26/08/2008 às 12:45
O rótulo fica por sua conta
Adilson PereiraEsta página pretende ser “séria”. Espere aÃ, sem aspas mesmo: séria. E isso significa “ter um caráter jornalÃstico”. Parecia significar também ser um pouco “fria”, no sentido de não abrigar textos que traduzissem idiossincrasias do cotidiano do editor. Mas hoje não vai dar para seguir estar fórmula. Porque está rolando no computador a música nova do Marcelo Camelo, “Doce solidão”. E o escriba aqui não sabe se acordou num dia ruim ou se a música é triste mesmo. Triste de triste, não triste de ruim.
Tem uns assovios… E isso faz com que seja fácil a gente concluir que, sim, há ali alguma doçura - como anuncia o tÃtulo. E talvez então não seja tão triste e, sim, delicada…
A julgar por esta faixa, o trabalho novo do cara parece ser uma continuação bastante natural daquilo que ele fez com os Los Hermanos. Camelo mostra-se coerente. Não está fazendo death metal, nem punk, está fazendo o que vinha fazendo. Nada mais. E pronto. Ouça e tire suas próprias conclusões. O rótulo fica por sua conta.
| Música, Resenhas |

Uma resposta
Pê
26/08/2008 às 12:45
Adilson, leio sempre este site e o percebo como sendo um trabalho sério. Sério no sentido sim, jornalÃstico. E quem escreve matérias, seja sobre qualquer assunto, tem que ter seriedade no sentido de ser ético, justo, verdadeiro. Agora não concordo que colocar o sentimento, não seja ser sério. Você sabe, como jornalista, que a gente aprende que o “certo” e se distanciar, para não correr o risco de influenciar o público, não alterar a verdade.
Mas a verdade será a que o leitor interpretar.
E depois o seu trabalho é jornalÃstico-crÃtico. Você escuta o som, lê um livro, assiste ao filme e descreve sob sua ótica de bom ou ruim, competente ou fraco, enfim, é um ser humano escrevendo de acordo com sua verdade.
Percebo, também no meu cotidiano profissional, que as pessoas confundem MUITO a seriedade do profissional, em ser envolvido, competente, dedicado, com o profissional sério: seco, frio, insensÃvel. Em um dos treinamentos que ministrei até rolou, logo no inÃcio, uma discussão sobre isso entre os participantes.
Confundiram realizar um trabalho sério com um trabalho massante, chato, carrancudo e insuportável. E a proposta não era essa. Pelo contrário, era termos 4 horas de conhecimento, troca de informações, aprendizado, regados à alegria, diversão, risadas, bom humor e respeito.
Eu respeito seu trabalho e o acho extremamente sério. Percebo que pensa antes de escrever, relê muitas vezes, ajusta, corrige, transforma, melhora. E publica.
Mas sem dúvida, seus melhores textos, são os que você coloca a sua emoção, e são os que mais agradam. E sinto que não só a mim!
Abraços. Pê (não reli, não editei e vou postar. Sou pura emoção!)
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