10/10/2008 às 17:25
O disco azul, ah, o disco azul (suspiro)…
Adilson PereiraAquele EP d’Os Bonnies, de 2005, é muito bom. Superá-lo era tarefa nada fácil para a banda. Mas os caras de Natal puseram na rua um novo disco, o “Disco azul”. E ele é bom pacas. “Disco azul” não é exatamente um tÃtulo. Em conversa com o “Sambapunk”, Olavo Luis, baixo e uma das vozes do grupo formado em 2000 num colégio, disse que foi difÃcil batizar a bolachinha e então o negócio acabou sendo chamado de “o disco azul”. Se eles não acharam um tÃtulo, ok. Teria sido pior se eles não tivessem achado uma maneira de fazer músicas tão boas (apesar de bem diferentes) quanto aquelas do EP. Antes, a brincadeira parecia mais rocabileira, mais pesada; agora, parece mais surf, mais madura, mais velha, até mesmo mais jovem-guardista.
“Acho que ele mostra mais coisas nossas além da instantaneidade mais animalesca possÃvel. A estética é bem natural e despretensiosa, soamos assim sem nos preocuparmos tanto com isso”, declara Olavo Luis, depois de alguns desencontros internéticos com este sÃtio aqui. A transformação, ele diz, aconteceu de forma natural: “TÃnhamos algumas músicas que foram se tornando o que são nos ensaios e incrementadas aos poucos. Não que haja grandes incrementos, isso seria impossÃvel até por uma questão técnica (risos). A transformação ocorreu de uma forma que nem medimos, na verdade. Não há uma idéia geral dentro da qual enquadramos o disco, não fomos capazes de inventar um nome melhor que a cor da capa que fizemos. Mas acho que dá pra um bom nome sim, já resume o boca a boca: ‘o disco azul dos caras’ etc.”
Os boatos de que o som do quarteto tinha ficado mais pop não chegam a ser um incômodo para Luis. Ele diz que se enxerga como parte de uma “banda sincera de rock simples meio pop suja e explosiva ao vivo”. Uma boa definição. Uma definição que ele acha adequada para englobar aquele EP de 2005, este disco azul de agora e futuros lançamentos. Mais importante do que isso, uma definição que “deixa aberto o convite para as pessoas assistirem ao nosso show”.
Se você for encarar este disco azul como um convite (ou um flyer), considere-o como algo sem muitas informações poluindo a arte e sem muita coisa escrita tentando convencer o leitor/convidado. O convite é do tipo limpo e claro. Eles como que se concentram numa informação, numa estética, e mergulham naquilo. Há uma homogeneidade bonita, ali. Luis fica satisfeito ouvindo isso: “Na verdade, o disco é uma espécie de coletânea de algumas músicas que vÃnhamos tocando já em shows aqui por Natal e resolvemos gravá-las para não sumirem, somadas com outras que são mais atuais. DaÃ, distribuÃmos isso no disco, sem conceito intencional algum.”
Claro que por mais que haja unidade há faixas que se destacam mais. Luis não consegue apontar as que, na opinião dele, fazem esse papel de se destacar mais. E ao falar sobre as duas apontadas pelo “Sambapunk” (”É só voltar atrás” e “Tão calmo”), parece preferir não se estender muito: “A primeira existe há um tempo e sempre foi legal tocá-la ao vivo e gostamos dessa ‘força’ nela . Um dos ’sentidos’ dela seria em relação a ter alguém e não querer ficar só depois disso. A segunda é uma das mais recentes e também funcionava bem entre a gente. Talvez fale de momentos ótimos e rápidos que parecem durar mais tempo.”
Perguntado sobre haver ou não um flerte com o rock gaúcho, Luis clica o mouse aqui e ali, enrola e não responde. Questionado sobre vestÃgios de Pixies no miolo das músicas d’Os Bonnies, ele se surpreende: “Sério?” Sério. E este é só um dos detalhes que transformam o disco azul em mais um grande trabalho do grupo.
| Música |




8 respostas
arthur
10/10/2008 às 17:25
Bora, Adilson
olavo
10/10/2008 às 17:25
ficamos felizes e muito agradecidos por tudo aqui, adilson
até mais
vitao
10/10/2008 às 17:25
Realmente, o cd dos caras reflete uma certa
mudança pela qual a produção músical deles tem passado.
Essa renovação, quebra completamente as expectativas..
afinal ninguém tá mais afim de continuar vendo aqueles
rolés manjados neh.
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Valew!
Leonardo
10/10/2008 às 17:25
Massa, senhores Bonnies, vocês são foda mesmo! O show então, {lokuratotal}.
Márcio
10/10/2008 às 17:25
Adilson, realmente muito bom disco, fiquei impressionado na primeira vez que ouvi. Para quem não conhece, tem algumas músicas disponÃveis no http://www.osbonnies.com.br . Torço para que a banda comece logo a tocar em outros Estados.
PatrÃcia Carla
10/10/2008 às 17:25
Conheço Os Bonnies e não é de se espantar que o disco azul representa muito bem o potencial artÃstico, criativo e estético dos caras. Parabéns pela matéria. Adorei, eles merecem e nós merecemos ouvÃ-los.
Os Bonnies» Arquivo do Blog » Disco Azul
10/10/2008 às 17:25
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Fantasma de Bufallo Bill _os bonnies « Querido Bunker,
10/10/2008 às 17:25
[...] • resenha moral sobre a banda no Samba Punk, de Adilson Pereira [...]
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