15/08/2008 às 19:10

Não é disco de metal satânico, é d’O Rappa

Adilson Pereira

Que capa feia, esta do novo disco d’O Rappa, “7 vezes”. Uma feiúra se desdobra no encarte. Chegando à parte de trás, na contracapa, um desavisado qualquer pode achar que se trata de um disco de metal satânico. Claro: tem preto, branco, vermelho, um X enorme… Mas não é nada disso. Não, não é. E a negação vai se repetindo, ao longo de muitas das 14 faixas compostas pela banda (com exceção de “Súplica cearense”). No fim das contas, quase fica mais fácil dizer que ele, o CD, não é isso ou aquilo do que afirmar que é assim ou assado.

A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


Música, Resenhas


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Adilson Pereira

Que capa feia, esta do novo disco d’O Rappa, “7 vezes”. Uma feiúra se desdobra no encarte. Chegando à parte de trás, na contracapa, um desavisado qualquer pode achar que se trata de um disco de metal satânico. Claro: tem preto, branco, vermelho, um X enorme… Mas não é nada disso. Não, não é. E a negação vai se repetindo, ao longo de muitas das 14 faixas compostas pela banda (com exceção de “Súplica cearense”). No fim das contas, quase fica mais fácil dizer que ele, o CD, não é isso ou aquilo do que afirmar que é assim ou assado.

A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

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Que capa feia, esta do novo disco d’O Rappa, “7 vezes”. Uma feiúra se desdobra no encarte. Chegando à parte de trás, na contracapa, um desavisado qualquer pode achar que se trata de um disco de metal satânico. Claro: tem preto, branco, vermelho, um X enorme… Mas não é nada disso. Não, não é. E a negação vai se repetindo, ao longo de muitas das 14 faixas compostas pela banda (com exceção de “Súplica cearense”). No fim das contas, quase fica mais fácil dizer que ele, o CD, não é isso ou aquilo do que afirmar que é assim ou assado.

A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


Música, Resenhas


Sem resposta


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15/08/2008 às 19:10

Não é disco de metal satânico, é d’O Rappa

Adilson Pereira

Que capa feia, esta do novo disco d’O Rappa, “7 vezes”. Uma feiúra se desdobra no encarte. Chegando à parte de trás, na contracapa, um desavisado qualquer pode achar que se trata de um disco de metal satânico. Claro: tem preto, branco, vermelho, um X enorme… Mas não é nada disso. Não, não é. E a negação vai se repetindo, ao longo de muitas das 14 faixas compostas pela banda (com exceção de “Súplica cearense”). No fim das contas, quase fica mais fácil dizer que ele, o CD, não é isso ou aquilo do que afirmar que é assim ou assado.

A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


Música, Resenhas


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Não é disco de metal satânico, é d’O Rappa

Adilson Pereira

Que capa feia, esta do novo disco d’O Rappa, “7 vezes”. Uma feiúra se desdobra no encarte. Chegando à parte de trás, na contracapa, um desavisado qualquer pode achar que se trata de um disco de metal satânico. Claro: tem preto, branco, vermelho, um X enorme… Mas não é nada disso. Não, não é. E a negação vai se repetindo, ao longo de muitas das 14 faixas compostas pela banda (com exceção de “Súplica cearense”). No fim das contas, quase fica mais fácil dizer que ele, o CD, não é isso ou aquilo do que afirmar que é assim ou assado.

A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


Música, Resenhas


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Não é disco de metal satânico, é d’O Rappa

Adilson Pereira

Que capa feia, esta do novo disco d’O Rappa, “7 vezes”. Uma feiúra se desdobra no encarte. Chegando à parte de trás, na contracapa, um desavisado qualquer pode achar que se trata de um disco de metal satânico. Claro: tem preto, branco, vermelho, um X enorme… Mas não é nada disso. Não, não é. E a negação vai se repetindo, ao longo de muitas das 14 faixas compostas pela banda (com exceção de “Súplica cearense”). No fim das contas, quase fica mais fácil dizer que ele, o CD, não é isso ou aquilo do que afirmar que é assim ou assado.

A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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Não é disco de metal satânico, é d’O Rappa

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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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Não é disco de metal satânico, é d’O Rappa

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A bolacha vem com uma boa dose de religiosidade, o que se anuncia muito nos títulos de músicas. É o caso de “Meu santo tá cansado”, “Hóstia”, “Maria”. Mas há também um trecho de “Vários holfotes” (”O santo dorme, o santo daime”) e “Meu mundo é o barro”, na qual há uma alusão a Cristo que, para o personagem cantado na letra, tem uma sombra em que não aparece cruz.

Inclua na lista, ainda, a essência de “Súplica cearense”, música de Gordurinha e Nelinho que escolheram para regravar. Faixa que, aliás, virou um reggae e, vestida assim, chega a surpreender. Pode agradar ao público do grupo, que vai aos shows para cantar junto e dançar/pular. Há músicas, como “Meu santo ta cansado”, que têm um tom confessional também capaz de aproximar o grupo da sua galera, que precisa se preparar para absorver um som bem “orgânico”.

Não é um disco que parecer ter potencial para emplacar hits nas paradas. O que ele parece ter é um potencial enorme para, caso o público preste atenção nas letras, trazer novas expressões para o cotidiano da massa. Em “Hóstia”, por exemplo, Falcão canta sobre estar “acuado em situação-hiena”. O que será isso? Talvez a luz divina explique.


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