Midsummer Madness
SAmbaPUNk
26/01/2010 às 9:15

Bela cena, Aracaju (VI)

Adilson Pereira

Há algo de “romântico”, na cena de Aracaju. As pessoas [do mundo da música (independente)] parecem conhecer-se “intimamente”. Não exatamente como numa cidade interiorana-padrão-de-novela, porque neguinho não parece estar na janela a fazer fofoca. As pessoas declaram estar tocando, tentando amadurecer (junto com) o trabalho que surge disso e - o que é melhor - elas estão pensando e discutindo, buscando alternativas. Com o jogo assim, algumas cabeças de Aracaju foram convidadas a falar sobre a cena que vivem: Rafael Jr, baterista de três bandas de Aracaju (Snooze, Ferraro Trio e Maria Scombona). Na Scombona, é colega de outro participante desse pingue-pongue, o Henrique Teles, vocal da banda. Completa o time Adelvan Barbosa, apresentador do “Programa de Rock”, da FM Aperipê (SE).

Como essa cena pode crescer ainda mais?

Rafael Jr: Bandas na garagem e fazendo som sempre existiram em todo canto do mundo (não é diferente por aqui), mas eu sempre acreditei que “cena” abrange não só jovens
fazendo música, mas um conjunto de atividades que inclui selos, produtores, mídia especializada, casas de show e festivais… Aqui, sempre faltaram elos nessa corrente: nunca tivemos um selo atuante (nem na época do CD e nem agora, virtualmente), os bons festivais não tiveram continuidade, os produtores profissionais não atuam no mercado independente/autoral, os espaços para shows são escassos, entre outros problemas nessa cadeia. Pra mim, o que falta pra crescer é esta cadeia estar completa! Todas as conquistas partiram de atitudes das próprias bandas, muitas vezes correndo atrás tateando, no feeling, sem muito conhecimento de como as coisas funcionam no meio independente.

Adelvan Barbosa: Tornando-se mais visível, nacionalmente. Com relação à cena independente, especialmente do rock, acho que o caminho é se integrar a esse circuito de festivais que tá rolando por todo o Brasil. E isso, a meu ver, depende quase que exclusivamente da atitude das bandas, de meter as caras e sair fora, porque se se contentar em ficar tocando só por aqui mesmo, todo sábado no Capitão Cook, o desânimo vai bater, inevitavelmente. Algumas bandas estão se mobilizando neste sentido e pelo menos duas, a Plástico Lunar e a The Baggios, têm colhido frutos, sendo escaladas para eventos importantes, como o Festival DoSol, em Natal, as Feiras de Musica de Fortaleza e do Recife, o Festival Psicodália, em SC, e por aí vai. Um passo importante nesse sentido foi uma miniturnê chamada “Invasão Sergipana”, na qual três bandas - Baggios, Daysleepers e Elisa - fizeram pelo Nordeste, ano passado. Outras já têm mais sorte e são apadrinhadas pelo poder público, chegando ao requinte de fazer turnê na Europa, regularmente, mas as que não têm essa “sorte” precisam meter as caras mesmo, não se acomodar. “Pedras que rolam não criam limo.”

Henrique Teles: Pra mim, duas coisas: primeiro, uma melhor utilização da cadeia produtiva local, incluindo aí as mídias para repercussão do que é produzido. Segundo, uma participação mais útil e sutil do Estado no fomento à produção. Assim como a agricultura hoje pensa nos pequenos e médios produtores como grandes parceiros, o Estado não pode imaginar que vai salvar a fome de arte/cultura/entretenimento somente com grandes hortas sazonais. E no varejo? E o resto do ano? No dia-a-dia? Quanta ideia boa de pequenos festivais, pequenos projetos de livre iniciativa estão aí precisando apenas de um empurrãozinho para acontecer!? Música instrumental, forró, chorinho, hardcore e hip-hop se faz todo dia por todos os cantos, não é?

Como o poder público pode ajudar? Com festivais como o Verão Sergipe, por exemplo?

Rafael: Acho que apoiando festivais independentes. O problema é que não chegam projetos decentes dessa natureza aos gabinetes das secretarias. O papel do Estado não é financiar empreitadas individuais, e sim dar suporte macro no desenvolvimento da cadeia produtiva que falei antes. Pensar na coletividade da cena e suas particularidades, o que já é algo bem complexo e exige gente com conhecimento específico. O Verão Sergipe é para as massas, e com bandas consagradas, mas tem o palco menor onde artistas independentes locais, selecionados através de edital público, têm oportunidade de mostrar o trabalho para um público maior. Muito legal.

