16/07/2008 às 21:51

Bonde do Rolê: esculacho expresso

Adilson Pereira

Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


Música, Resenhas


Sem resposta


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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

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Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

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Bonde do Rolê: esculacho expresso

Adilson Pereira

Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


Música, Resenhas


Sem resposta


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16/07/2008 às 21:51

Bonde do Rolê: esculacho expresso

Adilson Pereira

Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Bonde do Rolê: esculacho expresso

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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Bonde do Rolê: esculacho expresso

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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Bonde do Rolê: esculacho expresso

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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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Bonde do Rolê: esculacho expresso

Adilson Pereira

Tem piada que cansa. Veja só: já não se ouve falar muito no Massacration… E isso não quer dizer que os caras sejam pouco divertidos. Ao vivo, eles são/eram muito, muito divertidos. O mesmo risco - de desaparecer, porque tem piada que cansa - corre o Bonde do Rolê. Mas enquanto o mundo não cansa deles, vale mergulhar em “With lasers”, que a EMI (re)lança por aqui, agora, pensando em vender mais no formato digital. Enquanto este escriba digita, a bolachinha deve estar em sua centésima rodada.

O grupo vai receber do “Sambapunk”, por e-mail, uma série de perguntas. Teremos a chance de saber então o que eles planejam para o próximo disco, que virá à luz com um Bonde reform(ul)ado - um quarteto em vez de um trio. Mas enquanto não chegam as respostas foi difícil para o jornalista resistir. “With lasers” é para lá de divertido. Então, merece algumas linhas.

No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

Bom, não dá para contar todas as piadas. Bebendo umas ou não, confira o que expresso do esculacho tem a dizer.


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No release que acompanha o disco, há uma frase atribuída a( alguém d)o “NME”: “Se você não sair dançando, ou não está bêbado o suficiente, ou não tem alma.” Faz sentido. Faz muito sentido, isso. O grupo consegue, em “With lasers”, divertir quase na mesma medida que ao vivo.

Eles estão viajando, lá fora, tocando em um monte de lugares. E, se o disco funciona para gringos, pode funcionar muito bem - ainda mais - para brasileiros. No mínimo, funciona com um potencial, digamos, maior. É que a gente é muito mais capaz, aqui, falando português, de entender aquele festival de palavrões. A gente pode absorver não só o som, o pancadão, mas também as letras que, diga-se de passagem, são capazes de deixar neguinho mais “sério” vermelho de constrangimento.

Tem mais. Para os estrangeiros, por exemplo, “Tieta” pode ser legal. Mas para quem é daqui aquele sonzinho do início pode parecer uma alusão à música nordestina e, aí, a piada ganha uma nova informação. A zoação sai mais bem recheada… Quer dizer, há sutileza, também, no trabalho do BDR.

“Dança do zumbi”, que abre a brincadeira, começa assim: “Fuma pedra, cheira pó, bebe até cair/ Depois disso, tu tá pronto pra dança do zumbi”. “James Bonde”, por sua vez, detona: “Arriba, arriba, James Bonde é uma biba/ Tatu, tatu, James Bonde dá o cu/ Ôla, ôla, James Bonde chupa rola/ Saci, saci, saci, James Bonde travesti.” São duas das melhores do disco. E com temas atuais, certo? Ou alguém aí já esqueceu a história do famoso jogador de futebol e as “meninas” que depois mudaram a história contada para o mundo?

“Divine gosa” é um verdadeiro “melô do sapatão”. “Esfrega daqui e roça de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar/ Deda daqui e lambe de lá, arranha a aranha pra chapa esquentar”, diz o refrão. E “Geremia”? Puuts…

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