02/10/2008 às 16:07
O Skank e o Metallica
Adilson PereiraTem um papo que é velho conhecido de quem troca idéia com jornalistas que escrevem sobre música: a pilha de discos a serem ouvidos. É bem verdade que, hoje, com essas internetices que andam por aÃ, a pilha de discos diminuiu. Mas a não ser que você só faça isso da vida, fica difÃcil ouvir tudo rápido. E é mais difÃcil ainda ouvir com atenção. A pilha continua por lá.
Tem uma coisa que chegou aqui, hoje, no QG do “Sambapunk”, e deu água na boca: o novo da Comunidade Nin-Jitsu. Com certeza, ele vai em breve para o tocador de CDs. Sim, está escrito “em breve”. E aà o amigo do outro lado pode querer perguntar: “Ué, mas e o resto da pilha?” AÃ, amizade, é que entra o real motivo deste post: o que faz um disco ir ficando na base da pilha…?
Vamos usar um exemplo: Metallica. O “Death magnetic” chegou por aqui há umas semanas. E está ali, implorando para ser ouvido. Está escrito na capa que a produção é do Rick Rubin. E é o Metallica, então, “merece” ser ouvido. Mas é que… Bom… Desde que rolam estas discussões sobre baixar ou não baixar, disponibilizar ou não disponibilizar música na www, o Metallica ficou com o filme queimado. Pelo menos aqui no QG do “Sambapunk”, sim, ficou. Soou muito antipática, a maneira como os caras se posicionaram.
Vale a confissão: a gente aqui hoje nem sabe como ficou essa história, se eles mudaram de opinião ou não, se era aquilo mesmo que queriam dizer ou não, se estavam certos ou não. O fato é que um posicionamento que pareceu, para a gente aqui, algo antipático, faz com que haja uma certa falta de disposição para ouvir “Death magnetic”. E isso é só um exemplo do que pode fazer um disco ir para a base da pilha para ser ouvido e ganhar – ou não – resenha.
Este princÃpio vale também para links. Tem muita gente que entra em contato com o jornalista que escreve sobre música e sugere que sejam ouvidas estas e aquelas faixas que estão nestes ou naqueles links. Acontece a mesma coisa que acontecia com o CD. Se a abordagem não for “simpática”, o link vai indo para o fim da fila. Acontece.
O que é capaz então de fazer o jornalista enfrentar um engarrafamento num fim de tarde para fazer uma entrevista com uma banda? A relevância desta banda no cenário, o passado dos caras, isto é, o que eles têm a dizer… a qualidade do material que está sendo lançado, a eficiência da assessoria de imprensa… Tudo isso conta.
“Sambapunk” está indo ao encontro do Skank, que acaba de lançar um disco novo. E o momento não poderiam ser melhor: acaba de surgir numa lista de discussão sobre rock independente no Nordeste uma série de comentários a respeito de uma declaração do cantor do grupo, Samuel Rosa. Ele teria dito isso e aquilo sobre o rock/cenário independente.
“Sambapunk” vai lá conferir se é isso mesmo.
Enquanto isso, o Metallica continua na base da pilha de discos.
P.S.: Você aÃ, já ouviu esse “Deth magnetic”? Vale a pena?
| Crônicas, Sem categoria | 2 Comentários |


2 respostas
Arthur Coelho Bezerra
02/10/2008 às 16:07
O disco novo do Metallica é muito bom. É uma espécie de retorno ao que eles sabem fazer de melhor: músicas aceleradas de 7 minutos, com muitos riffs de guitarra empolgantes. As letras são fracas, uma espécie de “dar a volta por cima”, mas quem viu “Some Kind of Monster” e se deparou com os problemas psicológicos de mr. Hetfield não podia esperar mais do que isso. A produção do Rick Rubin também trouxe de volta aquela sonoridade dos tempos do black album – você ouve a guitarra, a bateria, e já sabe que trata-se do Metallica. Ainda não absorvi o disco todo, o que acho ótimo: ali tem material pra ser “degustado” por um bom tempo ainda. E se você gosta da banda (independente da lamentável postura dos caras em relação ao download), recomendo que promova o “Death Magnetic” ao topo da pilha de CDs a serem ouvidos.
ad
02/10/2008 às 16:07
aeeeee, grande adilson! muito legal o blog.
ouvi o disco do metallica numa rádio virtual porque não chegou pra mim! eu achei DUCARALEO!
hahaha… os caras voltaram a ser machos de novo! hahaha… no sentido musical e não sexual da coisa!
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