Adelvan: Festivais como o Verão Sergipe ajudariam muito mais se se preocupassem com uma maior variedade nas atrações locais. De uns tempos pra cá, o que vem acontecendo é que são sempre as mesmas três ou quatro bandas em todos os eventos do Governo, o que dá margem para as velhas acusações de “panelinha”, que nem sempre são infundadas. O Verão Sergipe é a versão estadual de um projeto da prefeitura de Aracaju, o Projeto Verão, que acontece agora em fevereiro e este ano se redimiu e fez uma escalação bem mais diversificada de atrações locais no palco principal. Acho isso muito bom, dá visibilidade às bandas, dá a elas a oportunidade de tocar para um público bem maior que, de outra forma, não as conheceria, já que nem todo mundo tem essa atitude de procurar saber o que anda rolando no circuito alternativo da cidade.

Henrique: Grandes eventos são grandes vitrines. Feliz de quem tem o reconhecimento - ou coiteiro - e é convidado. Este ano tivemos concurso prévio para ver quem faria shows nos palcos menores. Que ideia legal, não é? Um edital, uma comissão julgadora e os critérios criados. Já vejo diferente isto, pois se o Estado se aproximar mais das produções de livre iniciativa (aquelas do varejo!), já poderá definir daí quem vai para a vitrine dos grandes eventos. Outra coisa boa, que há um bom tempo eu já falo: aproveitar a passagem de bons técnicos aqui, e promover oficinas, capacitação técnica, troca de experiências… isto tudo faz parte da atuação do Estado, que é quem usa nosso dinheiro pra pagar cachês tão bons ao artistas e técnicos que vêm aos grandes eventos. Indiretamente, pagamos muito caro por isto.
Outra coisa: o Estado quando incentiva a livre inciativa de produção está ajudando a educar as pessoas a pagarem - diretamente - para assistir a um espetáculo; mesmo que seja baratinho, é bom que seja pago. É bom que as pessoas saibam que direta ou indiretamente estão pagando para ter aquilo, e que vale a pena pagar. Consciência.

De que tamanho é a cena musical independente, em Aracaju? Como é ela em relação ao restante do Nordeste? E em relação ao Brasil?

Rafael: É pequena e ainda tímida, mas nos últimos anos tem tomado corpo. A qualidade dos discos tem melhorado, as bandas têm tocado mais em festivais fora do estado e se preocupado com auto-produção independente. A galera tá preocupada em aprender como é que se faz a parada direitinho, sabe? Mas acho que ainda não fomos, por assim dizer, “descobertos”… Mas jornalistas mais antenados, que não esperam que os outros colegas todos falem primeiro, já nos enxergam, hehehe… O Nordeste nos conhece mais que o restante do país, pela própria proximidade das cidades e por conta de coletivos como a lista de discussão Nordeste Independente.

Adelvan: Cara, o tamanho varia. É como disse numa resposta anterior, o público é muito volúvel. Na primeira metade dos anos 2000, tivemos um crescimento impressionante, muita gente ia aos shows e festivais importantes surgiram e cresceram. Começou com o Rock-SE, em 1998, que deu prejuízo e só teve mais uma edição, no ano seguinte. Nos anos 2000, surgiu o Punka, um festival que começou como uma festa particular e cresceu de forma espantosa, tendo várias edições com atrações de peso nacional, como Autoramas, Jason, Torture Squad, Retrofoguetes, Brincando de Deus, Nitrominds e Los Hermanos. Mas parece que há um muro invisível, um pico, e daí não passa; as coisas crescem, mas não se consolidam, como um Abril Pro Rock ou um Goiânia Noise da vida. Com o metal, acontece a mesma coisa: picos de público seguidos de uma longa ressaca. No momento, estamos numa dessas ressacas, muito embora, mesmo de forma capenga e desestruturada, coisas surpreedentes ainda aconteçam, como o show do Master, banda de death metal histórica norte-americana. E especialmente a Sessão Notívagos, que vem acontecendo regularmente no Cinemark do Shopping Jardins e consiste na exibição de um filme seguida da apresentação de uma banda no saguão do cinema. Já aconteceram noites memoráveis nesta sessão, como as dobradinhas “Lóki”(documentário sobre Arnaldo Baptista) com apresentação da Plástico Lunar e “Guidable” (documentário sobre o Ratos de Porão) com um show da Karne Krua - que é, por sinal, a banda punk/hardcore mais antiga em atividade em todo o nordeste. O rock é teimoso.

