Midsummer Madness
SAmbaPUNk » A grande Little Joy

04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

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Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

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Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

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Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

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Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

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Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

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    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

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    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


Música, Resenhas


2 respostas

  1. Tchello Melo
    04/11/2008 às 13:38

    A sonoridade de fato é bem sessentista / setentista, envolta por uma sordidez sadia e sincera, diferentemente do álbum solo do Marcelo Caymmi, digo Camelo. Que todos curtem seu brinquedinho!

  2. danilo lemos
    04/11/2008 às 13:38

    Pode ser tudo isso. mas o Disco do Marcelo Caymmi e o Disco dos Stoke-Amarante são chatos. A única coisa engraçada é que a se vc ficar desprevenido acha que a música Evaporar é do disco do Camelo.


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04/11/2008 às 13:38

A grande Little Joy

Colaboração especial

Arthur Bezerra

Além de ser dia de eleição presidencial nos EUA, está agendado pra hoje o lançamento do álbum da “Little Joy”, banda que une o ex-Hermanos Rodrigo Amarante, o batera do Strokes Fabrizio Moretti (que é brasileiro) e sua namorada, a cantora Binki Shapiro.

Com dois artistas tão notórios como Amarante e Moretti, seria chover no molhado dizer que o My Space dos caras (www.myspace.com/littlejoymusic) possui dados astronômicos. Quer dar um chute? Então pense em um número entre 300 e 400 mil views, em menos de quatro meses de página. Impressiona, né? O disco mal foi lançado e já estão agendadas - em um espaço de apenas 32 dias - 26 apresentações do grupo nos EUA.

Os ares de gigantismo, entretanto, podem enganar os incautos que associarem tais números a um clima de “superproduction”. A produção das faixas, assinada por Noah Georgeson, vai na contramão das mixagens agressivas e masterizações no talo que caracterizam a grande maioria dos discos do século XXI. Você começa a ouvir a primeira música, “No one´s better sake”, e acha que botou um disco do Bob Marley dos anos 70 por engano. Um engano prazeroso, diga-se de passagem, já que a surpresa está justamente em tirar qualidade da música em si, e não do gigantismo que acomete as produções fonográficas contemporâneas.

Todos os três integrantes transcenderam suas “zonas de conforto” e arriscaram-se em instrumentos diferentes e inusitados, como guitarra tenor (Moretti), melotron (Amarante) e até glockenspiel (ô, Shapiro, me diz que p… é essa?). Como se deveria esperar, o disco possui ecos de Strokes e alguma coisa de Los Hermanos - principalmente em “Evaporar”, única música cantada em português. Não obstante, o feliz casamento da guitarra e da voz meio bêbada de Amarante com a bateria de Moretti dá a sensação de estarmos ouvindo algo que, apesar de novo, possui um aspecto familiar. Talvez seja isso que faz com que ouvir um punhado de músicas simples seja uma experiência aprazível. Ou, como diriam os gringos, uma “little joy”.


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