28/08/2008 às 13:54
Qual é, Frizzo!?
Adilson PereiraAproveitando o clima de editorial, vamos para mais um. Assim, escolhendo claramente um personagem para defender, a gente evita ter que seguir uma regra jornalÃstica: a de ouvir os dois lados de uma história. Neste caso, só um lado - o lado mais próximo - foi ouvido: o do baixista George Frizzo, que saiu da banda Fossil. Quer dizer, foi saÃdo. E este é o motivo do editorial.
É a coisa mais normal do mundo quando neguinho é chutado de um grupo. Ninguém está aqui condenando a escolha dos sujeitos que ficaram na banda. Frizzo contou que marcou com seus companheiros uma reunião para tratar de uns shows e, quando chegou lá, ouviu uma história que parecia ter sido combinada entre os outros. Frizzo disse que ouviu os manos dizerem que ele não é um bom baixista.
Frizzo ficou chocado.
E aà é que está o problema. Numa conversa rápida, depois, pelo MSN, disse ele que esse choque sumiu com a vontade de fazer música. Frizzo disse que não quer pensar nisso por um tempo, que não está elaborando nada de carreira solo. Contou que vai se concentrar no fim do mestrado e que depois pensa em ir morar na Europa. Uma pena.
Já vimos este filme, antes. Com um personagem que é sempre citado aqui, o Leonardo Panço - que sempre foi uma referência de ralação no circuito da música independente no Rio. Panço anda desanimado. E o circuito, sem a sua disposição para o trabalho, sente falta dele. Temo/temenos que com o Frizzo role a mesma coisa: que ele desanime e, aÃ, um monte de coisas legais que surgiam na cena simplesmente vão deixar de acontecer.
Seria/será uma perda irreparável. Tomara que Frizzo repense essa história.
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Uma resposta
4rthur
28/08/2008 às 13:54
Juntamente com a morte do saxofonista da Dave Matthews Band, foi a pior notÃcia que recebi recentemente em relação à s bandas que curto. O Frizzo é um cara altamente engajado, corria atrás das coisas da banda, fez o design foda do disco deles… não é possÃvel que depois de anos tocando juntos, os caras decidiram que ele não é um instrumentista à altura - ainda mais porque trata-se de uma banda ambient, de músicas arrastadas, ou seja, não estamos falando de um Rush ou um Dream Theater. Em alguns casos, certas caracterÃsticas contam bem mais do que a habilidade virtuosa, e creio que este seja o caso do Fóssil. Quem perde é o cenário independente, e espero que o Frizzo não abandone a música por conta desta atitude precipitada de seus ex-colegas de som.
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