Henrique: Descobri nesses anos todos que toda cena é dependente. Depende de dinheiro, depende de paixão, idealismo, know-how… A cena aqui em Aracaju vai surpreender muita gente do eixão quando resolverem contabilizar o que temos realizado. Tem muita gente boa, rapaz; muita gente boa. Precisamos somente formar público para estes talentos, sermos nossos principais consumidores. Não somos melhores que ninguém, nem maiores. Apenas somos mais sergipanos que qualquer outro, né?! The Baggios, Karne Krua, Snooze, Ivan Reis, Patrícia Polayne, Maria Scombona, Naurêa, Plástico Lunar, Thiago Ribeiro, estamos aí pra dar conteúdo a qualquer iniciativa de produção.

É possível um cidadão sobreviver em Aracaju como músico independente? Você atua em várias bandas. Como é possível conciliar tudo isso?

Rafael: Eu vivo só de música, mas acho que sou uma exceção à regra geral (há outras exceções, claro). Dedicar-se a apenas uma banda independente aqui não dá, definitivamente! Acompanho vários artistas, gravo em estúdio, dou aula, alugo bateria, me viro. A vantagem é que sou da Banda do Corpo de Bombeiros, há 7 anos (antes tinha sido da Orquestra Sinfônica, durante 8 anos), então isso dá tranquilidade pra trabalhar com o que gosto e fazendo o tipo de música que me dá prazer.

Adelvan: Sobreviver EXCLUSIVAMENTE com música independente acho impossível. Cronicamente inviável, pra citar um filme sensacional. Não conheço nenhum caso… sei de gente que vive de música, mas se desdobrando em mil, como o incansável Rafael, baterista da Snooze, mas ele não vive de música independente exclusivamente, não, toca até na banda do Corpo de Bombeiros.

Henrique: É possível, sim, mas como em qualquer profissão há um mercado e uma disputa por espaço. Sou o único na Maria Scombona que não vive exclusivamente de música.

No que diz respeito à atividade de músico (ou à sua relação com a música), o que ela significa para você? É trabalho? É hobby? É paixão?

Rafael: É tudo isso junto, vivo música intensamente, 24 horas por dia, há pelo menos 15 anos. A Snooze não me dá retorno financeiro, a banda apenas se paga (não desembolsamos mais pra gravar os discos), mas não abro mão de desenvolver esse trampo. É como uma válvula de escape. Trabalhar com Fabinho é ótimo, ele é tranquilo e um ótimo músico. Na Snooze, temos afinidade e sintonia, já pra outros trabalhos não sei se daria tão certo.

Adelvan: É hobby e é paixão, única e exclusivamente. Só resvalou no trabalho quando assumi a loja que foi fundada ainda nos anos 80 por Silvio da Karne Krua, a Lókaos, que ficou sob minha administração de junho de 1995 a fevereiro de 1997 (a primeira falência a gente nunca esquece). Foi uma experiência bonita e intensa, mas infelizmente não deu certo. Também ajudei a produzir muito show, mas invariavelmente tomava prejuízo. Fazia por amor mesmo, mas ninguém aguenta ficar perdendo dinheiro a vida inteira, né!? Hoje, estou bem relax, faço o que posso sem me preocupar em ser o “salvador da pátria”. “O Programa de Rock” mesmo faço sem nenhum estresse, de forma voluntária, não ganho nada mas também não gasto (praticamente) nada. É divertido de fazer. Se não fosse, não faria, nem a pau. Diversão levada a sério. Descobri que, como disse, o rock é teimoso, e por mais que você ache que se você não fizer nada ninguém mais vai fazer (houve um tempo que eu achava isso, sério), sempre tem algum maluco disposto a meter as caras. Pra ficar bem chique, vou citar uma frase de Nietsche: “Sem música, a vida seria um erro.”

Henrique: A minha atividade de músico é essencial. Sou compositor. Leio minha realidade, e disso faço música. Sem ela, teria que encontrar um outro grande motivo para existir.

Como, na sua opinião, Aracaju dialoga - musicalmente - com o restante do país? Música, para vocês, é produto de exportação? Ou de importação?

