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	<title>Comments on: Circuito Escolar Maria Scombona: Música pra pensar alto</title>
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		<title>By: Henrique Teles</title>
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		<dc:creator>Henrique Teles</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 22:19:17 +0000</pubDate>
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		<description>Nem pelo tempo gasto, nem pela quantidade de palavras lidas. O prazer nos faz dormentes ao ponto de nada percebermos - nem tempo, nem espaço - quando a leitura é boa. Excelente narrativa da nossa manhã de sábado, Maíra. Agradeço a presença e o texto.
Desculpo-me também. Explico por quê.
Não entendi a sua pergunta sobre o que &quot;objetivamente ganhamos&quot;. Nem passou por minha cabeça que você poderia estar se referindo a cachê. Talvez por não ter beliscado um tostão ainda do dinheiro do projeto, arrisquei julgar que haveria outros ganhos objetivos (como fãs + repercussão etc.). Esqueci do danado do dinheiro e fui passear pelos prados oníricos da abnegação, da entrega, em troca daqueles sorrisos, aqueles olhos esbugalhados, daquelas perguntas desconcertantes, que me fizeram adormecer a dor nas costas e o cansaço por já amanhecer o dia carregando solitariamente minha Blazona com caixas, amplificadores, instrumentos e coisa e tal (vc viu meu muque?!), a caminho de mais uma etapa do nosso circuito. É ganho material da melhor qualidade.
Mas não se engane. Como eu disse lá mesmo no workshop, dinheiro eu gosto e eu gasto, sem abrir mão, é claro, de me sentir realizado com as prosas que rolam nos nossos projetos.
De toda forma, a sua nobre iniciativa de chamar a atenção de todos os presentes, que somos profissionais, que a arte é um trabalho que deve ser remunerado da melhor maneira, foi, por fim, entendida - sou meio lerdinho mesmo.
Maíra de Deus, deixe eu lhe dizer uma: capturar momentos tão especiais na platéia - retribuo - é coisa de gente romântica também, não é? Tô de olho em você.
O dia foi maravilhoso, apesar do cansaço e da tensão pré show que eu tava, já que iria tocar à noite ainda, abrindo com a Maria o show de Arnaldo Antunes e tal.
Valeu a presença. Tamo na estrada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nem pelo tempo gasto, nem pela quantidade de palavras lidas. O prazer nos faz dormentes ao ponto de nada percebermos &#8211; nem tempo, nem espaço &#8211; quando a leitura é boa. Excelente narrativa da nossa manhã de sábado, Maíra. Agradeço a presença e o texto.<br />
Desculpo-me também. Explico por quê.<br />
Não entendi a sua pergunta sobre o que &#8220;objetivamente ganhamos&#8221;. Nem passou por minha cabeça que você poderia estar se referindo a cachê. Talvez por não ter beliscado um tostão ainda do dinheiro do projeto, arrisquei julgar que haveria outros ganhos objetivos (como fãs + repercussão etc.). Esqueci do danado do dinheiro e fui passear pelos prados oníricos da abnegação, da entrega, em troca daqueles sorrisos, aqueles olhos esbugalhados, daquelas perguntas desconcertantes, que me fizeram adormecer a dor nas costas e o cansaço por já amanhecer o dia carregando solitariamente minha Blazona com caixas, amplificadores, instrumentos e coisa e tal (vc viu meu muque?!), a caminho de mais uma etapa do nosso circuito. É ganho material da melhor qualidade.<br />
Mas não se engane. Como eu disse lá mesmo no workshop, dinheiro eu gosto e eu gasto, sem abrir mão, é claro, de me sentir realizado com as prosas que rolam nos nossos projetos.<br />
De toda forma, a sua nobre iniciativa de chamar a atenção de todos os presentes, que somos profissionais, que a arte é um trabalho que deve ser remunerado da melhor maneira, foi, por fim, entendida &#8211; sou meio lerdinho mesmo.<br />
Maíra de Deus, deixe eu lhe dizer uma: capturar momentos tão especiais na platéia &#8211; retribuo &#8211; é coisa de gente romântica também, não é? Tô de olho em você.<br />
O dia foi maravilhoso, apesar do cansaço e da tensão pré show que eu tava, já que iria tocar à noite ainda, abrindo com a Maria o show de Arnaldo Antunes e tal.<br />
Valeu a presença. Tamo na estrada.</p>
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