi através de Paula Toller. Perguntada sobre cinco discos que andava ouvindo, a loura citou o trabalho daquele pernambucano radicado no Rio. Naquela altura do campeonato, o disco ainda não tinha sido batizado de &#8220;Dia santo&#8221;; mas Toller estava atenta ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/jam-da-silva.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></p>
<p>A primeira vez que aqui no &#8220;Sambapunk&#8221; se ouviu falar de <a href="http://www.myspace.com/jamdasilva" target="_blank">Jam da Silva</a> foi através de Paula Toller. Perguntada sobre cinco discos que andava ouvindo, a loura citou o trabalho daquele pernambucano radicado no Rio. Naquela altura do campeonato, o disco ainda não tinha sido batizado de &#8220;Dia santo&#8221;; mas Toller estava atenta ao talento do artista que cuida da percussão nos shows dela. Agora, a bolachinha está na praça e a produção vem assinada pelo próprio Jam e por Chico Neves. Bom disco, bom disco; rico em detalhes e em melodias. No miolo, uma que já é conhecida de quem escuta rádio: &#8220;O pedido&#8221;, parceria de Jam da Silva e Junio Barreto que ficou conhecida na voz de Roberta Sá.</p>
<p>A idéia era entrevistar Jam, mas o percussionista anda para lá e para cá, ocupado com shows. Rio, SP&#8230; ele não pára. O que era entrevista vai então virar resenha.</p>
<p>O que há por trás de &#8220;Dia santo&#8221;? Uma santa/abençoada e delicada estrutura de sons que oferece diversão/informação a quem é (mais) afeito aos dubs, lounges, regionalismos-afro-orientados e arredores. Falando assim, a gente simplifica bastante, claro. Mas&#8230; Com o Jam, parece que não tem outro jeito, a idéia é mesmo simplificar. Mesmo quando os sons que surgem no disco são mais elaborados e complexos, podem ser digeridos sem problema, sem dificuldade. E o que é melhor, com prazer.</p>
<p>Às vezes, é um berimbau mais presente que faz a diferença e dá o molho, como em &#8220;Macumba&#8221; ou em &#8220;Música branca&#8221;. Noutras, é um flerte com o hip-hop, colocado no liquidificador com uma colher de francês e uma pitada de samba: &#8220;Samba devagar&#8221;.</p>
<p>Um momento especialmente bonito do disco é a faixa que vem com participação de Isaar: &#8220;Dia santo&#8221; pode virar fácil um drum&#8217;n'bass para animar as pistas mundo afora. A cantora que ficou conhecida por seu trabalho no grupo Comadre Florzinha empresta grande charme à música nesta interpretação. Não era para menos, já que ela é parceira de Jam nesta composição. <br/>Da Silva não investe apenas em sonoridades universais. Quer dizer, ele faz isso também sendo local. Parece haver uma espécie de &#8220;inconsciente pernambucano (em vez de coletivo)&#8221; evidente na música que está gravada em &#8220;Dia santo&#8221;. Assim como na faixa-título, &#8220;Chuva de areia&#8221; carrega esconde/evidencia algo de &#8220;regional&#8221; - além de um clima dramático/teatral que faz desta uma música que poderia ser do repertório do Cordel do Fogo Encantado.</p>
<p>Jam é um pernambucano da melhor qualidade. E a música que faz é música da melhor qualidade.</p>
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		<title>Na espera</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 22:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto os Forgotten Boys não respondem, aqui, ó, uma filipeta de uma parada que parece legal.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto os Forgotten Boys não respondem, aqui, ó, uma filipeta de uma parada que parece legal.</p>
<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/rock-na-pista-dez.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></p>
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		<title>Araribóia: anote na agenda</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 15:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ararioiarock.com.br/" target="_blank"><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/arariboia-rock-festival-2008-eflyer-frente-vertical.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></a></p>
<p><a href="http://www.ararioiarock.com.br/" target="_blank"><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/12/arariboia-rock-festival-2008-eflyer-verso-vertical.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></a></p>
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		<title>Capital Inicial: o Circo pegou fogo</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 13:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Segunda-feira, o Capital Inicial fez no Circo Voador um show. Era aniversário da Multishow FM e debaixo da lona da Lapa havia muita gente. &#8220;Umas 2000 pessoas&#8221;, avaliou Dinho, o cantor da banda. Para manter aquela gente toda quente, uma série de hits. Novos e antigos. O Capital sobrevive(u) mesmo. Além das músicas que geral [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira, o Capital Inicial fez no Circo Voador um show. Era aniversário da Multishow FM e debaixo da lona da Lapa havia muita gente. &#8220;Umas 2000 pessoas&#8221;, avaliou Dinho, o cantor da banda. Para manter aquela gente toda quente, uma série de hits. Novos e antigos. O Capital sobrevive(u) mesmo. Além das músicas que geral cantava junto, teve até fogo, no palco. Isso mesmo, fogo! Os caras queriam uma noite literalmente quente. Conseguiram. O Capital esquenta muito. Dinho lamentou a derrota de Gabeira nas últimas eleições municipais no Rio, reclamou dos políticos. Cantou &#8220;Que país é esse?&#8221;. Comandou palmas e braços balançando para lá e para cá. O Capital manda.</p>
<p>Música:</p>
<p><object xmlns="" width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZBbUrJ2qATk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"/><param name="wmode"/><embed xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" src="http://www.youtube.com/v/ZBbUrJ2qATk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"/></object></p>
<p>Música:</p>
<p><object xmlns="" width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/U57y9NXGsFg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"/><param name="wmode"/><embed xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" src="http://www.youtube.com/v/U57y9NXGsFg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"/></object></p>
<p>Fogo:</p>
<p><object xmlns="" width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lt08cqf4UbA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"/><param name="wmode"/><embed xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" src="http://www.youtube.com/v/lt08cqf4UbA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"/></object></p>
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		<title>Lenine cheio de moral</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 14:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Show]]></category>

		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Teve show de Lenine, sábado, no Vivo Rio. Lançamento de &#8220;Labiata&#8221;, o disco mais recente dele. Encheu. Lenine está com a maior moral.