Rafael: Música não tem fronteira ou língua, e pra uma banda se expandir, evoluir e criar mercado, tem que sair da sua área. Mas também não acredito muito numa banda que não tem público e respeito localmente e quer conquistar o resto do país… Nêgo fica reclamando de Aracaju ao invés de fazer sua parte para as coisas melhorarem por aqui, sabe, acho isso bobagem porque é difícil desenvolver uma carreira em qualquer lugar. Eu me amarro nessa cidade, amo mesmo, mas também não fecho os olhos para os problemas locais. Só que tento fazer algo pra melhorar a cena em que eu mesmo atuo. É algo meio lógico, né? Só quero condições melhores de trabalho, pô!

Adelvan Música aqui ainda não é produto de exportação não, mas pode vir a ser. Algumas bandas têm muito potencial para isso, como a Plástico Lunar e a The Baggios, e outras em nichos bem específicos do punk/hardcore e do metal. A Karne Krua mesmo, por sua historia, é bastante conhecida, nacionalmente. Mas acho que Aracaju, lamentavelmente, dialoga pouco com o restante do país. Estamos fora até do circuito Fora do Eixo, veja só. Mas esta situação tende a mudar. Quem viver verá.

Henrique: Importamos muito, mas somos muito diferentes, até mesmo dos outros nordestinos. Portanto, temos perfil para exportação, sim. O desafio diante de tanta importação é manter uma identidade coerente com a história do nosso povo, com uma influência linda, por exemplo, da língua falada no norte de Portugal e na Galícia (Espanha), que deixa nossa fala com tantos traços marcantes, como o otcho, mutcho, primero, cantero, bassoura. Isso é bonito, rapaz! E o produto? (risos) Estamos o tempo inteiro recebendo, e se produzimos algo com isto da nossa maneira, melhor ainda. Eu falo num produto reprocessado, antropociclado (?) mesmo. Vem de fora, cai no nosso moedor e sai de outro jeito. Assim se dá…


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25/01/2010 às 1:37

Bela cena, Aracaju (V)

Adilson Pereira

Produtor e apresentador do “Programa de Rock”, em Aracaju, Adelvan Barbosa é convidado para um momento “Alta fidelidade”, isto é, a fazer uma lista - com as cinco bandas que ele considera mais importantes da cena da capital sergipana. O cara topou a empreitada. Veja o resultado:

1o. Lugar absoluto: PLÁSTICO LUNAR. Entre as melhores bandas de rock do Brasil, atualmente, sem sombra de dúvidas.
2o. Lugar: THE BAGGIOS. Blues rock de primeira, com muito feeling, feito por uma dupla, guitarra/voz + bateria.
3o. Lugar: KARNE KRUA. Estão numa fase muito boa, com um novo gás impressionante, uma formação enxuta, competente e com o incansável Silvio “suburbano”. O disco novo que estão pra lançar, “Inanição”, é sensacional.
4o. Lugar: SNOOZE. Uma banda clássica do cenário independente brasileiro. Transcende totalmente as fronteiras de Sergipe.
5o. Lugar: MAMUTES. Hard rock setentista feito com muita competência, identidade e força de vontade, na raça. Roqueiros até a medula.
MENÇÃO HONROSA: THE RENEGADES OF PUNK. Mais um sensacional projeto de Dani e Ivo, casal gente boa, militantes do veganismo (sem serem chatos) e egressos do Triste Fim de Rosilene e do xreverx. Know-how total no que fazem.

Adelvan já foi fanzineiro e já investiu numa loja de discos, na sua cidade. Para ele, “a cena de Aracaju é pequena mas existe e tem qualidade”. Completa o ilustre roqueiro: “E tem melhorado bastante com o passar do tempo. Sou do tempo em que rock por aqui era underground mesmo, só rolava em locais imundos com meia dúzia de malucos se revezando entre publico e palco e quase nenhuma mulher. Hoje em dia, tá bem melhor, mas é bem instável, há momentos de pico, onde os shows estão quase sempre lotados, e de repente o publico simplesmente vai minguando, sem nenhum motivo aparente. Acho o publico “roqueiro” daqui muito volúvel. Tem que ter sangue frio pra investir em eventos ligados ao rock por aqui. É imprevisível.”


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25/01/2010 às 1:33

Agenda especial SP

Karla Oldane

Agenda especial São Paulo: shows em homenagem à cidade que completa 456 anos.

