25/11/2008 às 0:43
Skank no Canecão
Adilson PereiraO Skank encerrou domingo uma temporada de três dias no Canecão, casa de shows da zona sul do Rio. Samuel Rosa estava em noite de animador de torcida, conquistando a platéia com gestos e solos. Faz ainda mais sentido chamá-lo de animador de torcida naquela noite porque, como ele mesmo destacou, havia um motivo a mais para que estivesse tão alegre: o Cruzeiro derrotara o Flamengo por 3 a 2.
Na entrada do lugar, cada pessoa recebia um cartãozinho. Estava escrito lá que era possÃvel para o sujeito votar, pelo celular, mandando torpedo, nas músicas que queria ouvir no bis. Isso mesmo. O bis, que já não é aquela coisa de antes, agora é escolhido pelo celular. Mas Samuel, em noite inspirada, soube não ficar engessado. Ele tocou, sim, as músicas escolhidas pelo público através do celular. Mas ofereceu também outras duas. Uma das que foram repetidas foi a música com participação de Negra Li: “Ainda gosto dela”. A moça entrou no palco com um microvestido que deve até ter feito os flamenguistas esquecerem a derrota.
Henrique Portigal largou o teclado, em alguns momentos, para tocar violão de aço. Samuel até fez piada, dizendo que o tecladista daqui a pouco vai querer embarcar numa carreira solo. Se houvesse uma votação sobre isso, via celular, o que você recomendaria à banda? Algum deles deve sair em carreira solo? Ou não? Este escriba acredita que não. Em cena, ali, no palco, o Skank parece ser - entre esse pessoal “velho” - uma banda que mostra sintonia e tanque cheio. Parece ainda haver uma estrada longa para os caras. O público gosta de vê-los em ação.
Das músicas novas, “Escravo” (Samuel Rosa e Chico Amaral) foi uma das que funcionaram muito bem. Neguinho cantava junto, na platéia. Outra, do time das letas, “Sutilmente” (Samuel Rosa e Nando Reis), também funcionou bem.
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Uma resposta
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25/11/2008 às 0:43
[...] Samba Punk [...]
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