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Teve show de Lenine, sábado, no Vivo Rio. Lançamento de &#8220;Labiata&#8221;, o disco mais recente dele. Encheu. Lenine está com a maior moral.</p>
<p><object xmlns="" width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gDc9Lk5roXE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"/><param name="wmode"/><embed xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" src="http://www.youtube.com/v/gDc9Lk5roXE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"/></object></p>
<p><object xmlns="" width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Gzv_BsmPBOs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"/><param name="wmode"/><embed xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" src="http://www.youtube.com/v/Gzv_BsmPBOs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"/></object></p>
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		<title>Alanis Morre 7</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 16:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
Referir-se à moça como &#8220;Alanis Morre 7&#8243; parece maldade. Mas era assim que o pessoal falava dela na Nordeste Independente, lista de discussão sobre rock que reúne artistas, produtores, jornalistas etc daquela região do Brasil. Tudo começou com um jornalista avisando ao pessoal que está confirmado para 30 de janeiro um show de Alanis em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/alanis-morissette.jpg" alt="" /></p>
<p>Referir-se à moça como &#8220;Alanis Morre 7&#8243; parece maldade. Mas era assim que o pessoal falava dela na Nordeste Independente, lista de discussão sobre rock que reúne artistas, produtores, jornalistas etc daquela região do Brasil. Tudo começou com um jornalista avisando ao pessoal que está confirmado para 30 de janeiro um show de Alanis em Recife. Este mesmo jornalista diz que a moça vai se apresentar no Festival de Verão de Salvador.</p>
<p>Houve gente se animando, comparando Alanis com Ben Harper. Acaba sendo bom surgir uma polêmica assim porque aí as comparações que pintam são ótimas. Houve um produtor de Natal dizendo que haviam oferecido a ele a chance de levar Alanis até a capital do Rio Grande do Norte. Custaria 150 mil dólares. Aí, o jornalista que tinha começado toda a discussão disse que por esta grana dá para trazer o Mudhoney inúmeras vezes. Deve dar mesmo. Até Fugazi entrou na história, depois que alguém citou o Simple Plan (segundo a lista, outra provável atração em território nacional, no início do ano que vem).</p>
<p>O mesmo produtor que falou sobre a ida de Alanis a Natal comentou uma experiência que tivera em Goiânia: &#8220;Bem, aos jovens que não foram: o Helmet em Goiânia foi assustador, crianças deveriam ser proibidas de assistir a isso. Se toda banda falida fosse igual ao Helmet, esse mundo tava salvo! Helmet pro Festival de Verão de Salvador!&#8221;</p>
<p>A esta altura do campeonato, já não incomodava a zoação com o sobrenome de Alanis. A brincadeira tinha virado um jogo de referências. Ainda no assunto Helmet, alguém disse: &#8220;Finalmente, alguém me entende! Page Hamilton pra presidente, de qualquer porra, mas desde que ele seja o presidente!&#8221;</p>
<p>Sobre Melvins, disse um sujeito: &#8220;É chato, mas é hype!&#8221;</p>
<p>&#8220;Any Herohouse&#8221;, isso mesmo, Herohouse, &#8220;está magrinha&#8221;, chutou um outro, do nada. Isso foi um gol. Se uma série de mensagens numa lista de discussão fosse algo parecido com uma partida de futebol, isso teria sido um gol. De fora da área!</p>
<p>Se tem gol, tem falta. Alguém condenou a necessidade de &#8220;coisas novas&#8221; que parecia estar sendo traduzida naquela série de mensagens. Não chegou a ser falta para cartão amarelo. Muito menos vermelho.<br />
Agitação na arquibancada. Surge a informação de que o Simple Plan vai participar do Festival de Verão do Recife. Lá, eles falam &#8220;do&#8221; e não &#8220;de Recife&#8221;: &#8220;Vai rolar Simple Plan no Festival de Verão do Recife, estou curioso pra saber quem mais toca na mesma noite. Com certeza, dividirão a noite com Calcinha Preta, Calypso, Saia Rodada, Aviões, Vilões ou Gaviões do Forró, figurinhas carimbadas nas ultimas edições do evento. Imaginem o visual do público, os poucos &#8216;true emos&#8217; que existem no Recife, juntos com as saias rodadas e as calcinhas pretas&#8230; a visão do inferno&#8230;&#8221;</p>
<p>A partida, digo, discussão nunca tem hora para acabar. Pode ser que &#8220;Alanis Morre 7&#8243; ainda renda muitos outros gols. Ou momentos engraçados. Entre para a brincadeira, digo, lista você também.</p>
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		<title>Boas imagens</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 12:14:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
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Imagens legais, estas que estão no site novo da Caroline Bittencourt.