ARTISTA/BANDA: Céu
QUANDO: Segunda, 25 de Janeiro
ONDE: SESC Itaquera – Avenida Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000, Itaquera, São Paulo, SP
HORÁRIO: 15h
PREÇO: A partir de R$ 3,50
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Cria da terra, a cantora e compositora Céu instiga os ouvidos paulistanos apresentando as canções de seus dois álbuns.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 2523-9200

ARTISTA/BANDA: Érika Machado, Lô Borges, Milton Nascimento e Flávio Venturini
QUANDO: Segunda, 25 de Janeiro
ONDE: Parque da Independência – Avenida Nazaré, s/n, Ipiranga, São Paulo, SP
HORÁRIO: 14h
PREÇO: R$ 0,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Quatro mineiros comandam a festa paulistana no parque da independência. Curioso? Além de relembrar as canções do “Clube da Esquina”, o público vai também conhecer a voz jovem de Érika Machado.
MAIS INFORMAÇÕES: www.sampa.art.br/parques/independencia/

ARTISTA/BANDA: Titãs
QUANDO: Segunda, 25 de janeiro
ONDE: SESC Santana – Avenida Luiz Dumont Villares, 579, Santana, São Paulo, SP
HORÁRIO: 18h
PREÇO: A partir de R$ 10,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Branco Mello, Sérgio Britto, Paulo Miklos, Tony Belloto e Charles Gavin apresentam músicas do novo CD, “Sacos plásticos”.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 2971-8700

ARTISTA/BANDA: Sanada
QUANDO: Segunda, 25 de Janeiro
ONDE: Praça Vale do Anhangabaú s/nº, Centro, São Paulo, SP
HORÁRIO: 17h
PREÇO: R$ 0,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Indie, hard, lo-fi e rockabilly - misturadas a outros gêneros musicais, como ska e soul music. É por aí o som desse grupo de jovens do litoral de Sampa.
ARTISTA/BANDA: Pitty
QUANDO: Segunda, 25 de janeiro
ONDE: SESC Interlagos – Avenida Manuel Alves Soares, 1100, Parque Colonial, São Paulo, SP
HORÁRIO: A partir das 16h
PREÇO: A partir de R$ 3,50
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Pitty apresenta seu disco “Chiaroscuro”. Palavra italiana para “claro e escuro”. Tudo a ver com São Paulo.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 5662-9500
ARTISTA/BANDA: X So Pretty
QUANDO: Segunda, 25 de janeiro
ONDE: Livraria Cultura Market Place – Avenida Dr. Chucri Zaidan, 902, Morumbi, São Paulo, SP
HORÁRIO: 16h
PREÇO: R$ 0,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Do rock progressivo à música eletrônica, assim são os performáticos X So Pretty.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 3474-4033

ARTISTA/BANDA: São Paulo, São Paulo Festival
QUANDO: Domingo, 31 de Janeiro
ONDE: Casa das Caldeiras – Avenida Francisco Matarazzo, 2000, Água Branca, São Paulo, SP
HORÁRIO: 14h
PREÇO: R$ 0,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: O Festival é uma parceria entre o Catraca Livre, o Estúdio La Casa de Música e a Casa das Caldeiras em comemoração ao aniversário da cidade. Shows gratuitos com: Fóssil + O Jardim das Horas, Monique Maion, Tupiniquin + Slim Rimografia, Tulipa Ruiz,
Kassin, Jeneci e discotecagem de Dudu Tsuda.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 3814-9237


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24/01/2010 às 10:10

Autoramas nas Europas

Adilson Pereira

Vai ser em Köl, na Alemanha, dia 27, o primeiro show de uma série que os Autoramas farão pela Europa. Gabriel, Flavinha e Bacalhau percorrerão 14 palcos, passando por Bélgica, Holanda, França, Inglaterra…
Veja que onda a lista de apresentações enviada por e-mail pela banda:

January
27 - Sonic Ballroom - Köln, Deutschland
28 - Gleis 22 - Münster, Deutschland
29 - ShamRock - Liège, Belgie
30 - Winter Dance Party, Druckluft - Oberhausen, Deutschland
31- Crowbar - Groningen, Holland
February
01 - Hafenklang - Hamburg, Deutschland
02 - Haus - Kassel, Deutschland
05 - Corn Rocket - London, UK
06 - Sunglasses After Dark - Nottingham, UK
08 - Le Bukowski - Saint Sebastian, Pais Vasco
10 - Hell Boqueron - Bordeaux, France
11 - Mondo Bizarro w/ Daddy-O-Grande- Rennes, France
12 - Blockhaus DY10 w/ Daddy-O-Grande- Nantes, France
13 - L’Inventaire MJC Prevert - Le Mans, France

