22/08/2008 às 17:53
Companhia Festa Itinerante
Adilson PereiraEra um show de despedida. O baixista da banda, Chico Junqueira, está com a mala pronta para ir para Londres. Vai estudar naquelas plagas. Mas era também o aniversário do baterista jonathan Gregory e, como disse o Caio (Figueiredo, cantor), era também o dia da “defesa da Rafaela…”. Quer dizer: noite de festa; a banda cercada por amigos. A Companhia Itinerante fez um show com esse clima. Melhor para eles. Melhor também para quem não era tão Ãntimo da turma e estava ali para curtir o som. Deu para fazer isso e sair de lá bem satisfeito.
Na platéia, teve gente sambando. Isso, sambando. Não era para menos. Eles cantaram “Não existe pecado ao sul do Equador”, de Chico Buarque, que terminou em clima de marchinha, com referência ao Cordão do Bola Preta (bloco carnavalesco tradicional do Rio). Em clima mais roqueiro, a outra releitura feita foi de “Quando”, de Roberto Carlos. Ficaram divertidas, as duas. Mas nem precisava apelar para músicas assim. Com “Conchinchina”, por exemplo, que é da banda mesmo, a massa - naquela hora, parecia uma massa de gente - se animou e cantou junto.
Em “Kikiki”, surgiram bons grooves. Era ouvir e se mexer, dançar. A Companhia não é uma banda sisuda, ao vivo. Os caras sabem brincar. E de quebra cantam músicas que prendem a atenção e fazem com que neguinho dance. Muito bom.
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