Clique aqui e veja.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/foto-de-caroline-bittencourt-reduzida.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></p>
<p>Imagens legais, estas que estão no site novo da Caroline Bittencourt.</p>
<p>Clique <a href="http://www.carolinebittencourt.com/" target="_blank">aqui</a> e veja.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bom começo</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 11:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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O produtor Gustavo Leão, em sua estréia na Nuth, na Barra (Rio), juntou Luiz Melodia e Sandra de Sá no mesmo palco. Belo começou. &#8220;Sensação de dever cumprido&#8221;, disse o rapaz - que é um dos produtores mais ativos/inquietos da Rede Rio Música.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/xn-sandra-de-s-e-luiz-melodia-na-nuth-reduzida-jrd.jpg"/></p>
<p>O produtor Gustavo Leão, em sua estréia na Nuth, na Barra (Rio), juntou Luiz Melodia e Sandra de Sá no mesmo palco. Belo começou. &#8220;Sensação de dever cumprido&#8221;, disse o rapaz - que é um dos produtores mais ativos/inquietos da Rede Rio Música.</p>
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		<title>Uma espécie de Pesquisa Musical por Amostra de Entrevistador do IBGE</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 13:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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Manhã de terça-feira. Dia de cumprir a promessa de receber o entrevistador do IBGE para participar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Era uma chance de ver como são estas coisas sobre as quais os humanos comuns geralmente apenas ouvimos falar. Primeira descoberta: formulários em papel são parte do passado. Durante quase uma hora, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/eurico-antunes-entrevistador-do-ibge-2-reduzida.jpg" alt="" /></p>
<p>Manhã de terça-feira. Dia de cumprir a promessa de receber o entrevistador do IBGE para participar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Era uma chance de ver como são estas coisas sobre as quais os humanos comuns geralmente apenas ouvimos falar. Primeira descoberta: formulários em papel são parte do passado. Durante quase uma hora, Eurico Antonio Antunes, 43 anos, manipulou um robusto palmtop recheado com questões sobre renda, fumo, eletrodomésticos, saúde etc. Terminado o trabalho do funcionário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ele se viu confrontado com uma proposta que certamente era incomum: ser ele, a partir dali, o entrevistado. A idéia era fazer uma espécie de Pesquisa Musical por Amostra de Entrevistador do IBGE.</p>
<p>Antunes contou que geralmente ouve música no carro, quando está viajando. Ele faz questão de escolher o que vai ouvir, isto é, deixa de lado o rádio e se concentra nos CDs. &#8220;Em casa, não escuto música. Ligo a TV. Acho que seria bom ouvir mais músicas, mas acabo me concentrando nas notícias. Música para mim é lazer&#8221;, declara Antunes, que se considera um pouco &#8220;alienado&#8221; no que diz respeito às escolhas musicais que faz. &#8220;Vivi os anos 80. Fiquei acostumado a ouvir música estrangeira.&#8221;</p>
<p>O quadro só começou a mudar mais recentemente. Em meados dos anos 90, graças aos amigos com quem trabalhava, numa oficina, Antunes passou a ouvir outros sons: &#8220;Eu tinha essa loja de motos. Os amigos levavam sempre alguns CDs e ficávamos bebendo cerveja e ouvindo música. Eu ouvia o que eles levavam. Acho que as pessoas têm a tendência de não buscar coisas novas. Meu inglês é médio. E para muitas músicas estrangeiras você precisa de um inglês bom. Passei a ter mais vontade de entender o que estava sendo cantado.&#8221;</p>