Por coincidência, anda rolando por aqui o “MTV apresenta Autoramas - Desplugado”. Para quem não está no Velho Continente, e portanto vai perder as apresentações da turnê, eis aí um consolo. As (ótimas) participações especiais chamam a atenção. No papel de Mulher Misteriosa, por exemplo, na música “Hotel Cervantes”, aparece a produtora e empresária Jane DeLuc tocando castanholas. Frejat, Humberto Barros, Big Gilson e a patroa de Gabriel, Érika Martins, são outras participações que ajudam a gravação a tornar-se um importante registro.


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22/01/2010 às 13:57

Bela cena, Aracaju (IV)

Adilson Pereira

Silvio, da banda Karne Krua, fala da “cultura rocker” e sobre sua loja de discos, ponto de encontro em Aracaju:

 

 

Ele, que já foi um “militante” no circuito de fanzines, explica por que é importante haver publicações independentes:

 


Mercado/Negócios, Música, Vídeo Um comentário



20/01/2010 às 15:33

Bela cena, Aracaju (III)

Adilson Pereira

Depoimento de Fábio Snoozer, da… Snoozer. Ele fala sobre o descompromisso de sua banda com o êxito comercial, do cuidado - desde as demos - com o produto final… E diz que o grupo é “um hobby que a gente tenta fazer funcionar… É um meio de produzir música.”


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20/01/2010 às 11:39

Agendão

Karla Oldane

ARTISTA/BANDA: Festival Maracatu Lunático
QUANDO: Quarta, 20 de janeiro
ONDE: Mofo Lapa – Rua Mem de Sá, 94, Lapa, Rio de Janeiro, RJ
HORÁRIO: A partir das 19h
PREÇO: Não informado
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: A boa é aproveitar o feriado do padroeiro da cidade para curtir os Gametas e mais três bandas que se apresentam no festival Maracatu Lunático.
MAIS INFORMAÇÕES: rockcidadao@rockcidadao.com.br

ARTISTA/BANDA: The Mockers toca Beatles
QUANDO: Quinta, 21 de janeiro
ONDE: SESC Pompéia – Rua Clélia,93, Pompéia, São Paulo, SP
HORÁRIO: 21h
PREÇO: A partir de R$ 8,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Sabe aquelas músicas tocadas nas passagens de som das bandas? Pois é, o projeto The Mockers surgiu assim. Rian Batista, Regis Damasceno e Clayton Martin, do Cidadão Instigado, juntaram-se por amor aos Beatles para tocar as canções que eles jamais executaram ao vivo. Com nome inspirado na fala de Ringo Starr, o The Mockers faz um tributo ao quarteto fantástico de Liverpool.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 3865-0324 | email@pompeia.sescsp.org.br

ARTISTA/BANDA: Autoramas
QUANDO: Quinta, 21 de janeiro
ONDE: SESC Santo André – Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André, SP
HORÁRIO: 20h
PREÇO: A partir de R$ 4,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Na Quinta dos Infernos, projeto bacana do SESC Santo André, o Autoramas mostra a força de um power-trio, sempre com acordes modernos e criativos.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 4469-1200 | email@santoandre.sescsp.org.br

ARTISTA/BANDA: Destemido Walace
QUANDO: Quinta, 21 de janeiro
ONDE: Casa Rosa – Rua Alice, Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
HORÁRIO: 19h
PREÇO: Um quilo de arroz ou feijão a ser doado para a ONG Beevoluntieer
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Ajudar faz bem. E a banda Destemido Walace faz sua primeira apresentação de 2010 com um show beneficiente no Sarau Pro Arte Casa Rosa. Será um show inédito, com novas músicas e mudanças no visual, com pitadas de teatro, literatura e poesia.
MAIS INFORMAÇÕES: www.carambolablog.blogspot.com

