Garota FM
SAmbaPUNk
28/10/2011 às 12:44

A nova loja da Vanessonic

Adilson Pereira


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27/10/2011 às 12:37

Presentinho

Adilson Pereira

Muito legal a performance do The Gift, ontem, no Teatro Odisséia (Rio). Grávida, a cantora Sónia Tavares ganhou a gente da plateia. A banda salpicou nossos ouvidos com português de Portugal, New Order e Legião Urbana. Nesse caso, a brincadeira não foi além duma passagem rapidíssima por “Índios”, mas que mereceu aplausos entusiasmados das cento e poucas pessoas que estavam lá. Ok, 200 pessoas e não se fala mais nisso. Muita coisa foi cantada em inglês, deixando a gente com vontade de ouvir mais da nossa língua com aquele sotaque dos manos do outro lado do Atlântico. Pelo menos era esse o comentário entre alguns sujeitos, na fila do caixa. Este escriba aqui engrossa o coro.
E por falar em The Gift, um presente pro camará Alceu Melício:


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26/10/2011 às 13:44

Ao passado, e avante

Adilson Pereira

Para animar uma manhã de vários compromissos, The Baggios. Para relaxar na hora do almoço, Baden Powell. O primeiro, em MP3. O segundo, em vinil. E agora, à tarde? Rádio, não dá. O tiozinho da papelaria ao lado, ouvindo uma estação noticiosa, bem cedinho, parecia chamar para uma viagem ao passado. É um pouco para o passado que o The Baggios te leva, com aquele flerte bluesy e raul-seixano. Mas ainda não dá para falar muito sobre o álbum. Melhor ouvir mais. Mas e agora à tarde, hein!? Uma maratona em frente ao computador será que pede uma coisa mais, digamos, futurista? E agora à tarde, hein!?


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25/10/2011 às 20:46

Melhor não criar outro blog

Adilson Pereira

Neguinho hoje em dia fica muito em dúvida entre os três pontos e o ponto-final. Quer dizer, não ficam em dúvida. Colocam dois pontos. Não um em cima do outro, pra anunciar. Um depois do outro, do lado, para também… anunciar. Ah, então talvez seja isso, mudaram a maneira de usar dois-pontos. Surge uma pergunta quase “natural”, depois dessa constatação: como é isso na música, o que mudou nas teorias, nas convenções, e é capaz de deixar um ouvinte perdido? Se tem leitor meio perdido, deve ter também ouvinte meio perdido.
Amanhã, tem The Gift no Teatro Odisséia. Será que é o tipo de show de onde as pessoas saem… …perdidas?
Rola uma dúvida muito grande sobre “literalizar” – tem alguma palavra melhor aí? – esse blog-espaço. Sobre como manter o caráter jornalístico. Mas talvez seja a hora de brincar mesmo de sair do quadrado. (Gargalhada). (Suspiro). E dizer isso já é ter saído. Não sacou? Vai procurar outra coisa pra ler, cara. “Literalizar” não estava nos dicionários que este escriba usou para pesquisar. Vale dizer que aqui já tem uma “Editoria” batizada de “Literatice”. Ela serve. Ela foi/é (pouco) usada.
Por mais que exista esse descompromisso, existe também uma “culpa”. Não é pra rir. Essa culpa está lá o álbum do The Baggios, que a Bela mandou e é bom que ele seja ouvido. E está lá também num disquinho dos Bonnies, que eles também mandaram… Quer dizer, a culpa não está lá. Ela surge com a demora. Muita demora para dar a esses álbuns a chance de transformar os dias em melhores dias. Pelo menos uma chance os discos devem ter.
Semanas atrás, numa mesa-redonda, um cara de rádio diz: “Crise não existe. Crise? Que crise? As pessoas têm muito medo, é isso…” Entusiasmo assustador, o desse sujeito.
Será que este escriba na verdade está procurando desculpas para poder largar o tal do “compromisso jornalístico” de vez e, assim, poder falar que uma coisa é uma m#*♪∆¶∞erda e pronto?! Deixar de ser jornalista é poder falar!? Então, dá licença, ninguém mais vai ser jornalista o tempo todo aqui. Você pode falar com sua analista a respeito disso.
Tá tudo muito esculhambado por aí pra ficar este blog aqui seguindo regras demais. Claro que a onda é poder contar sempre com uma certa “boa educação”. Mas… Isso tem limite!
Momento de dúvida: é pra publicar mesmo?
Caramba, “pra” em vez de “para”! Talvez isso seja evolução… Só não peçam por favor que os dois-pontos aqui fiquem como andam fazendo (..) por aí. Aqui, “adequação” ainda tem algum limite.


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10/10/2011 às 15:32

Escolha a cor

Adilson Pereira


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19/09/2011 às 15:46

Mar batendo

Adilson Pereira

A gente já sabia que “o mar quando quebra na praia é bonito”. E também que “quem samba na beira do mar é sereia”. Mas sempre temos algo – bom – a aprender/sentir sobre isso aí. O Eskimo dá a entender que compartilha desse sentimento, no que mostra em letras, melodias, arranjos e brincadeiras. E em seu álbum de estreia, “Felicidade interna bruta” (depois de um EP de 2006), nos convida a uma série de mergulhos. O disco não é exatamente sobre o mar. Mas as alusões são frequentes, convidativas e envolventes.
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Molhamos prazerosamente o pé com a instrumental “Flango xadlez”. De cara, uma vinhetinha boa para uma trilha de filme de Woody Allen. A água parece quentinha em “Bipolar”, música capaz de nos mostrar uma onda, digo, um vigor às vezes rolling-stoniano. Coisa que se estende até a faixa seguinte, “Cavalo de fogo”, mais tomada por um certo abatimento. Medo de se afogar, sabe? Se existe isso, nesse álbum, está aqui nessa faixa. Convida e assusta, ela. “Eu peço ‘altos’/ pra quem só mal me quer”, canta Cauê Nardi. A boa letra é de Patrick Laplan e tem ainda um caixote garantido: “Eu só te quero bem… bem longe”.
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Seguindo na correnteza e… Ah, finalmente uma faixa que traz no título a palavra mágica. Encharcada com a sutileza das teorias de mesa de boteco, “No fundo do mar” fica melhor a cada audição. Confessional, intimista. “Homem ao mar” e “Botões” seguem a mesma onda, sendo um pouco mais “duras”. “Forte apache” e “A curva” são rocks, “A las mujeres  les queda mal torear” é um “tango”, “Canção para os amigos” tem uma aura bluesy.
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“Harbolita”, meio sambinha, é um oceano de máximas: “Você deixou de ser a Brastemp da minha vida”, “Só nos blocos eu esqueço que sou planilha de Excell”, “O poder do eu duvido é tiro e queda com você”. Pode mergulhar.


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