<p>Uma banda que ele gosta de entender/ouvir? Legião Urbana. Antunes diz sentir falta da poesia e da crítica social outrora cantada por Renato Russo. Não que Antunes considere Renato Russo um ídolo. Não é isso. Mas tanto ele quanto Cazuza, na opinião do homem do IBGE, são referências importantes. Não que essa importância toda signifique uma grande coleção de discos. E por falar em discos, está aí uma coisa que este funcionário do IBGE jamais compra só pela capa. Ele também nunca pede, numa loja, para ouvir uma bolacha para, a partir dali, talvez comprar o produto.</p>
<p>O último disco pelo qual nosso entrevistado pagou foi um do grupo americano Lighthouse Family. O último disco que a esposa dele comprou foi um do Capital Inicial.</p>
<p>Shows? Não, eles não costumam ir a shows. Já foram a alguns, claro. Antunes esteve no primeiro Rock In Rio e lembra - com tristeza - de ter ouvido Alceu Valença reclamar da diferença entre o equipamento usado pelos artistas brasileiros e o que foi disponibilizado para os estrangeiros.</p>
<p>Antunes não tem filhos, mas está atento à maneira como as crianças absorvem a música que circula por aí. Outro dia, ele ficou surpreso com um sobrinho de 10 anos que cantava algo de Roberto Carlos. O que não o surpreende mais é chegar na casa das pessoas e, em vez de música, dar de cara com uma TV ligada. Acontece muito.</p>
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		<title>Skank no Canecão</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 02:43:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[O Skank encerrou domingo uma temporada de três dias no Canecão, casa de shows da zona sul do Rio. Samuel Rosa estava em noite de animador de torcida, conquistando a platéia com gestos e solos. Faz ainda mais sentido chamá-lo de animador de torcida naquela noite porque, como ele mesmo destacou, havia um motivo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Skank encerrou domingo uma temporada de três dias no Canecão, casa de shows da zona sul do Rio. Samuel Rosa estava em noite de animador de torcida, conquistando a platéia com gestos e solos. Faz ainda mais sentido chamá-lo de animador de torcida naquela noite porque, como ele mesmo destacou, havia um motivo a mais para que estivesse tão alegre: o Cruzeiro derrotara o Flamengo por 3 a 2.</p>
<p>Na entrada do lugar, cada pessoa recebia um cartãozinho. Estava escrito lá que era possível para o sujeito votar, pelo celular, mandando torpedo, nas músicas que queria ouvir no bis. Isso mesmo. O bis, que já não é aquela coisa de antes, agora é escolhido pelo celular. Mas Samuel, em noite inspirada, soube não ficar engessado. Ele tocou, sim, as músicas escolhidas pelo público através do celular. Mas ofereceu também outras duas. Uma das que foram repetidas foi a música com participação de Negra Li: &#8220;Ainda gosto dela&#8221;. A moça entrou no palco com um microvestido que deve até ter feito os flamenguistas esquecerem a derrota.</p>
<p>Henrique Portigal largou o teclado, em alguns momentos, para tocar violão de aço. Samuel até fez piada, dizendo que o tecladista daqui a pouco vai querer embarcar numa carreira solo. Se houvesse uma votação sobre isso, via celular, o que você recomendaria à banda? Algum deles deve sair em carreira solo? Ou não? Este escriba acredita que não. Em cena, ali, no palco, o Skank parece ser - entre esse pessoal &#8220;velho&#8221; - uma banda que mostra sintonia e tanque cheio. Parece ainda haver uma estrada longa para os caras. O público gosta de vê-los em ação. <br/>Das músicas novas, &#8220;Escravo&#8221; (Samuel Rosa e Chico Amaral) foi uma das que funcionaram muito bem. Neguinho cantava junto, na platéia. Outra, do time das letas, &#8220;Sutilmente&#8221; (Samuel Rosa e Nando Reis), também funcionou bem. <br/></p>
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		<title>Renegado no Circo</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 22:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O rapper mineiro Renegado foi uma das atrações no Circo Voador, na Lapa, Rio. Foi no dia 20 de novembro, quinta-feira. Ontem. Veja dois momentos do show. 


