22/08/2008 às 17:53
Sem nhenhenhém
Adilson Pereira
Chegou parecendo um compacto tipo sete polegadas, mas era CD. Mau sinal. Mas o disco do Dois Do Samba rodou, rodou, rodou e trouxe uma alegria que, após uma derrota para a Argentina, no futebol, parecia improvável. “Dois do samba”, o disco, faz a gente lembrar de ótimas referências quando o assunto é baticum. Você ouve e sente a “presença” de Bezerra da Silva, João Nogueira, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila.
O disco de Rodrigo Braga e Dudu Nicácio não é superproduzido, quer dizer, não sofre do mal que acomete muito o samba hoje em dia: excesso de nhenhenhém. Tem doses de descontração, daquela dor que só samba parece ser capaz de traduzir. É atual sem ser um ensopado de referências bobas e fáceis. É jovem sem ser uma cartilha para gÃrias escritas em letras minúsculas e com “k” no lugar de “qu”. E tanto quanto parece não preso na história do “de raiz”, não sugere nenhum emperiquitamento modernizante. A parada é simples e divertida. Música para relaxar ou para dançar.
“Contrariedade”, “Samba morena”, “Glossário”… Maneiras. Ouça!
| Música, Resenhas |

Uma resposta
Rodrigo Braga
22/08/2008 às 17:53
AÃ Adilson!
Pô muito obrigado pelo ouvido e pelas palavras.
Que bom que conseguimos animar a derrota da seleção hehehe
Gostaria muito de lhe conhecer e convidá-lo a assistir/sambar nos próximos shows.
Bom, espero estar iniciando uma amizade…
Os amigos são sempre bem-vindos à famÃlia!
E foi muito bom mesmo ler suas palavras.
Muito obrigado!
Ficamos em contato?
Abraço,
Rodrigo Braga (um dos dois do samba, em nome da dupla)
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