ARTISTA/BANDA: Vang Beats – Vanguart canta Beatles
QUANDO: Quinta, 21 de janeiro
ONDE: Studio SP – Rua Augusta, 591, Centro, São Paulo, SP
HORÁRIO: 00h
PREÇO:A partir de R$ 15,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: A paixão pelos Beatles atinge a maioria da população mundial. Não é diferente com o Vanguart, que convida alguns amigos para cantarem Beatles com eles no Studio SP.
MAIS INFORMAÇÕES: www.studiosp.org

ARTISTA/BANDA: Mombojó
QUANDO: Sexta, 22 de janeiro
ONDE: Studio SP – Rua Augusta, 591, Centro, São Paulo, SP
HORÁRIO: 00h
PREÇO:A partir de R$ 25,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Mombojó para recarregar as energias do novo ano. Mombojó para relaxar durante as férias na selva de pedra.
MAIS INFORMAÇÕES: www.studiosp.org

ARTISTA/BANDA: Pessoas Invisíveis, Do Amor (RJ) e Ronei Jorge e os Ladrões de Bibicleta
QUANDO: Sábado, 23 de janeiro
ONDE: Boomerangue – Rua da Paciência, 307, Rio Vermelho, Salvador, BA
HORÁRIO: 23h
PREÇO: A partir de R$ 15,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Do Amor (RJ) é recebido no palco por Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta e Pessoas Invisíveis para um show especial no Boomerangue.
MAIS INFORMAÇÕES: www.boomerangueeventos.com.br

ARTISTA/BANDA: Pitty e Rita Lee
QUANDO: Sábado, 23 de janeiro
ONDE: Sofitel Jequitimar Guarujá – Avenida Marjori da Silva Prado, 1100, Praia de Pernambuco, Guarujá , SP
HORÁRIO: A partir das 22h
PREÇO: A partir de R$ 30,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: A Rainha do Rock Nacional, Rita Lee, comemora seus mais de 40 anos de carreira ao lado da seguidora Pitty, cantora de rock mais popular dessa geração, no Festival de Verão no Guarujá.
MAIS INFORMAÇÕES: www.sofiteljequitimar.com.br

ARTISTA/BANDA: Festival Humaitá Pra Peixe
QUANDO: Fim de semana: 22, 23 e 24 de Janeiro
ONDE: Circo voador – Rua dos Arcos, Lapa, Rio de Janeiro, RJ
HORÁRIO: A partir das 22h
PREÇO: A partir de R$ 20,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: Agora em novo formato e acontecendo apenas no Circo Voador, o Humaitá Pra Peixe traz Tono, Rubinho Jacobina, Jonas Sá e Maria Gadú abrindo o festival. No sábado, a mistura é de samba, funk e reggae com Wado, DJ Sanny Pitbull, Lia Sabugosa e Ana Cañas. Pra encerrar os meninos do Seu Chico, Vítor Araújo, Sobrado 112, Márcio Local e Duguettu.
MAIS INFORMAÇÕES: www.circovoador.com.br

ARTISTA/BANDA: Lançamento do primeiro álbum da banda O Jardim das Horas
QUANDO: Domingo, 24 de Janeiro
ONDE: CCSP sala Adoniran Barbosa – Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo, SP
HORÁRIO: A partir das 18h
PREÇO: R$ 5,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: O show de lançamento do álbum “Do quarto ao jardim” será mesmo um espetáculo multicultural com direito a participações especiais de Paulo Beto (anvil FX) que produziu o disco junto com Dustan Gallas e O Jardim; da atriz Mariana Rattes; do guitarrista Junior Boca; da artista plástica Mari Kuroyama; de Fernando Coelho do Mama Cadela; do cineasta Jair Molina; de Vitor Colares, do Fóssil; do poeta Caco Pontes e do bailarino Felipe Teixeira.
MAIS INFORMAÇÕES: www.centrocultural.sp.gov.br

ARTISTA/BANDA: Pitty
QUANDO: Segunda, 25 de janeiro
ONDE: SESC Interlagos – Avenida Manuel Alves Soares, 1100, Parque Colonial, SP
HORÁRIO: A partir das 16h
PREÇO: R$ 0,00
DESCRIÇÃO/RESUMO DO QUE ESPERAR: O feriado dessa vez é o de aniversário da cidade de São Paulo e a comemoração no Sesc Interlagos fica por conta da roqueira Pitty tocando seu disco “Chiaroscuro”. Palavra italiana para “claro e escuro”. Tudo a ver com São Paulo.
MAIS INFORMAÇÕES: (11) 5662-9500


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