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O rapper mineiro Renegado foi uma das atrações no Circo Voador, na Lapa, Rio. Foi no dia 20 de novembro, quinta-feira. Ontem. Veja dois momentos do show. <br/></p>
<p><object xmlns="" width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/og9nFwp3Gpw&amp;hl=en&amp;fs=1"/><param name="wmode"/><embed xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" src="http://www.youtube.com/v/og9nFwp3Gpw&amp;hl=en&amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"/></object></p>
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		<title>Esporreira paraibana em Niterói</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 13:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
O Zefirina Bomba se apresenta hoje em Niterói. Vai ser dentro do projeto Rock na Pista, a partir das 19h. O show desta sexta é na pista de skate de São Francisco. Ótima chance para conferir ao vivo a esporreira destes paraibanos. Stereologica e Jaws completam a noite. De graça.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/zefirina-bomba-reduzida.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></p>
<p>O Zefirina Bomba se apresenta hoje em Niterói. Vai ser dentro do projeto Rock na Pista, a partir das 19h. O show desta sexta é na pista de skate de São Francisco. Ótima chance para conferir ao vivo a esporreira destes paraibanos. Stereologica e Jaws completam a noite. De graça.</p>
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		<title>Pisando em fitas</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pausa para falar de moda]]></category>

		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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As fitas cassete fizeram a alegria de muita gente. Era comum trocar esse tipo de coisa pelo correio, quando ainda não existia CD. Assim, a música circulava. Era a saída para compartilhar sons, numa época em que arquivos digitais não passavam de um sonho distante. As fitinhas fizeram a alegria de tanta gente que até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/havaianas-reduzida.jpg"/></p>
<p>As fitas cassete fizeram a alegria de muita gente. Era comum trocar esse tipo de coisa pelo correio, quando ainda não existia CD. Assim, a música circulava. Era a saída para compartilhar sons, numa época em que arquivos digitais não passavam de um sonho distante. As fitinhas fizeram a alegria de tanta gente que até hoje há quem continue declarando seu amor por elas. Isso sem falar na historia de usá-las para declarar o amor por outrem. Sim, sim, com as mix tapes: aquele negócio em que o cidadão colocava músicas e dava para a menina, na esperança de que a menina desse para ele. Agora, há uma nova maneira de dar fitas. Elas estão impressas em sandálias Havaianas. Aquelas que não descolam, não soltam as tiras e não têm cheiro. Para saudosistas de plantão, é um chinelo, digo, um prato cheio.</p>
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		<title>Jornalistas cantam Madonna</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 19:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Madonna vem aí. Para muita gente, foi um saco conseguir ingressos. Para muitos jornalistas, vai ser um saco cobrir o show. Para outros, no entanto, a diversão já começou. A mesma rapaziada que fez uma homenagem a Bob Dylan, por ocasião da recente vinda dele ao país, se juntou agora para cantar músicas da deusa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Madonna vem aí. Para muita gente, foi um saco conseguir ingressos. Para muitos jornalistas, vai ser um saco cobrir o show. Para outros, no entanto, a diversão já começou. A mesma rapaziada que fez uma homenagem a Bob Dylan, por ocasião da recente vinda dele ao país, se juntou agora para cantar músicas da deusa pop. O projeto que nasceu como Press Play Dylan virou Press Play Madonna e tudo indica que vai continuar. O primeiro show do PPM aconteceu domingo, no Rio. Foi divertido. Além dos quatro que comandam a brincadeira, houve participações especiais. Vejam alguns momentos do espetáculo. Muitos dos que estavam no palco, como a candidata a cantora Chris Fuscaldo, escrevem sobre música em jornais, revistas ou sites. Eles já pensam em fazer o Press Play Elton John. O escriba aqui avisou que quando for Press Play Dead Kennedys quer entrar na brincadeira.</p>
<p>&#8220;Borderline&#8221;</p>
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<p>&#8220;Into the groove&#8221;</p>
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<p>&#8220;Material girl&#8221;</p>
<p><object xmlns="" width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ab5Oxg2rkvk"/><param name="wmode"/><embed xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" src="http://www.youtube.com/v/Ab5Oxg2rkvk" height="350" type="application/x-shockwave-flash" width="425"/></object></p>
<p>&#8220;Vogue&#8221;</p>
<p><object xmlns="" width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kclcC3b9BOQ"/><param name="wmode"/><embed xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" src="http://www.youtube.com/v/kclcC3b9BOQ" height="350" type="application/x-shockwave-flash" width="425"/></object></p>
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		<title>Tiago Velasco lança seu primeiro livro e diz que é “meio autista ao escutar música”</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 19:06:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adilson Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatices]]></category>

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Sempre que você vir alguma referência a &#8220;amigos desta página&#8221;, esteja certo de que entre eles pode estar o Tiago Velasco. Fã de Ramones, Buzzcocks, Canastra e Do Amor, ele é daquele tipo que, OK, dá um boi para não entrar numa discussão. Mas&#8230; Com ele não tem a história de dar uma boiada para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/tiago-velasco-cred-ricardo-bs-b.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></p>
<p>Sempre que você vir alguma referência a &#8220;amigos desta página&#8221;, esteja certo de que entre eles pode estar o Tiago Velasco. Fã de Ramones, Buzzcocks, Canastra e Do Amor, ele é daquele tipo que, OK, dá um boi para não entrar numa discussão. Mas&#8230; Com ele não tem a história de dar uma boiada para não sair. Ele não sai. Simplesmente, não sai. Velasco, figurinha fácil em bons shows e bons botecos do Rio de Janeiro, é um sujeito com quem dá prazer de conversar porque ele mergulha nos assuntos. Te ensina sobre economia, se for o caso. E não desiste de dizer que aquele timinho, o Flamengo, é algo verdadeiramente divertido e apaixonante. No jornalismo, já provou sua eficiência e sensibilidade colaborando com diversas publicações e sites. Na ficção, estréia agora com um livro que revela - como ele mesmo diz, na entrevista abaixo - um pouco do seu universo. &#8220;Prazer da carne&#8221; será lançado em 25 de novembro.</p>
<p>1 - Bicho, você é jornalista. Tem que parar para pensar muito na hora de separar o jeito como se escreve ficção do jeito como se escreve &#8220;realidade&#8221;? <br/>Não. Para mim, a diferença no estilo é bem clara. Na ficção, acho que desenvolvi um estilo, não sei se próprio, mas um estilo. Então, quando penso em escrever ficção, já penso no texto dessa forma que gosto de escrever, em geral bastante seca, às vezes, telegráfica até. <br/>No jornalismo, por mais que eu tenha trabalhado em grande parte das vezes com música/cultura, que te permite um texto mais solto, eu tento obedecer uma certa regra, com os assuntos mais importantes no início do texto. Além disso, tem as entrevistas, as aspas dos personagens das matérias, que te dão um norte. Mas, talvez por eu ter afinidade com a narrativa de ficção, eu imprima um jeito meu de escrever às matérias. <br/>Falando sobre jornalismo e ficção, me lembrei que nos Estados Unidos ambos são chamados de escritores. Talvez seja por aí, vai depender mais de quem escreve e do veículo para que se escreve.</p>
<p>2 - Escrever sobre música é um flerte constante com a literatura, isto é, com o exercício de escrever sobre ficção? <br/>Como eu falei antes, escrever em uma editoria de música/cultura permite que você exercite seu estilo nas matérias. No meu caso, então, que escrevi em revistas, que já te dão mais liberdade porque o texto é naturalmente maior, e de música independente, esse exercício estilístico é até estimulado. Para mim, é ótimo, porque o trabalho sai do automático e entra em um campo criativo. Agora, quando você escreve em uma editoria mais &#8220;séria&#8221;, acho que o texto fica mais duro e objetivo, bem ao estilo dos manuais de redação.</p>
<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/tiago-velasco-cred-ricardo-bs-a.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></p>
<p>3 - Lembro de ter lido, talvez uma página de Orkut, que você era &#8220;candidato a vagabundo&#8221;. As palavras eram suas mesmo. Era algo tipo você querer viver de escrever, mergulhando naquele modelo, digamos, romântico do sujeito que vive de contar histórias. Essa vontade, de ser &#8220;vagabundo&#8221;, ainda existe? <br/>É, a frase está no meu perfil no Orkut. <br/>Eu ainda não estou certo de que gosto de trabalhar. Quando eu falo de trabalhar, falo em algo que é feito com horário, disciplina, rotineiramente&#8230; Não sei se gosto disso, mas estou habituado e não vejo alternativa a esse modo de viver - só seu eu ganhar na megasena. <br/>Sobre a visão romântica do escritor meio vagabundo&#8230; Talvez tenha a ver, sim. Quando escrevi isso, eu podia mesmo ter pensado num jeito Bukowski de viver. Não tenho mais o menor interesse em ser como o Bukowski, mas aquela aparente liberdade dele, em alguma época, já me atraiu bastante. Fora os relatos do Kerouac, com &#8220;On the road&#8221;, e do Fante, em &#8220;Pergunte ao pó&#8221; e &#8220;Sonhos de Bunker Hill&#8221;.</p>
<p>4 - Hoje você anda às voltas com &#8220;web-writting&#8221;, certo? A despeito das irritações que termos assim causam em determinadas pessoas, há algo de interessante no conceito disso aí. Tem a ver com uma nova maneira de escrever, imagino. Mais uma maneira na qual se pensar. No fundo, encarar a escrita como uma coisa só não facilitaria as coisas? <br/>Estou escrevendo para um portal. Não vejo como estilo novo de escrita, a não ser que escrever menos e botar links ao logo do texto e vídeos do YouTube represente uma nova escrita. Não creio. Talvez seja uma nova forma de jornalismo, já que a internet é uma mídia audiovisual. Então, temos o texto escrito, mas temos que pensar sempre como ilustrá-lo. Como ele permite vídeos, se ater às fotografias empobrece o conteúdo. A grande diferença é que o repórter trabalha, de certa forma, também como editor, além de ele precisar ter alguns outros conhecimentos, como tratamento de fotografia e algo de html. <br/>Essas mudanças na forma de atuar e a exigência de novos conhecimentos técnicos podem encher um pouco a paciência. Como você mesmo disse, se encararmos tudo como um trabalho de escrita, talvez tudo fique mais fácil. O que acontece é que esse dia-a-dia nem sempre é interessante. E o fato de o texto ser muito curto facilita aquilo que falei anteriormente, de escrever de forma automática.</p>
<p>5 - Fala aí do livro. Eu já li umas coisas. Mas é bom que você mesmo conte aos leitores do &#8220;Sambapunk&#8221;. <br/>&#8220;Prazer da carne&#8221; é um livro de contos, com textos que venho fazendo desde 2002. O nome do livro foi tirado do conto de abertura. É difícil falar do livro. Por ser de contos, não há tanto uma unidade. Depois, é difícil falar sobre algo que você mesmo fez. Falta um distanciamento crítico para isso. <br/>Mas vou tentar: grande parte das histórias apresentadas é de situações que poderiam ser reais, mas são elevadas ao nível do absurdo. Assim, há textos que flertam com o surrealismo e com realismo fantástico. Geralmente, os temas são tratados por meio de uma narrativa seca, bastante enxuta mesmo. A ironia e o cinismo estão bastante presentes. Gosto da idéia de fazer um texto em que não há um julgamento de valor sobre a situação narrada, por mais esdrúxula que ela possa ser. Isso não quer dizer que não haja uma intenção crítica. Sim, há. <br/>Assim, um mendigo se mutila e come o próprio corpo para ganhar esmolas maiores, um garoto sem dinheiro vende a avó na feira de antigüidades, pessoas vão relaxar em um centro de entretenimento em que a diversão é matar crianças pobres, um rapaz fica preso em um engarrafamento durante dias e não faz nada, nem sai do carro com medo de o tráfego começar a andar&#8230; Mas há também aqueles textos mais leves, despretensiosos, que servem de contraponto às atrocidades. Nesses casos, até a minha forma de narrar muda, dando espaço para uma prolixidade cativante.</p>
<p>6 - O próximo passo é um romance? <br/>Não sei. O mercado aceita mais um romance do que contos, mas ainda não me sinto preparado e nem tenho idéias para isso. Gosto muito de contos. Varias vezes prefiro ler contos de grandes escritores a seus romances. O conto, por ser curto, apresenta a idéia de cara, de forma crua, o impacto é instantâneo. Gosto dessa possibilidade de afetar o leitor rapidamente. Sem falar que acho o ato de escrever contos muito contemporâneo: a idéia da coisa curta, rápida, fragmentada, direta me parece perfeitamente integrada no mundo em que vivemos, de internet e milhões de janelas, informações de tudo o quanto é canto&#8230;</p>
<p>7 - E a relação com o jornalismo, sai fortalecida ou enfraquecida dessa história? Quer dizer, depois de sentir o gostinho de lançar um livro, perde a graça escrever em jornal, revista e internet? <br/>Eu não posso dizer que sou um fã de jornalismo. Quando entrei em comunicação, não sabia se faria publicidade ou jornalismo. O que eu queria, naquela época, era trabalhar com música. Escrever foi a forma que encontrei para isso. Então, mesmo antes do livro, não sou um entusiasta em relação ao jornalismo. O que gosto é de escrever sobre assuntos que me interessam. Música é um deles. Mas podia ser cinema, comportamento, crônicas&#8230; Então, não tenho apreço por notícias, não acho escrever sobre bandas interessante (claro, quando a banda é foda, é muito legal, mas o veículo tem que deixar o texto solto, senão vira algo burocrático), prefiro falar sobre cenas, escrever sobre o mercado musical e as novas possibilidades, ou seja, pautas do dia-a-dia não me atraem. O que não quer dizer que eu refute a idéia de trabalhar com jornalismo, mas é cada vez mais improvável eu fazer isso em um grande veículo. E, se eu não entrei até agora, é improvável que eles me queiram também. Me interesso mais pelas revistas mesmo, e suas possibilidades de pautas criativas e textos mais elaborados.</p>
<p>8 - De onde você tira inspiração, cara? Você acredita em inspiração? <br/>Cara, acredito em inspiração, mas acredito, também, em exercitar a inspiração, ou seja, fazer coisas que facilitem o surgimento de idéias. Uma delas é escrever sempre, de forma disciplinada. Confesso que não faço isso. Talvez essa seja a explicação para eu só ter conseguido fechar um livro depois de seis anos escrevendo ficção. <br/>Mas sobre de onde eu tiro a inspiração&#8230; Da vida. Das coisas que vejo nas ruas, das situações do cotidiano, dos livros que leio, dos filmes a que assisto&#8230; Tiro muitas idéias de filmes. E não importa se eles são bons ou não. Adoro sair fervilhando de idéias quando assisto a um bom filme, mas às vezes filmes ruins te rendem algo. <br/>No &#8220;Prazer da carne&#8221; tem pelo menos três contos inspirados em filmes: &#8220;Prazer da carne&#8221; foi inspirado em &#8220;Réquiem para um sonho&#8221;, principalmente a edição do filme; &#8220;Hora do rush&#8221; tem idéias tiradas de &#8220;Um dia de fúria&#8221; e &#8220;O anjo exterminador&#8221; e &#8220;Canto da sereia&#8221; têm referência à &#8220;American pie&#8221;, um dos exemplos de filmes ruins que me deram algo para escrever. <br/>Mas a grande inspiração, acho, é a gente mesmo. Hoje, principalmente depois de quase um ano fazendo análise, consigo me enxergar em vários contos. E não estou falando do que está bem claro, mas do subtexto dos contos, algumas situações, alguns personagens e até frases que são irrelevantes para a maioria das pessoas, hoje, fazem bastante sentido para mim. Ao mesmo tempo que isso é legal, também dá um pouco de medo, porque me exponho bastante. Mas os textos não são apenas jorros do inconsciente. Tem vários textos pensados, que escrevo com a idéia clara do subtexto, da metáfora que eu quero construir.</p>
<p><img src="http://www.sambapunk.com.br/wp-content/uploads/2008/11/tiago-velasco-capa-do-livro-a.jpg" style="BORDER-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; BORDER-LEFT: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px"/></p>
<p>9 - No que você acredita, Tiago Velasco? <br/>Ah,ah,ah,ah&#8230; essa é boa. Cara, acredito em pouca coisa. Acredito na razão, nas pessoas, na capacidade de tornar sonhos em realidade. Mas, como você sabe, não acredito em respostas sobrenaturais para as coisas. Daí, a minha crença nas pessoas e no poder modificador delas.</p>
<p>10 - Você ouve música, quando escreve? <br/>Não. Só seu eu tiver que entregar uma resenha de um disco e tiver sem tempo. Sou meio autista ao escutar música. Fico de frente para o som, parado. Raramente uso música como pano de fundo. Quando ouço música, ela é a atividade principal na hora. Mas tenho ouvido música mais no iPod ultimamente. É bom quando se está andando na rua, no metrô ou no ônibus.</p>
<p>11 - O que você tá lendo? <br/>Não tenho lido muita ficção ultimamente. Os textos para o mestrado acabam sendo minha principal leitura. O último livro que li, e acabei há pouco, foi o do Midani.</p>
<p>12 - O que está ouvindo? Pintou algum sonzinho bom, ultimamente? <br/>Não sou muito de procurar som novo. Digo que as últimas bandas de que gostei de verdade foram o White Stripes e o Strokes - e isso já faz uns sete anos. Gosto das velharias de sempre: Iggy and the Stooges, David Bowie, Rolling Stones, Beatles, Nirvana, Kinks, Sonics, Velvet Underground, Ramones, Buzzcocks. Dos brasileiros, gosto do Los Hermanos, Canastra e Do Amor. Ah, taí uma banda nova que eu gosto. Mas eu sou parcial em relação ao Do Amor.</p>
<p>13 - Você se preparou para responder perguntas, o que está achando dessa mudança? Você estava acostumado a fazer perguntas, certo? <br/>Cara, não me preparei. Claro que fiquei imaginando o que as pessoas poderiam perguntar, tentando pensar em respostas, mas nada sério. Confesso que me dá um certo nervosismo, uma ansiedade. Mas o papel do entrevistador também me deixa assim, então, na verdade, as sensações são as mesmas, acho. A grande diferença é que eu tenho um trabalho como jornalista que eu acho que é bem feito e que já foi elogiado por alguns leitores. No caso da ficção, ainda é uma grande incógnita. O caminho está apenas começando.</p>
<p>14 - Depois disso, de responder em vez de perguntar, será que vai mudar a maneira como você faz entrevistas? <br/>Talvez, né&#8230; Acho que todas as nossas experiências de vida são importantes e refletem na maneira que lidamos com as situações, seja uma fila de banco, seja uma entrevista ou a maneira que eu vou ler alguma coisa. Seguindo esse raciocínio, pode mudar minha maneira de fazer perguntas. Mas, também, por ser jornalista, devo ser um entrevistado um pouco diferente na hora de dar respostas.</p>
<p>15 - E depois de escrever um livro, vai mudar a maneira como você lê? <br/>A maneira que eu leio vem mudando há alguns anos. Nos últimos cinco, pelo menos, presto atenção no estilo dos autores, como tratam os temas, quais os olhares sobre os assuntos eles têm. Já introjetei isso na minha forma de ler. Mas nem é só no texto escrito. Faço o mesmo com os diálogos dos filmes, com o texto dos telejornais&#8230;</p>
<p>16 - Você nunca pensou em ter uma banda, cara? <br/>Já pensei. E tentei. Mas não rolou. Fizemos dois ou três ensaios. Nessa banda, que não tinha nome, o guitarrista era o Marcelo Callado, baterista do Do Amor. Era tudo música própria. As letras eram feitas por mim. Acho que foi minha primeira incursão pela escrita, já que quando comecei a escrever letras de música eu ainda estudava Economia. Mas na época dos ensaios eu já estava fazendo Comunicação.</p>
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